Archive for Abril, 2008

Falsas eleições na Federação de Kickboxing

Abril 29, 2008

Miguel Pereira

Em Fevereiro deste ano, foi anunciada uma Assembleia-geral na Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai (FPKM), que tinha como objectivo a eleição de um novo presidente do organismo. Mais tarde, viria a público que Mário Fernandes tinha sido eleito presidente e já tinha escolhido os elementos da sua direcção. No entanto, estas eleições eram falsas e ilegais, e a FPKM, assim que tomou conhecimento, lançou um comunicado a revelar o carácter erróneo destas eleições.

O órgão que gere o Kickboxing e o Muaythai no nosso país lançou um comunicado onde aponta o carácter ilegal das eleições que foram noticiadas nas últimas semanas, que dava Mário Fernandes como presidente.

Segundo o comunicado, os órgãos são eleitos durante um mandato de quatro anos, sendo que a actual direcção, presidida por Ana Vital Melo, termina a sua questão após os Jogos Olímpicos.

Mário Fernandes era até o momento da divulgação das falsas eleições presidente da mesa da Assembleia-geral da FPKM. A fderação acusa o ex-dirigente de se ter apossado do livro de actas e ter acrescentado de forma ilícita a data das eleições.

Após tomar conhecimento do sucedido, Ana Vital Melo deu conhecimento a todos os órgãos da federação e pediu tomada de medidas ao Conselho Jurisdicional. De momento uma providência cautelar para suspender o referido acto e uma acção judicial já seguiram para o Tribunal Cível, depois de o Tribunal Administrativo de Lisboa ter-se considerado incapaz de decidir. A FPKM também já levou a queixa ao Secretário de Estado e da Juventude, Laurentino Dias, e ao presidente do Instituto do Desporto, Luís Sardinha.

Refira-se que a Confederação do Desporto de Portugal já confirmou a ilegalidade das eleições.

Leões VS Dragões

Abril 22, 2008

Miguel Pereira

Dia 18 de Maio, o FC Porto e Sporting vão discutir o seu troféu mais importante do futebol português. Os dragões tiveram um agradável passeio por Setúbal, enquanto que os leões protagonizaram uma das reviravoltas mais espectaculares dos últimos tempos.

Jogar à Porto

No dia anterior ao jogo da meia-final, Jesualdo Ferreira tinha prometido que a sua equipa iria “jogar à Porto”. A promessa foi cumprida, e os tricampeões nacionais não deram nenhuma hipótese a um irreconhecível Vitória de Setúbal.

A equipa sensação do campeonato ainda deu um ar da sua graça, mas os dragões foram donos e senhores do jogo, nomeadamente a partir do momento em que se adiantou no marcador.

Na segunda parte, Lucho González comandou os “azuis e brancos” e construiu, marcando por duas vezes, o resultado final.

Segunda parte imprópria para cardíacos dá final aos leões

Poucos acreditariam, no final da primeira parte, que o dérbi de Lisboa teria um desfecho final impróprio para cardíacos e favorável ao Sporting.

O Benfica de Chalana realizou um primeiro tempo como há muito não se via. Soube aproveitar as fragilidades leoninas e ao intervalo com justiça, graças a golos de Rui Costa e Nuno Gomes.

Na segunda parte tudo foi, contudo, diferente. O Sporting tinha de ir atrás do prejuízo e Paulo Bento arriscou tudo. Colocou Izmailov e Derlei para carregar o adversário. O ditado já diz que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Yannick Djaló conseguiu furar a defesa “encarnada” e a partir daí tudo se tornou mais fácil. Quim ainda tentou evitar o empate, mas Liedson restabelece a igualdade. Não foi preciso esperar muito para se ver Derlei, completamente livre de desmarcação, sentenciar a cambalhota no marcador.

O Benfica ainda deu um ar da sua graça e conseguiu reagir da melhor forma, com Cristian Rodriguez a empatar a partida. Os que pensavam que este jogo já não poderia ter mais emoção estavam redondamente enganados: dois minutos volvidos Djaló, com a bola a ressaltar em Luisão, bisa na partida e recoloca a sua equipa na frente.

Até final, tempo para mais um golo, por intermédio de Vukcevic, que selaria o resultado final.

Michael Jordan: The King

Abril 22, 2008

Miguel Pereira

Considerado unanimemente como o melhor basquetebolista de todos os tempos. Cinco após se retirar de vez das arenas norte-americanas, continua a ser a cara da NBA e um exemplo que todos querem seguir.

Nascido em Brooklyn, no estado de Nova Iorque. Com 18 anos, após figurar no McDonald’s All-American Team, ganhou uma bolsa para praticar basquetebol na Universidade de Norte Carolina. Após ter ganho ter-se destacado no Campeonato das Universidades, foi seleccionado em 1984 para a equipa dos Chicago Bulls.

No estado de Illinois construiu uma carreira lendária, repleta de sucessos, de triunfos. Anunciou que se retiraria das arenas em 1993 e surpreendeu toda a gente quando assinou pelo Chicago White Sox, uma equipa da divisão menor de basebal americano. A paixão pela NBA, contudo, não se desmoronou e voltou ao “seu” Chicago Bulls em 1995.

A 14 de Junho de 1998, Jordan faz o seu último jogo pelos Bulls, o que muitos pensariam que seria o seu último jogo na NBA. A verdade é que o “The King” voltou a espantar quando anunciou, a 25 de Setembro de 2001, que voltaria a NBA, mas desta feita para representar os Washington Wizards. Esta decisão muito se deveu a uma questão de solidariedade, pois Jordan doou o seu salário às vítimas dos atentados de 11 de Setembro.

Esta semana fez cinco anos que “Air Jordan” fez o último jogo com a camisola do Washington Wizards e, consequentemente, o seu último jogo na NBA. Embora para os críticos a despedida tivesse acontecido há dez anos, quando Jordan fez o seu último jogo com a camisola dos Bulls.

Nos tempos que correm, o melhor jogador de basquetebol de todos os tempos é um dirigente discreto nos Charlotte Bobcats, equipa que foi ingressou na liga americana em 2004. É um jogador assíduo de golfe e continua a dar a cara a muitos anúncios publicitários. Ainda hoje é figura mais carismática da NBA e a sua influência na competição continua intacta. No último mês, a loja oficial da NBA comemorou o seu décimo aniversário e anunciou as camisolas que foram mais vendidas ao longo da última década. No topo da lista estava, é claro, Michal Jordan.