Miguel Pereira
Como se esperava, não foi fácil a tarefa portuguesa no Cazaquistão. Sem uma entrada forte, como aconteceu no Azerbeijão, os jogadores lusos, os mesmos que começaram o jogo de sábado, sentiram imensas dificuldades em penetrar no último reduto cazaque.
Essas dificuldades, que deixavam a equipa portuguesa cada vez mais ansiosa na procura do golo, prolongaram-se até os 60 minutos, altura em que as alterações efectuadas por Flávio Teixeira deram mais dinâmica ao estilo de jogo português.
Nani e Makukula, que renderam Maniche e Hugo Almeida, respectivamente, vieram dar um outro brilho e mais acutilância ao ataque português. No entanto, apesar de as melhorias verificadas, o golo continuava a não surgir. Até que Ricardo Quaresma, que esteve, retirando esta situação, esteve claramente desinspirado, faz uma daquelas jogadas que só ele consegue fazer e oferece o golo a Makukula, que, na sua estreia só teve de cabecear para o fundo da baliza do guardião Gloria.
Estava feito o mais difícil. Era tempo de gerir a vantagem e Murtosa, que havia arriscado aquando da saída de Maniche, reagrupa o meio-campo com a entrada de João Moutinho para o lugar de Quaresma.
Houve tempo, no entanto, para dar a tranquilidade necessária a Selecção Nacional, quando Nani protagoniza a jogada mais bonita do encontro e oferece o golo ao capitão Ronaldo.
A vitória estava garantida, o que provocou uma descompressão nos jogadores, protagonizando o golo de honra da equipa cazaque na última badalada do jogo.
Novamente, os comandados que Luiz Felipe Scolari, que cumpriu o seu segundo jogo de castigo, não deslumbraram, mas conseguiram o mais importante, que era a vitória. As contas agora são bem simples para os dois jogos que ainda faltam: uma vitória e um empata bastam para garantir um passaporte para o Euro 2008.
Foto: Federação Portuguesa de Futebol
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