Rússia e EUA na final da Taça Davis

By oonline

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A Rússia e os Estados Unidos da América são os dois países apurados para a final da Taça Davis, a maior competição mundial de ténis por equipas. A Rússia, actual detentora do troféu, vai ter uma oposição forte, já que os EUA são a selecção mais bem sucedida na história da Taça Davis com 60 finais disputadas, 31 delas ganhas. Esta é uma competição centenária e sempre apetecida, sendo certo que ambas as formações farão tudo para a vencer.

A Rússia começou por bater o Chile por 3-2 com Marat Safin e Igor Andreev a disputar os 5 jogos. Nos quartos-de-final, a vítima foi a França, que também perdeu por 3-2. Nikolay Davydenko perdeu contra Paul-Henry Mathieu; Mikhail Youzhny derrotou Richard Gasquet; Igor Andreev foi batido por Sebastien Grosjean e Marat Safin superiorizou-se a Paul-Henry Mathieu. No jogo de pares, a dupla Igor Andreev/Nikolay Davydenko levou de vencida o duo gaulês constituído por Sebastien Grosjean/Michael Llodra. Nas meias-finais, foi a Alemanha que não foi suficientemente poderosa para bater a Rússia. Igor Andreev ganhou facilmente a Tommy Haas; Philipp Kohlschreiber teve dificuldades em bater Nikolay Davydenko; Mikhail Youzhny ganhou a Philipp Petzchner e Igor Andreev derrotou Philipp Kohlschreiber. Nos pares, os alemães foram mais fortes. Já os EUA, na 1ª Ronda, derrotaram a República Checa por 4-1. Nos quartos-de-final, foi a Espanha a perder por 4-1 – apenas Tommy Robredo conseguiu ganhar a Bob Bryan. De resto, James Blake derrotou facilmente Tommy Robredo e Feliciano Lopez, além de Andy Roddick ter defrontado e batido Fernando Verdasco. Contra a Suécia, nas meias-finais, o 4-1 voltou a imperar. James Blake venceu com muita facilidade Simon Aspelin e com menos facilidade derrotou Thomas Johansson, que já havia causado muitas dificuldades a Andy Roddick, apesar da vitória do americano. Andy Roddick ganhou a Jonas Bjorkman. Apenas nos pares os irmãos Bryan foram surpreendidos pela dupla Aspelin/Bjorkman.

A Taça Davis tem um formato interessante e pouco usual: está dividida em escalões e as equipas sobem e descem de escalão consoante as suas prestações. Portugal, este ano, acabou por descer de escalão devido à derrota com a Holanda por 5-0. A nossa selecção já havia perdido contra a Geórgia, por 3-2, mas foi mesmo a má prestação diante dos neerlandeses que ditou a descida para o Grupo II Europa/África.

Com a Geórgia, Irakli Labadze ganhou a Rui Machado (3-0). Lado Chikhladze venceu Frederico Gil (3-1). Nos pares, a dupla Irakli Labadze/Lado Chikhladze teve que suar – e muito – para bater o duo lusitano composto por Gastão Elias/Frederico Gil (3-2). De resto, Gastão Elias ganhou a George Khrikadze (2-0) e Pedro Sousa venceu George Chantouria (2-0). No embate decisivo frente à Holanda, o resultado foi previsivelmente negativo – 5-0. Raemon Sluiter levou de vencida Frederico Gil (3-0); Robin Haase superiorizou-se a Gastão Elias (3-2) e a Frederico Gil (2-0). Jeese Huta-Galung derrotou Rui Machado (2-1) e nas duplas Jeese Huta-Galung/Peter Wessels foi mais forte do que Gastão Elias/Frederico Gil (3-1).

Francisco Reis

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