Na passada quarta-feira, o Rádio Clube Português deslocou-se à Escola Superior de Comunicação Social, de onde a estação relatou o jogo da equipa de todos nós frente ao Cazaquistão.
Às 15 horas, em ponto, começou o jogo em Almaty, e atrás dos microfones, no auditório da ESCS, estava nada mais, nada menos, de que Fernando Correia, uma das vozes mais conhecidas da rádio portuguesa e um dos grandes artistas dessa arte que é o relato futebolístico.
Pelo meio, um jovem estudante de jornalismo dava o ar da sua graça, ao experimentar uma das mais difíceis tarefas do mundo radiofónico. E, para uma primeira vez, até não esteve mal!
Ao intervalo foi o momento em que me juntei aos meus colegas no auditório – pois durante a primeira parte estive retido na sala de aula devido a apresentação de um trabalho. Nessa altura lancei um palpite: “Vamos vencer por 2-0, golos do Makukula e Cristiana Ronaldo”. Nunca imaginei que a minha prece fosse atendida, e que os jogadores a quem tinha apostado iriam marcar os golos da Selecção Nacional.
Numa altura em que já ia a correr para uma banca, de modo a apostar no Euromilhões, o Cazaquistão reduzia para 2-1, o que me fez desistir de gastar dois euros para provavelmente não ganhar nada.
No final, os alunos da ESCS ali presentes estavam efusivos; muitos foram bajular o repórter do Rádio Clube Português para uma entrevista. Todos disseram que “isto foi muito bonito e que o colega que se iniciou na arte do relato esteve muito bem”, etc. e tal.
Eu fiquei ali a assistir, confesso que com alguma inveja daqueles que tiveram os seus primeiros cinco minutos de fama. Mas também digo que se por acaso o repórter me dirigisse o microfone, as minhas palavras seriam estas: “Isto tudo foi muito bonito, mas o importante foi a vitória de Portugal. O resto é conversa!”
Miguel Pereira
Editor de Desporto
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