Esperança para uns, desilusão para outros

By oonline

João Fragata

As equipas portuguesas tiveram sortes diferentes na ronda europeia da Liga dos Campeões. Enquanto o Porto ganhou graças à inspiração de Sektioui, os leões empataram mesmo com o génio de Liedson. Já aos encarnados faltou-lhes o génio.

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O jogo até nem começou da melhor forma para os Leões que logo aos 4’ sofreram o primeiro golo do jogo. Casseti, que até jogou adaptado á esquerda, passou bem por Tonel e mesmo com a presença de Izmailov, rematou forte e ao angulo, sem hipóteses para Tiago.
Mesmo podendo pensar-se que o Sporting iria sucumbir rapidamente aos italianos, os leões até reagiram bem, e fizeram provavelmente a melhor exibição da época.

Tanto que aos 22’ Liedson (Quem mais?), com alguma sorte à mistura, restabeleceu a igualdade e a justiça ao jogo. Depois de um cruzamento de Izmailov, o central Mexés e o guarda-redes Doni não se entenderam, deixando a baliza aberta para o 101 golo do brasileiro para o Sporting. Marca histórica para o Levezinho. O Sporting não tirou o pé do acelerador e até podia voltar a marcar até ao fim da primeira parte por duas ocasiões, primeiro por Liedson, que acertou no lado errado das redes, e depois por Moutinho, já no final da 1º parte com o remate a rasar o poste.

Na 2ª parte tudo na mesma, o Sporting a batalhar para ganhar, e aos 64’ minutos, Liedson a bisar num grande golo, e a dar a esperança aos adeptos leoninos. Num canto, provavelmente estudado, uma troca de passes entre Romagnoli e Izmailov, resultaram num cruzamento forte do russo, bem concluído por um cabeceamento em voo do brasileiro, a meter a cabeça onde outros metem o pé. Quando tudo parecia encaminhado para a vitória leonina, veio o balde de água fria.

Num livre favorável à Roma, toda a gente ficou a espera do cruzamento para a àrea, mas Pizarro chutou, ressaltando na cabeça de Polga e acabando com a ilusão de toda a gente no Estádio Alvalade XXI. Um resultado injusto, que deixa os leões a necessitarem de ganhar em casa dos já qualificados Manchester United, e esperando um deslize da Roma.

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Ja no Estádio do Dragão a História foi diferente. Sem Lucho González (que falta faz naquele meio campo), os portistas não fizeram das melhores exibições da temporada, mas fizeram o que se lhes pedia, foram eficazes.

Não tiveram Lucho para a consistência, mas tiveram o brilho de Sektiou que aos 27’ (sim, esse mesmo que era para ser dispensado), foi desde o meio-campo, passou por 5 jogadores, mais o guarda-redes, marcando assim o 1º golo da noite, um golo que não teve nada a ver com o resto do jogo.

O jogo que até viu o Marselha em alguma superioridade durante largas partes do jogo (se bem que foi um jogo morno), e onde até poderia ter logo empatado num remate de Niang. O que faltou na primeira parte do Marselha (a finalização) veio logo no 2º tempo, e pelo mesmo Niang. Depois de uma apatia primeiro de Fucile, Bonnart cruzou para a cabeça do senegalês que, aproveitando a lentidão de Stepanov, cabeceou para o fundo das redes.

O momento do jogo foi quando Jesualdo Ferreira manda entrar Postiga, deixando Lisandro Lopéz mais solto. Primeiro ensaiou numa jogada em que, após cruzamento de Quaresma cabeceou por cima. Depois, no replay, o argentino (para quando a Selecção?) decidiu empurrar a bola para o sítio certo, dando assim os 3 pontos aos dragões, que assumiram assim o 1º lugar do grupo, precisando apenas de 2 pontos para chegar aos oitavos.

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Para terminar, temos o Benfica, que continua com os problemas de sempre, a finalização. No jogo para homens, como Camacho proferiu, os encarnados fizeram-se meninos á frente da baliza, e também na disciplina.

Os encarnados tiveram em Cardozo (quem mais?) que ao longo do jogo fez os adeptos desesperar pelos 20 golos prometidos.

Em Parkhead, estádio não muito favorável para as equipas portuguesas, os portugueses tentaram alterar essa tendência, tendo logo de início tentar controlar o jogo, onde os escoceses tentaram gerir sempre sem muito esforço, tentando mais defender que controlar. Logo aos 7’ começou, o festival Cardozo que desferiu um remate forte e colocado mas sem sorte.

Depois, Edcarlos regressado ao eixo da defesa, com um mau passe, “obrigou” Rui Costa a fazer um livre, que viu Kennedy, sem marcação a rematar ao lado.
Até ao fim da 1ª parte, o Celtic começou a acordar e aos 17’ e 22’ valeu às águias a atenção de Quim (para quando a titularidade da selecção?) defendendo dois fortes remates. Contudo nem o guarda-redes valeu quando, quase no fim da 1ª parte McGeady, atirou forte ressaltando em Luisão, o que enganou Quim e colocou os católicos na frente.

Na 2ª parte, ao contrário do que se esperava, o Benfica não veio mais atacante, mas continuou a tentar a vitória. Contudo, para variar, Cardozo continuou com a malapata e teve mais algumas oportunidades na 2ª parte, que desperdiçou.

Até ao fim do jogo, destaque ainda para Quim, continuando a defender bem a baliza dos encarnados que defendeu bem a remate primeiro de Scott Brown aos 70’ e quase no fim do jogo, a remate de McGeady. Já quase no fim também, continuaram os meninos a aparecer, desta vez foi Binya, que numa entrada sem explicação nenhuma levou vermelho e foi descansar mais cedo.

Com isto, o Benfica complicou cada vez mais a participação na Liga dos milionários, e está obrigado a vencer aos italianos do Milan, e aos ucranianos do Shakhtar, e fica dependente dos outros.

Sorte diferente portanto para as equipas portuguesas, que assim têm que suar para passar aos oitavos (Benfica e Sporting), excepção para os campeões nacionais, que podem assim depender de si próprios.

Fotos: Record

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