Taça UEFA: 16-avos-de-final (segunda-mão)

By oonline

Miguel Pereira e Filipa Lopes

Os dezasseis-avos-de-final da Taça UEFA reservaram algumas surpresas e jogos emocionantes. Salta logo à vista a eliminação de um dos candidatos à vitória na prova, o Atlético de Madrid, diante do Bolton. A sorte também não acompanhou a equipa treinada por José Peseiro, que acabou por ser eliminada nos últimos minutos.

No que diz respeito aos representantes lusos, os rivais de Lisboa, o Sporting em forma de treino e o Benfica com muito sofrimento, seguiram em frente. O Braga, porém, não se conseguiu impor perante o colosso Werder Bremen.

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Basileia 0 – Sporting 3 (0-2)

Sem espinhas. Se já no jogo em Alvalade o Sporting havia revelado uma clara superioridade em relação aos suiços, o domínio que exerceu em Basileia na passada 5ª feira não deixou margem para dúvidas: uma vitória por 3-0, a juntar-se aos golos de Vukcevic na 1ª mão e o Sporting a findar a eliminatória com um score de 5 golos marcados,0 golos sofridos e o Bolton definido como próximo adversário leonino na Taça UEFA.

E o Sporting começou o jogo a abrir: Passavam 2 minutos do apito inicial do árbitro quando João Moutinho, com um passe de trivela, rasgou autenticamente a defesa helvética e colocou a bola nos pés de Pereirinha. O jovem sportinguista rematou forte, colocado, e colocou também fim às esperanças de Carlitos e seus pares. A verdade é que, com um golo tão cedo, o Sporting desmoralizou completamente o adversário, reduziu aos mínimos as suas hipóteses de dar a volta a um resultado negativo e partiu para uma exibição de grande nível, a exemplo do que já tinha acontecido uma semana antes em sua casa.

Mas é injusto não dizer que o Basileia, ainda assim, poderia ter marcado por diversas ocasiões. E só não o fez porque um grande Rui Patrício se assumiu definitivamente na baliza, com um punhado de intervenções de alto nível a segurar o 0 com que o Sporting chegou ao fim da eliminatória.

Mas os suiços eram fracos… fraquinhos. Carlitos, que na voz de Christian Gross, treinador do Basileia, «tentou jogar demais», é mesmo o abono de família da equipa, e o Sporting construíu com naturalidade um resultado que poderia ter sido ainda mais avultado: Liedson, à passagem do minuto 41, conta com o precioso auxílio do defesa Marque para se isolar e fazer um chapéu a Crayton, o mesmo Crayton que já na 2ª parte, aos 51 minutos, faz defesa incompleta a remate de Pereirinha e coloca a bola nos pés do Levezinho. E já se sabe que Liedson, nestas ocasiões, raramente falha. Recarga, golo, e alcançada a goleada.

A história do encontro acaba aqui. O Sporting venceu bem e continua merecidamente em prova na UEFA, a enfrentar o Bolton em Inglaterra no próximo dia 6 de Março.

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Nuremberga 2 – Benfica 2 (0-1)

Um golo obtido ao minuto 90, marcado por Óscar Cardozo, vindo do banco minutos antes, permitiu ao Benfica a continuidade na UEFA, após ter estado em desvantagem na eliminatória. O 1-0 trazido de Lisboa revelava-se insuficiente às mãos dos letais alemães, que aproveitaram os erros da defesa benfiquista para marcar os dois golos que quase lhes permitiam eliminar uma equipa que, embora não o tenha provado, é em muito superior ao Nuremberga.

E é por aqui que se pode começar a avaliar o jogo da águia: Com um golo falhado logo aos 3 minutos por Máxi Pereira (completamente alheado do jogo e muito pouco concentrado, diga-se) o Benfica até controlou o jogo na primeira meia hora, mas os atletas benfiquistas contrariavam o discurso de Camacho: Quim perdia o máximo tempo possível nas reposições de bola e essa apatia começou a contagiar os colegas, sem chama nem vontade.

Ainda antes do intervalo, Charisteas, carrasco luso no Euro’2004, falhou um golo certo e pouco depois Saenko viu Quim negar-lhe o golo com uma excelente intervenção.

Mas o pior viria depois. Ao intervalo, Rui Costa e Petit protagonizaram um aceso diálogo e até Makukula se revelava extremamente insatisfeito com a prestação encarnada. Mas de nada serviram as conversas. A verdade é que regressados da cabine, os jogadores do Benfica não alteraram em nada a postura e viram Charisteas, primeiro, isolar-se e marcar o golo que empatava a eliminatória, para logo a seguir Luís Filipe perder a bola em zona proibida e permitir a Saenko fazer o golo da reviravolta.

E Camacho mexeu. Fez entrar Cardozo e Dí Maria e foi abençoado pela estrelinha da sorte: Quando certamente já a maioria dos benfiquistas dava a eliminatória como certa, o paraguaio reduziu para 2-1 e devolveu o sonho ao Benfica. Com os alemães desesperadamente à procura de novo golo, Dí Maria até fez o golo do empate, fruto dos espaços dados pelo Nuremberga. «Foi o empate da superação», disse Léo no final do jogo. Foi o empate escusado, dada a diferença de qualidade entre as duas equipas.

A passagem consumou-se e o Benfica enfrenta agora o Getafe de Laudrup. Mas será preciso uma atitude diferente da apresentada frente ao Nuremberga para os encarnados ultrapassarem mais esta barreira rumo a Manchester com que tanto sonham.

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Sp. Braga 0 – Werder Bremen 1 (0-3)

O Sporting de Braga despediu-se das competições europeias, como de resto já se previa, ao ser derrotado, no conjunto das duas eliminatórias dos 16 avos-de-final, por 4-0. E a verdade é que os arsenalistas só se podem queixar de si próprios: ao desperdiçarem duas grandes penalidades na Alemanha, hipotecaram quase completamente as hipóteses de reverter o jogo nesta 2ª mão, realizada em Braga na última quinta-feira.

Mas, ainda assim, os bracarenses não desistiram e entraram no Estádio AXA motivados para marcarem, pelo menos, um golo. E procuraram-no. Nos primeiros 15 minutos, primeiro num cabeceamento de Paulo Jorge e depois num remate de Wender ao poste esquerdo, o Braga esteve perto de marcar. Pouco depois, o extremo brasileiro voltou a estar perto de festejar, à passagem do minuto 19, desta feita num desvio de cabeça que falhou por pouco o alvo. Aos 34 minutos, Hugo Almeida, num disparo fortíssimo, acertou em cheio na barra da baliza de Kieszek, e a partir deste momento, o Braga começou a perder força, e numa segunda parte sem grandes motivos de interesse – registe-se contudo a entrada de Matheus ao intervalo, que conferiu outra vivacidade e magia ao ataque bracarense – o Werder Bremen acabaria por encerrar de vez a questão, com Klasnic, isolado por um passe em profundidade, a colocar o esférico no fundo da baliza do guarda-redes polaco do Sp. Braga. Acabou aqui o sonho bracarense, que deve ainda assim orgulhar-se de nunca ter desistido pese embora todos os dessem como derrotados logo à partida.

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Bayern Munique 5-1 Aberdeen (2-2)

O Bayern Munique, um dos grandes favoritos a vencer a prova, respondeu da melhor forma a todos aqueles que criticaram o empate da primeira-mão. Apenas 12 minutos decorridos e Lúcio colocava os “bávaros” a vencer. Ainda antes do intervalo foi a vez de Van Buyten aumentar a contagem.

No segundo tempo, Podolski marcou por dois vezes, aos 71 e aos 77. Os escoceses ainda marcaram um tento de honra, por intermédio de Lovell, mas antes do fim Van Bommel fechava o resultado final em 5-1.

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Getafe 3-0 AEK Atenas (1-1)

Um jogo de particular interesse para o futebol português, nomeadamente para o Benfica, que disputará a os oitavos-de-final com o Getafe, vencedor desta eliminatória.

Após um empate a uma bola em Atenas, foram os espanhóis que entraram mais decididos a vencer o jogo. Porém, o jogo só chegaria no final da primeira parte, com Granero, ao segundo poste, a corresponder a melhor forma a um cruzamento de Contra.

Embora estivesse em desvantagem, a equipa grega, onde actuam os portugueses Geraldo e Manu – que não jogaram –, não conseguiu impor o seu jogo, permitindo ao Getafe dominar o encontro. Desse domínio, acabariam por surgir mais dois perto do final, através Contra, de grande penalidade, e de Braulio.

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Atlético de Madrid 0-0 Bolton (0-1)

Uma das surpresas da ronda. Apesar da derrota na primeira-mão pela margem mínima, todos esperavam que os “colchoneros” conseguissem anular a desvantagem no Vicente Caldéron.

Isso, contudo, não aconteceu, muito graças a boa estrutura defensiva por parte da equipa britânica, onde milita o português Ricardo Vaz Tê (não saiu do banco). A equipa de capital espanhola, que jogou sem Simão e Zé Castro, pode queixar, porém, da sorte e dos inúmeros golos falhados.

O Bolton foi mais feliz e será o próximo adversário do Sporting nos oitavos-de-final.

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Vilarreal – Zenit 2-1 (0-1)

Mais um resultado surpreendente: o Vilarreal foi incapaz de anular a derrota sofrida na Rússia, muito por culpa de Pogrebnyak, que colocou os russos a vencer no El Madrigal.

Os espanhóis, que precisavam de três golos para inverter a eliminatória a seu favor, pressionaram, mas o tento do empate só chegaria a quinze minutos do final, por intermédio de Guille Franco. Já sobre o apito final, o dinamarquês Tomasson marcava o tento da vitória para o Vilarreal, que, todavia, era insuficiente para continuar na prova.

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Bayern Leverkusen 5-1 Galatasaray (0-0)

Depois do nulo verificado na primeira mão, os alemães, esmagando por completo o Galatasaray.

No espaço de dois minutos, o Leverkusen colocava-se confortavelmente em vantagem, primeiro, aos 12, por Barbarez, e um minuto depois, através Kiessling. Dez minutos depois, Barbarez bisaria na partida.

Na segunda parte, continuou o massacre germânico, com Haggui aos 55 e Schneider, de grande penalidade, seis minutos depois. Antes do final, os turcos marcaram o golo de honra, graças a uma grande penalidade convertida por Barusso.

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Bordéus 1-1 Anderlecht (1-2)

Os belgas traziam uma vantagem mínima e pouco segura, porém aguentaram-se muito bem. A missão da equipa do Anderlecht ficou facilitada aos 34 minutos, quando Chatelle inaugurou o marcador a favor dos belgas.

Os “girondinos” precisavam de marcar dois golos para, pelo menos, empatar a eliminatória, por isso vieram para o segundo tempo decididos a dar a volta aos acontecimentos. No entanto, aquilo que a formação conseguiu foi apenas o empate, por intermédio Cavenaghi. Os belgas não ficaram a ver os franceses no ataque e podiam ter decidido prontamente a eliminatória, valendo ao Bordéus o guardião Ramé.

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Everton 6-1 Brann (2-0)

Na primeira-mão, a equipa de Manuel Fernandes e Nuno Valente já tinha demonstrado que era superior, com a uma vitória confortável. No segundo jogo, a equipa de Liverpool não se pôs com rodeios e aplicou uma goleada das antigas.

Com Nuno Valente a titular e Manuel Fernandes suplente utilizado, Yakubu fazia aos 32 minutos o seu primeiro de três golos numa noite. Jonhson, antes do intervalo, aumentava para 2-0.

Na segunda parte assistiu-se a mais quatro golos ingleses, com um golo norueguês pelo meio. Yakubu marcou por mais duas ocasiões (aos 54 e 72), e Arteta atirou a bola para dentro das redes por duas vezes (71 e 92). O tento de honra do campeão norueguês seria marcado por Vaagan Noen, aos 60 minutos.

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Hamburgo 0-0 Zurique (3-1)

O Hamburgo já tinha conseguido uma importante vantagem no primeiro encontro e, portanto, limitou-se a gerir o resultado.

Os suíços foram atrás de tentar anular a desvantagem trazida do jogo da primeira-mão, mas nunca realmente criaram calafrios aos alemães, que poderiam ter aumentado a vantagem na eliminatória.

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Panathinaikos 1-1 Glasgow Rangers (0-0)

O nulo do primeiro jogo abria boas perspectivas para a equipa treinada por José Peseiro. O jogo até começou bem para os gregos, que, com Hélder Postiga a titular, obrigou o adversário a jogar no seu último reduto. Aos 12 minutos, Goumas ponha o Panathinaikos em vantagem no jogo e na eliminatória.

No segundo tempo, os gregos não entraram tão pressionantes e consentiram algum domínio à equipa escocesa, que viria a empatar o jogo a oito minutos do final, por intermédio de Novo, que, com este golo que ditou a eliminação do Panathinaikos, gelou o Apóstolos Nikolaidis.

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Helsinborg 1-2 PSV Eindoven (0-2)

A vantagem trazida de Eindoven já era confortável e tornou-se mais cómoda quando Bakkal colocava os holandeses com uma vantagem ainda mais segura. Aos 65 minutos, Lazovic dava mais um impiedoso golpe nas já escassas aspirações finlandesas.

Os nórdicos acabariam por marcar o seu tento, já perto do final, com Leandro Castan a corresponder da melhor forma ao canto de Anderson.

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Tottenham 1-1 Slavia de Praga (2-1)

A vitória na capital checa na primeira-mão dava alguma margem de manobra à equipa de Juande Ramos. O golo de O’Hara, aos 7 minutos, só veio deixar a equipa londrina mais descansada.

Os “Spurs” procuravam um segundo golo, que não aconteceu. Seriam, no entanto, os checos em contra-ataque que chegariam ao empate, com uma fabulosa assistência de Daniel Pudil para Krajcik. Apenas a um golo de empatar a eliminatória, o Slavia pressionou até final, a obrigar Paul Robinson a fazer um punhado de boas, que garantiram a vantagem na eliminatória.

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Fiorentina 2-1 Rosenborg (1-0)

A formação da Florença não teve muitos problemas em eliminar o Rosenborg. Da primeira-mão trazia uma vitória pela margem mínima da Noruega, e Liverani, regressado de uma lesão, ponha os italianos ainda mais perto dos oitavos-de-final.

A nove minutos do final da partida, Cacia pôs um ponto final na eliminatória, ao corresponder da melhor forma a um cruzamento de Manuel Pasqual. Ainda houve tento para o tento de honra dos visitantes, por Koné.

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Spartak 2 – 0 Marselha (0-3)

A vantagem trazida de Marselha parecia preciosa, mas acabou por não ser anulada por pouco. Os russos inauguraram o marcador aos 39 minutos, através de Pavlenko.

Na etapa complementar, a equipa da capital russa acreditou sempre que era possível levar, ao menos, o jogo para prolongamento. No entanto, os gauleses resistiram à pressão e não permitiram que o Spartak criasse muitas oportunidades de perigo. Os russos acabariam por marcar um segundo golo, num remate à queima-roupa de Pavlyuchenko. Até final, foi o tudo por tudo moscovita para igualar a eliminatória; em vão, porém.

Fonte: UEFA
Fotos: Record/UEFA

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