Filipa Lopes
O FC Porto é o único clube português que continua a lutar pelo ceptro de Campeão da Europa, depois de vencer o Besiktas por 2-0 no Estádio do Dragão e garantir o 1º lugar de um grupo onde o grande favorito, o Liverpool, se quedou em 2º lugar. Ao Sporting, depois de garantida a presença na Taça UEFA, mal menor, graças à vitória, na jornada anterior, da Roma sobre o Dínamo de Kiev, restava apenas a procura da vitória no jogo contra os ucranianos como forma de garantir prestígio e enriquecer os cofres do clube. Conseguiu-o, tal como já tinha conseguido o Benfica, na semana anterior, ao derrotar por 2-1, fora, os também ucranianos do Shaktar Donetsk, carimbando dessa forma a presença na segunda prova clubística mais importante do Velho Continente.
Nos oitavos, os «clientes do costume»
Sem espinhas. Assim se poderá classificar o trajecto do FC Porto nesta 1ª Fase de grupos da Champions League. Apesar da surpreendente e pesada derrota, por 4-1, em Anfield Road, na penúltima jornada da competição, os portistas foram a equipa mais consistente do grupo, aquela que melhor futebol praticou e a que mais mereceu, por isso, a conquista do 1º lugar do grupo A.
O jogo com o Besiktas começou morno. Os jogadores portugueses sabiam que o empate bastava para alcançar os oitavos-de-final da prova, e apostaram num jogo algo contido, apesar de Quaresma e Tarik terem proporcionado a Rustu, aos 3’ e 4’ minutos respectivamente, as primeiras grandes defesas da noite. Os turcos não aproveitaram a pouca agressividade portista, ou não o souberam fazer, e já ao cair da 1ª parte, após novas grandes defesas do guarda-redes turco a remates de Bosingwa, o FC Porto beneficiou de um erro infantil de Rustu, que encarnou por alguns segundos em fiscal-de-linha, para fazer o 1-0 por intermédio de Lucho González e sossegar os 39.000 corações azuis que vibravam no Estádio do Dragão.
A partir daqui, tudo se tornou mais fácil. O Besiktas voltou, após ao intervalo, com vontade de mudar o jogo, mas nunca apresentou argumentos para tal. Ainda ameaçou, logo no primeiro minuto, com um remate de Serdar Ozkan superiormente defendido por Helton, mas seria o FC Porto a matar de vez a partida, aos 66 minutos, com um bonito golo do inevitável Quaresma.
Após garantida a tranquilidade, Jesualdo Ferreira deu ainda minutos de jogo a Hélder Postiga, a Marek Cech e a Bollati, e o jogo desenrolou-se até ao final sem incidências de maior.
Estavam garantidos assim os 11 pontos (3 vitórias, 2 empates e 1 derrota), que permitem agora ao FC Porto evitar o confronto com grandes equipas europeias como o Inter de Milão, o Real Madrid ou o Manchester United (vencedor do grupo do Sporting).
E já que se fala em Sporting…
Num Estádio de Alvalade meio despido (apenas 19.000 espectadores compareceram à despedida do Sporting da Champions – o pior registo de sempre para esta competição no novo Alvalade) o Sporting venceu o Dínamo de Kiev por 3-0 e mostrou que, com um pouco mais de sorte e experiência, poderia ter alcançado outros resultados nesta competição.
Sem nada a perder e ainda com algum dinheiro a ganhar, a equipa de Paulo Bento entrou em campo com 3 modificações face à equipa apresentada no jogo com o Louletano, para a Taça de Portugal: Miguel Veloso e Romagnoli, habituais titulares, cederam os seus lugares a Adrien Silva e Farnerud, enquanto Liedson voltou à equipa após castigo do treinador, ocupando o lugar de Simon Vukcevic.
E foi o Sporting quem assumiu sempre o controlo do jogo, mas não o domínio. Jogando quanto baste, foi acumulando oportunidades de golo desperdiçadas por Purovic até que, aos 35’ minutos, Liedson sofreu uma carga evidente na grande área e o árbitro assinalou de imediato penalty. Anderson Polga redimiu-se da falha contra a União de Leiria e assinou o seu primeiro golo em Alvalade, o 2º na Liga dos Campeões e, curiosamente, o 2º frente do Dínamo de Kiev.
Após o intervalo, o Sporting perdeu o domínio de jogo e o Dínamo ainda chegou a ameaçar a baliza de Rui Patrício, mas aos 67’ minutos, João Moutinho, o capitão de equipa, devolveu a estabilidade aos colegas, ao rematar para o fundo das redes de Lutsenko, colocando o marcador em 2-0. Dez minutos depois, e após suberbo cruzamento de Miguel Veloso, que entretanto ocupara o lugar de Ronny na lateral esquerda, Purovic, de cabeça, quase fez o 3-0, mas Gravancic tirou a bola quase sobre a linha de baliza e evitou que o avançado montenegrino se estreasse a marcar na Champions.
Mas o jogo não acabaria sem novo golo e sem um grande susto: Aos 89 minutos, após grande lançamento de Vukcevic, Liedson fica na cara do guarda-redes Lutsenko e marca o seu quarto golo na Liga dos Campeões. O avançado leonino e o guardião, que se tocaram na disputa do lance, necessitam ser assistidos pelas respectivas equipas médicas e o brasileiro do Sporting tem mesmo que abandonar o jogo, com fortes queixas no joelho. O jogo chegaria ao fim 4 minutos depois.
Na presente edição da “Champions” o Sporting venceu os dois jogos com o Dínamo de Kiev, empatou em casa com a AS Roma, e perdeu na visita à equipa romana e nos dois encontros com o Manchester United, totalizando 7 pontos e alcançando a sua melhor prestação na história da competição.
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