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Falemos então de desporto: Um portal para o desporto

Outubro 1, 2007

Sejam bem-vindos a este novo projecto do jornalismo nacional. Hoje um grupo de amigos viu os primórdios daquilo que foi um projecto que demorou meses a concretizar. Depois de muito planeamento e alguns argumentos, vemos enfim “menina dos nossos olhos” a começar.

Quanto à secção que me compete, a de desporto (com muito orgulho, refira-se), tenciono que seja um portal de referência no desporto nacional. Como responsável por esta editoria, posso garantir que tentaremos dar atenção merecida a todas as modalidades. Sempre que se souber que um atleta português honrou o nosso país, ele será aqui referido. Se alguém se sentir menosprezado, de agora em diante, que aceite as minhas mais sinceras desculpas.

É preciso, contudo, sublinhar que tudo é feito a pensar num mercado. Quer queiramos, quer não, o futebol é o desporto rei e, logo, é a modalidade que nos poderá garantir maior audiência.

Dentro do futebol, seremos imparciais, apesar dos nos nossos gostos clubísticos. Deixaremos a paixão de lado, de modo a fazermos um bom trabalho.

Falemos então de desporto, é rubrica de opinião, digamos a voz desta secção, que será exposta todas as semanas.

Quero realçar que esta secção é constituída por elementos competentes, amantes de desporto, e que percebem daquilo que estão a falar.

Por último, lanço-vos um desafia a vocês, leitores: estabeleçam uma interacção connosco, a fim de fazermos um melhor trabalho. Quero-vos críticos e, se possível, se algum de vocês gostar de desporto como nós, que se junte à nossa equipa.

Miguel Pereira
Editor de Desporto

Duarte Gomes reconhece erro

Setembro 29, 2007

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Estávamos no minuto 92, do jogo da Taça da Liga que oponha o Estrela da Amadora ao Benfica. Os de casa venciam por 1-0 e tudo indicava que os encarnados seriam eliminados desta nova competição. Até que o inacreditável aconteceu: o fiscal de linha vislumbra uma falta dentro da área tricolor (que só ele viu, refira-se!). O chefe da equipa de arbitragem, Duarte Gomes, segui a indicação do seu auxiliar e marcou a grande penalidade, que permitiu a Freddy Adu empatar a partida e levar a mesma para grandes penalidades.

O resto já se sabe. Graças a este erro grosseiro, o Benfica acabou por seguir para a ronda, ficando, assim, o Estrela da Amadora pelo caminho.

Provavelmente depois de ter visto o lance na televisão, Duarte Gomes reconheceu o erro e vem
pedir desculpas à equipa prejudicada. “Perante as evidências que resultam do visionamento das imagens televisivas reconheço que houve um claro erro de arbitragem”, admitiu o árbitro em declarações ao site da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
Apesar de ter assinalado o castigo máximo por indicação do seu auxiliar, Duarte Gomes refere que, como máximo responsável do cumprimento das leis do jogo naquele encontro, deve ser ele assumir o erro.

O árbitro madeirense, filiado na Associação de Futebol de Lisboa, refere que “é tempo de todos os intervenientes do jogo perceberem que os árbitros não são seres infalíveis e estão em campo durante 90 minutos a tomar dezenas de decisões em fracções de segundo”.

“Esconder-me atrás de erros não faz parte da minha forma de viver esta actividade”, asseverou Duarte Gomes, pedindo desculpas ao Estrela de Amadora, clube prejudicado por esta decisão. Recorde-se que não é a primeira vez que este árbitro tem esta atitude, pois num jogo opôs o Marítimo ao F.C. Porto, na época 2005/2006, reconheceu que se equivocou ao não assinalar uma grande penalidade a favor dos verde-rubros.

Miguel Pereira

Curtas da bola

Setembro 29, 2007

O azar volta a bater à porta de Jorge Andrade

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Chegou a temer-se o pior, quando o tendão rotuliano do joelho esquerdo de Jorge Andrade voltou a ceder, mas a lesão, contraída no empate da Juventus diante do Roma, não é tão grave como no princípio se esperava. Temeu-se que a época poderia acabar para o central português, porém, por volta do mês Fevereiro, Jorge Andrade deverá voltar á competição e sonhar com uma presença no Euro 2008, isto é, caso Portugal se qualifique, obviamente.

Jorge Andrade foi operado na passada quarta-feira, em Marselha, pelo clínico Jean Pierre Franceschi, e deverá ficar alguns dias internado na clínica, antes de regressar a Turim.

Mourinho já está em Portugal

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Depois da mediática saída do Chelsea, Mourinho regressou a Portugal, na noite da passada quarta-feira, não para treinar, mas apenas para um descanso antes de regressar ao activo. Uma chegada que apanhou de surpresa aqueles que estavam no Aeroporto da Portela, e causou um reboliço pouco comum.
O Mourinho reiterou a vontade de não querer falar de futebol publicamente, enquanto estiver sem clube. Assume que vai ver muito futebol em casa, porém, de preferência através de um bom plasma.

O “Special One” não pretende se deslocar a nenhum estádio nos próximos tempos, pois considera que tal pode causar falsos rumores de mudança para algum clube. A excepção será apenas o Vitória de Setúbal, que, como é sabido, é o clube do coração de Mourinho.

Miguel Pereira

Os nossos, lá por fora

Setembro 29, 2007

Espanha: noite de glória para os portugueses

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Na liga espanhola, onde o Real Madrid já é líder, Deco voltou às grandes noites, fazendo a assistência para dois dos quatro golos do Barcelona.

Na Corunha, a armada portuguesa ao serviço do Huelva, Beto, Carlos Martins e Varela, esteve em grande plano. O central esteve irrepreensível na defesa, Varela criou várias oportunidades com a sua velocidade e Carlos Martins, esse, inaugurou o marcador.

Na bela ilha de Palma de Maiorca, Nunes deu o mote para a fantástica reviravolta do Maiorca, que estava a perder ao intervalo por 2-0.
Em Valência, Miguel continua em grande forma. Manuel Fernandes, por sua vez, entrou aos 60 minutos e esteve em bom plano.

No Atlético de Madrid, que venceu em Bilbau por 2-0, Simão vai-se afirmando aos poucos, enquanto que Maniche continua a rubricar exibições de grande nível. Zé Castro entrou na segunda parte e não comprometeu.

Podemos dizer que neste bela jornada portuguesa, só Duda foi infeliz, pois o Sevilha foi derrotado em casa pelo Espanhol.

Itália: Figo em grande, Tiago precisa de melhorar

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Em Milão, Figo esteve ao melhor nível. Um dos melhores em campo, o mais internacional dos jogadores portugueses juntou à bela exibição um golo ao seu estilo. Pelé, jovem internacional sub-21, começa a dar cartas na equipa de Roberto Mancini, participando nos últimos 15 minutos do jogo.

Se o veterano Figo esteve em destaque, Fernando Couto, outro veterano, não lhe ficou atrás. Seguro, como é sua característica, participou activamente na vitória do Parma sobre o Torino, por 2-0.

Com Jorge Andrade lesionado, Tiago é o único português disponível na Juventus. O médio luso foi titular, na goleada frente ao Reggina, mas tarda em estar ao nível que nos habituou no Lyon, talvez por ter actuado numa posição mais avançada.

Vidigal, que esteve muito apagado, não teve a mesma sorte que os compatriotas, pois o seu Livorno foi derrotado em Nápoles, por 1-0.

Outros campos: Pauleta volta aos golos, Nani é eliminado

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O português Sérgio Pinto esteve em destaque na Bundesliga, apontando o segundo golo da vitória do Hannover no terreno Arminia Bielefeld. Também em destaque, o capitão do Estugarda, Fernando Meira, que esteve ao seu nível na vitória do campeão alemão em casa ante o Bochum, por 1-0.

Em França, Pauleta voltou a ser titular e a marcar. O ciclone dos açores marcou o terceiro golo da vitória do PSG, no terreno Lorient, em jogo a contar para a Taça da Liga Francesa.

Surpresa das surpresas: o Manchester United, sem Cristiano Ronaldo, mas com Nanny a titular, foi eliminado da Taça da Liga, em Old Trafford, pelo Coventry, equipa do secundo escalão do futebol inglês, por 2-0. Melhor sorte tiveram Nuno Valente e Boa Morte, que foram titulares, nas vitórias do Everton e West Ham, respectivamente.

Ainda em terras de sua majestade, o Hibernian, onde joga o português Filipe Morais, foi afastado da Taça da Liga pelo Motherwell, em casa.

Na Holanda, o central português Manuel da Costa esteve em bom plano na vitória do PSV no terreno do Jong Heereven, por 3-0, em jogo a contar para a Taça da Holanda.

Pela Grécia, o AEK de Atenas, onde jogam Manu e Geraldo, é líder do campeonato depois de vencer no terreno do Veria, por 1-0. Sublinhe-se que a equipa da capital grega partilha a liderança com o Xanthi, onde actua o luso Chiquinho.

Acabamos esta viagem por o futebol europeu, na Suiça, onde Basileia, de Carlitos, esteve em destaque ao empatar a duas bolas no terreno do líder Zurique. Também em destaque esteve o ex-sportinguista Paíto, que apontou um dos golos da vitória do Sion frente ao Thun, de Nelson Ferreira.

Miguel Pereira

Dois ensaios, duas derrotas

Setembro 29, 2007

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De modo a preparar o Europeu que se realizará no próximo mês de Novembro, no distrito do Porto, a Selecção Nacional de futsal disputou dois jogos amigáveis com a sua congénere brasileira, em São João da Madeira. Infelizmente, averbou duas derrotas, por 7-3 e 4-2. No entanto, neste tipo de jogos, em que o resultado pouco interessa, é preciso ver o que está mal para corrigir posteriormente.

O primeiro jogo entre estes países irmãos, o jogo foi mais bem equilibrado do que o resultado exprime, no entanto os comandados de Orlando Duarte cometeram muitos erros infantis, numa altura a que estamos a pouco mais de um mês para o começo do Europeu. Depois de uma primeira parte terrível, em que Portugal perdia por 4-1, a Selecção Nacional subiu de rendimento no segundo tempo, onde marcou dois golos, embora tenha sofrido três.

No segundo jogo frente aos brasileiros, os portugueses estiveram melhor, mas acabou por não ser suficiente para levar de vencido os brasileiros. Ao intervalo, Portugal perdia por 3-1, registando, como no jogo anterior, melhorias na segunda parte. Quando Arnaldo Pereira reduziu para 3-2, chegou a acreditar-se que era possível chegar pelo menos ao empate. Porém, Ciço marcou o quarto golo brasileiro, hipotecando as esperanças portuguesas.

Dois testes pouco positivos, que mostraram que Orlando Duarte ainda tem muitas arestas por limar antes da estreia no Europeu. Apesar de os jogadores brasileiros serem provavelmente os melhores do mundo, não há desculpas para a falta de eficácia e os erros defensivos cometidos pela equipa nacional.

Miguel Pereira

Taça da Liga: Do milagre à redenção…

Setembro 29, 2007

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Fez-se Taça. Na primeira ronda em que participaram os oito primeiros da Liga Bwin 2006/2007, cinco equipas desse quadro baquearam perante adversários teoricamente inferiores. E a surpresa não foi maior porque Sporting e Benfica ganharam os respectivos jogos recorrendo à lotaria das grandes penalidades.

No primeiro jogo da tarde de quarta-feira, o Leixões recebeu e perdeu de forma categórica com o “europeu” União Leiria por duas bolas a zero. Com ambas as equipas a apresentar elementos menos rodados o Leiria inaugurou o marcador por Maciel (15’) tendo Jessuí (77’), de grande penalidade, fixado o resultado final.

No segundo jogo da tarde a primeira “surpresa”. O Penafiel, mais uma vez recebeu e bateu uma equipa da Madeira. O Nacional da Madeira seguiu o percurso do seu arqui-rival Marítimo, tendo perdido em Penafiel por uma bola a zero num golo monumental de Guedes. Com muitas alterações no seu onze-base, o Nacional nunca conseguiu superiorizar-se de forma a criar real perigo e não saiu mais vergado porque a barra devolveu com estrondo novo remate de Guedes já no período de compensações.

Seguiram-se dois encontros entre equipas da Liga Vitalis e participantes nas competições europeias e o resultado foi igual. Vitória dos visitados nas grandes penalidades sobre os seu “ilustres” visitantes primodivisionários.

No Algarve, o Portimonense recebeu o Belenenses e foi a equipa visitante que inaugurou o marcador por Fernando, corria já o segundo tempo. A sete minutos do fim Paulo Sérgio empatou a partida levando o desenlace para as grandes penalidades onde o Portimonense foi mais eficaz.

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O mesmo se passou em Aveiro com o Beira-Mar a receber e a vencer nas grandes penalidades o Paços de Ferreira num jogo sem grandes motivos de interesse onde o herói foi o guarda-redes aveirense Luís Almeida ao defender dois disparos da marca dos onze metros.

Em Setúbal o Vitória local recebeu e venceu pela segunda vez esta época um Braga que esteve uns furos abaixo do que pode produzir. Com as duas equipas a fazer poucas poupanças, o resultado apenas desenhou-se os últimos dez minutos quando o inevitável Matheus abre o marcador (80’) e Leandro Branco fixa o resultado aos (88’) com o melhor golo da tarde desportiva.

Com apenas os três grandes por jogar, o FC Porto abriu as “hostilidades” em Fátima. Os campeões nacionais entraram com apenas dois habituais titulares em campo numa equipa pouco mecanizada e inconsequente. Perante um aguerrido Fátima, um excelente Stepanov e um bom Leandro Lima não foram suficientes e o Porto foi vergado à vergonha nas grandes penalidades após um desesperante nulo. Aí Pedro Duarte foi grande.

Por esta altura já corria o Estrela da Amadora – Benfica, em mais um jogo entre primodivisionários. Com muitas alterações, o Benfica fez um jogo sofrível perante um Estrela afoito e melhor sobre o relvado. Aos 36’ Maurício põe a sua equipa a ganhar com um livre muito bem executado. Até ao fim assistiu-se ao Benfica a tentar a igualdade mas o futebol que praticava era desesperante até que, em cima da hora, o assistente de Duarte Gomes vislumbra uma inexistente mão na área do Estrela e o árbitro apita para o respectivo castigo máximo. Freddy Adu empata e leva a partida para as grandes penalidades onde o Benfica foi mais forte. Tremenda injustiça para o Estrela naquele que foi o grande caso desta eliminatória.

O último jogo da noite foi melhor encontro com duas equipas que sabem jogar bom futebol. A primeira parte foi de equilíbrio embora com o Sporting a entrar melhor. O segundo tempo foi mais do Guimarães que tudo fizeram para a decisão não fosse para as grandes penalidades. Mas o jogo acabou a zero e o Sporting vingou a derrota nas grandes penalidades sofrida na pré-temporada perante este mesmo Vitória.

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Depois de um “milagre” em Fátima, Duarte Gomes espera pela redenção após o pedido de desculpas pelo erro gravíssimo que cometeu na Reboleira. Quanto a nós, esperamos pela próxima eliminatória e por bons espectáculos de futebol…

João Costa

Os amadores que pareciam profissionais

Setembro 29, 2007

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Um punhado de histórias bonitas para contar e o peito a inchar de orgulho pela sua participação neste Campeonato do Mundo de Rugby 2007. Será assim que se sentirão quer jogadores, quer equipa técnica, depois da sua prestação muito meritória no mais importante campeonato da modalidade.

De ilustres desconhecidos, passaram quase a heróis nacionais, e moveram multidões para os ver defender com garra, ambição e coragem as cores da Selecção Nacional, frente às mais temidas selecções de Rugby do Mundo.
O amor que estes atletas mostraram por Portugal (todos nos emocionamos e nos deixamos contagiar pelo cantar a plenos pulmões do hino nacional) foi de tal forma evidente que arrastou consigo pessoas que, da modalidade, pouco mais do que o nome conheciam, mas que por verem tamanho amor à pátria se deixaram envolver nesta onda e deram um espectáculo de patriotismo (qual Euro 2004!) por terras francesas, vencendo pelo menos em número, as todo-poderosas selecções presentes.

Selecções de grande nível, como a Escócia ou a Nova Zelândia (considerada como a mais forte selecção a nível mundial, ilustrando bem essa superioridade com a sua assustadora “Haka”), não foram suficientes para intimidar os “Lobos”, que se bateram de cabeça bem levantada perante aqueles que muitos destes jogadores portugueses consideram ser os seus ídolos na modalidade. Aliás, podem-se mesmo orgulhar de “troféus”, que têm tanto de simbólicos como de meritórios: foram a primeira equipa amadora a conseguir um ensaio em campeonatos do mundo (e logo contra a Escócia!); o capitão português foi considerado “Man of the match” nesse mesmo jogo contra a Escócia; e conseguiram a proeza de marcar um ensaio frente à Nova Zelândia. Nada mau para a única equipa amadora presente neste torneio.

É aqui aliás que se reside, talvez, o maior ponto de atracção destes homens que mudaram o Rugby nacional: o facto de fazerem isto por amor à modalidade e ao seu país. São amadores e conseguem mesmo assim ultrapassar-se em todas as batalhas que travam.

É por isso ainda mais meritória esta primeira participação portuguesa num Mundial de Rugby. Apesar de não terem vencido nenhum jogo, Tomás Morais e os seus guerreiros ultrapassaram todos os objectivos a que se propuseram, não temendo nada nem ninguém, e conseguiram uma coisa ainda mais digna de registo: unir de novo um país em volta da sua bandeira, das suas cores, dos seus representantes e fazer toda a força que conseguem para que esse mesmo país, essas mesmas cores, essa mesma bandeira vença nos grandes palcos mundiais.

Esta participação portuguesa não serviu só para Portugal mostrar que, mesmo com absurdos recursos a menos em relação aos outros participantes, consegue fazer coisas positivas e interessantes desde que lute sempre por isso, mas também serviu para dar a conhecer o Rugby aos portugueses e para fazer perceber que também nas modalidades amadoras existem heróis nacionais que elevam bem alto o nosso nome e que unindo esforços, sempre se conseguem atingir os objectivos propostos.

O facto de os jogos do Mundial não terem sido transmitidos em canal aberto, pode ter prejudicado um pouco a maior divulgação da modalidade em Portugal, mas parece-me que estes jogadores conseguiram chegar tão perto das pessoas, que o Rugby está agora popularizado em grande nível. E está aqui também a grande vitória de toda esta equipa: dar a conhecer o Rugby num país do futebol e com isso arrastar as pessoas atrás de si.

Parabéns, Portugal.
Parabéns, Lobos.

Cláudia Bragança

Dívidas levam Queluz a optar pela Proliga

Setembro 29, 2007

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O Queluz trocou a Liga Profissional de Basquetebol, competição organizada pela Liga dos Clubes de Basquetebol (LCB) –, pela ProLiga, competição organizada pela – Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB). O problema é que, segundo o presidente da LCB, Paulo Mamede, o clube não cumpriu os seus compromissos financeiros.

O Clube Atlético de Queluz passou os direitos desportivos ao Núcleo de Basquetebol Queluz Sintra Património Mundial, que se comprometeu a pagar as dívidas do Clube Atlético de Queluz. Tal não sucedeu.

As declarações de Paulo Mamede originaram uma profunda perplexidade e indignação no ex-jogador do Queluz Filipe Gomes. Segundo o antigo basquetebolista, o clube ficou a dever-lhe dois anos de salários e nenhuma carta enviada para as entidades competentes – nomeadamente a LCB – fez mover fosse o que fosse. Agora, perante a mudança do Queluz da LPB para a ProLiga, Paulo Mamede protestou e fez Filipe Gomes protestar ainda mais. O ex-atleta disse ao jornal Record: “A minha indignação é que durante este tempo todo esse senhor não se mostrou preocupado com as nossas dívidas e agora, só porque o Queluz vai para a ProLiga, lembrou-se que afinal há incumprimentos”, disse o ex-atleta ao jornal Record, sublinha que acha estranho que “só agora se tenha preocupado com esses incumprimentos”. Prosseguiu, dizendo que “na altura em que a Assembleia Geral da Liga aceitou que o clube mudasse de nome, Paulo Mamede concordou com o aparecimento de um documento onde o novo clube se comprometia a pagar as dívidas, mas ninguém fez nada. Como é que agora vem queixar-se que o Queluz saiu da Liga sem pagar a ninguém?”. Rematou, dizendo que “a Liga é que é uma competição ilegal. Na Proliga não ouvimos falar de ordenados em atraso”.

Francisco Reis

FPF solidária com Scolari

Setembro 29, 2007

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Bem à maneira portuguesa, a polémica em torno da agressão, ou tentativa de agressão, de Luís Filipe Scolari ao jogador sérvio Dragutinovic gerou várias discussões, vários debates, vários julgamentos… Enfim, uma interminável troca de ideias que mais pareceram uma tentativa de fugir ao assunto que realmente interessava, depois daquele jogo em Alvalade, (a fraca exibição portuguesa frente à Sérvia e as consequentes dificuldades no apuramento para o Euro 2008) do que qualquer outra coisa.

Uma coisa é certa aqui: estamos a falar apenas e só de julgamentos morais. Algo que Scolari perdeu, moralidade, a partir do momento em que não assumiu, logo na altura em que o cometeu, o seu erro e não se demitiu de seguida.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que usou de todo o seu rigor na aplicação do castigo de um ano de suspensão ao jovem Zequinha, que, embora infantil, não agrediu ninguém, pactuou com esta falta de moralidade. Além de não despedir Scolari, ainda se mostrou completamente solidária com o seleccionador, disponibilizando todos os meios para que a sua defesa se fizesse com a máxima competência possível, reduzindo assim a gravidade das consequências a pagar depois de tal acto.

Ora, isto é tudo uma questão de coerência. A Federação Portuguesa de Futebol, dizendo-se contra todo e qualquer tipo de agressão por parte dos seus representantes, faz jus a essa palavra e aplica severamente o castigo de um ano a um jovem que do alto dos seus 20 anos e da consequente formação de identidade, retira um cartão vermelho da mão do árbitro, em pleno campeonato do mundo da categoria sub-20. Numa situação claramente mais grave, por ter partido de um “chefe”, logo de um detentor de autoridade e de uma pessoa vista como exemplo, onde o contacto físico só não teve outras proporções porque o atleta sérvio se defendeu, onde está esse rigor? Onde está essa coerência?

Nestas situações há duas opções e só uma delas deve ser tomada, a bem da credibilidade da instituição: ou se adopta uma política de protecção incondicional dos seus representantes (sejam jogadores, dirigentes, ou treinadores), e se põe ao dispor dos mesmos, em qualquer situação, todos os meios para que a sua defesa seja feita com a máxima eficácia, nunca punindo comportamentos disciplinares reprováveis; ou se assumem regras internas a nível disciplinar, que não sendo cumpridas, têm as suas consequências a nível interno antes de as terem em qualquer outro lugar e de forma semelhante para quem as infringe.

Agora, usar para uns umas regras e para outros outras regras, não é uma atitude sensata da FPF, que viu um dos seus mais mediáticos funcionários cometer um erro gravíssimo ao nível da imagem que o futebol português tem na Europa e no Mundo, e pactuou com isso.

Por tudo isto, passa uma questão fundamental: que imagem quer Gilberto Madaíl que a instituição que preside tenha? Não parece que a crie com estas constantes faltas de coerência e liderança forte, deixando-se impor a sabe-se lá que outros interesses, pura e simplesmente para não despedir um homem que, sim, deu muito ao nosso país, mas que errou gravemente e vai pagar por isso consequências muito aquém daquelas tomadas em outras circunstâncias semelhantes.

Cláudia Bragança

Dennis Menchov “Vuelta” a Ganhar

Setembro 29, 2007

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Vinte e umas etapas e quase oitenta e uma horas depois, está encontrado o vencedor da Vuelta 2007: Dennis Menchov, o russo da equipa holandesa Rabobank, conquistou pela segunda vez a corrida, depois de já a ter ganho há dois anos, em 2005. Na estrada, havia sido Roberto Heras a triunfar, todavia um controlo anti-dopping positivo registado ao espanhol acabou por fazer transitar a coroa de louros para Menchov. Note-se que, além do primeiro lugar na classificação geral, Menchov arrecadou a camisola verde (classificação da montanha) e laranja (classificação combinada). Carlos Sastre, da Caisse d’Epargne, ficou-se pelo brilhante segundo lugar a 3m31s da liderança, ao passo que o terceiro posto foi alcançado pelo asturiano Samuel Sánchez, da Euskatel Euskadi, que ficou a 3m46s de Menchov.

A Caisse d’Epargne foi a vencedora por equipas e Daniele Bennati, da Lampre, que já havia aparecido em bom plano no Tour, acabou por vencer a classificação por pontos, com uma curta vantagem sobre o imparável Dennis Menchov.

Menchov tinha mostrado algumas debilidades no Tour de France, deixando para Rasmussen o cargo de chefe de fila. Trabalhou para o dinamarquês, é certo, mas sem o vigor de Michael Boogerd ou Thomas Dekker, bem mais interventivos. No entanto, cedo se percebeu que a intenção do russo era atacar na terceira grande volta da temporada – a Vuelta. E assim foi.

Depois do seu companheiro, Óscar Freire, ter ganho três das seis primeiras etapas, Menchov agarrou a camisola dourada à 9ª etapa para nunca mais a largar. Venceu na 10ª etapa e conservou a liderança até ao final da prova. Há a destacar as duas vitórias em etapas de Alessandro Petacchi, as três de Daniele Bennati (incluindo a primeira e a última) e as três de Samuel Sánchez, um dos grandes animadores da prova, que acabou por terminar no pódio. Cadel Evans, excelente como no Tour, ficou de fora do pódio por uns escassos 10s, tendo terminado em 4º na geral.

De Vigo a Madrid, foram três semanas de emoções fortes e muito espectáculo nas estradas espanholas.

Francisco Reis

Rússia e EUA na final da Taça Davis

Setembro 29, 2007

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A Rússia e os Estados Unidos da América são os dois países apurados para a final da Taça Davis, a maior competição mundial de ténis por equipas. A Rússia, actual detentora do troféu, vai ter uma oposição forte, já que os EUA são a selecção mais bem sucedida na história da Taça Davis com 60 finais disputadas, 31 delas ganhas. Esta é uma competição centenária e sempre apetecida, sendo certo que ambas as formações farão tudo para a vencer.

A Rússia começou por bater o Chile por 3-2 com Marat Safin e Igor Andreev a disputar os 5 jogos. Nos quartos-de-final, a vítima foi a França, que também perdeu por 3-2. Nikolay Davydenko perdeu contra Paul-Henry Mathieu; Mikhail Youzhny derrotou Richard Gasquet; Igor Andreev foi batido por Sebastien Grosjean e Marat Safin superiorizou-se a Paul-Henry Mathieu. No jogo de pares, a dupla Igor Andreev/Nikolay Davydenko levou de vencida o duo gaulês constituído por Sebastien Grosjean/Michael Llodra. Nas meias-finais, foi a Alemanha que não foi suficientemente poderosa para bater a Rússia. Igor Andreev ganhou facilmente a Tommy Haas; Philipp Kohlschreiber teve dificuldades em bater Nikolay Davydenko; Mikhail Youzhny ganhou a Philipp Petzchner e Igor Andreev derrotou Philipp Kohlschreiber. Nos pares, os alemães foram mais fortes. Já os EUA, na 1ª Ronda, derrotaram a República Checa por 4-1. Nos quartos-de-final, foi a Espanha a perder por 4-1 – apenas Tommy Robredo conseguiu ganhar a Bob Bryan. De resto, James Blake derrotou facilmente Tommy Robredo e Feliciano Lopez, além de Andy Roddick ter defrontado e batido Fernando Verdasco. Contra a Suécia, nas meias-finais, o 4-1 voltou a imperar. James Blake venceu com muita facilidade Simon Aspelin e com menos facilidade derrotou Thomas Johansson, que já havia causado muitas dificuldades a Andy Roddick, apesar da vitória do americano. Andy Roddick ganhou a Jonas Bjorkman. Apenas nos pares os irmãos Bryan foram surpreendidos pela dupla Aspelin/Bjorkman.

A Taça Davis tem um formato interessante e pouco usual: está dividida em escalões e as equipas sobem e descem de escalão consoante as suas prestações. Portugal, este ano, acabou por descer de escalão devido à derrota com a Holanda por 5-0. A nossa selecção já havia perdido contra a Geórgia, por 3-2, mas foi mesmo a má prestação diante dos neerlandeses que ditou a descida para o Grupo II Europa/África.

Com a Geórgia, Irakli Labadze ganhou a Rui Machado (3-0). Lado Chikhladze venceu Frederico Gil (3-1). Nos pares, a dupla Irakli Labadze/Lado Chikhladze teve que suar – e muito – para bater o duo lusitano composto por Gastão Elias/Frederico Gil (3-2). De resto, Gastão Elias ganhou a George Khrikadze (2-0) e Pedro Sousa venceu George Chantouria (2-0). No embate decisivo frente à Holanda, o resultado foi previsivelmente negativo – 5-0. Raemon Sluiter levou de vencida Frederico Gil (3-0); Robin Haase superiorizou-se a Gastão Elias (3-2) e a Frederico Gil (2-0). Jeese Huta-Galung derrotou Rui Machado (2-1) e nas duplas Jeese Huta-Galung/Peter Wessels foi mais forte do que Gastão Elias/Frederico Gil (3-1).

Francisco Reis

Porto vence primeiro troféu da época

Setembro 29, 2007

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O F.C. Porto venceu, no Pavilhão Infante Sagres, no Porto, a Supertaça António Livramento diante do Ac. Cambra, por 5-1, num bom jogo de Hóquei em Patins. O resultado é enganador, pois não espalha o equilíbrio e as dificuldades sentidas pelos campeões nacionais, nomeadamente na primeira parte, para levar de vencidos os homens de Vale de Cambra.

Os comandados de Franklin Pais, só conseguiram chegar ao golo aos 14 minutos, por Caio, numa jogada confusa. Os jogadores do Ac. Cambra estavam muito bem organizadas defensivamente e em rápidos contra-ataques testavam a atenção do guardião portista, Edo Bosch.

No segundo tempo, tudo se modificou, porém. Esta etapa começou praticamente com o segundo golo azul e branco, através de um remate de meia distância de Reinaldo Ventura.

Os portistas, mais afoitos na segunda parte, chegaram rapidamente ao terceiro golo, desta feita por Ricardo Figueira. Os jogadores do Vale de Cambra demonstraram que tinham uma palavra a dizer, quando Bruno Fernandes reduziu o marcador, porém não conseguir fazer de nada perante a supremacia dos hexa-campeões, que ainda marcaram por mais duas vezes, fixando o resultado final.

Miguel Pereira

Açorianos lideram, mas Canarinhos estão à espreita

Setembro 29, 2007

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Finda a quinta jornada da Liga Vitalis, o Santa Clara é líder isolado, com um escasso ponto de vantagem sobre o Estoril. Ambas as equipas venceram pelo mesmo resultado, por 2-1, sendo que o Santa Clara recebeu o Portimonense e o Estoril deslocou-se ao campo do Penafiel.

O destaque da jornada vai para o carrasco do F.C. Porto na Carlsberg Cup, o Fátima, que, após estar a perder por 2-0 com o Gondomar, venceu por 3-2. Marinho, que entrou ao intervalo, foi o grande obreiro deste “milagre”, ao marcar dois golos e a fazer assistência para um outro.

Por outros campos, sublinhe-se a primeira vitória do Desportivo das Aves -equipa que há poucos meses disputava a Liga Bwin –, o nulo entre os candidatos à subida Olhanense e Beira-Mar.

Para a próxima jornada, há três jogos que certamente prenderam a atenção dos adeptos: o Santa Clara vai a Aveiro defender a liderança, o Estoril recebe o Olhanense e o Rio Ave tentará, diante do Desportivo das Aves, apagar a má imagem deixada em Vizela.

Miguel Pereira

Análise Liga Bwin: Porto invicto, Sporting e Benfica tropeçam

Setembro 29, 2007

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Completas que estão cinco jornadas da Liga Bwin, o Porto continua na liderança da Liga. Com mais uma vitória, com dois golos de Lisandro Lopez, desta feita no terreno do Paços de Ferreira, os dragões, sob a égide de Jesualdo Ferreira, registaram o melhor arranque da última década.

Nesta jornada, refira-se que das equipas que estiveram nas competições europeias – Porto, Sporting, Benfica, Braga, Belenenses, Paços de Ferreira e U. Leiria –, só o F.C. Porto conseguiu sair vitorioso. Aliás, sublinhe-se que as restantes formações “europeias” acusaram o cansaço dos jogos, nomeadamente Benfica e Sp. Braga que adormeceram grande parte dos espectadores no Estádio Axa, em Braga, naquele que, à partida, era o jogo grande da jornada.

No entanto, a surpresa da jornada aconteceu no relvado do Alvalade XXI (ou no que resta dele), onde o Sporting cedeu um empate frente a um aguerrido Vitória de Setúbal, que tem feito arranque de época promissor.

Outros destaques vão para Marítimo e Vitória de Guimarães. Os madeirenses, que até agora só escorregaram no Dragão, vencerem o Belenenses, por 2-0, no Funchal, e estão isolados na vice-liderança. Makukula e Kanu, uma dupla que já começa a fazer estragos nas defesas contrárias, apontaram os golos verde-rubros. Os vimaranenses, por outro lado, cilindraram a Naval, na Figueira da Foz, por concludentes 4-1. Fajardo marcou à sua antiga equipa, juntando-se a Makukula e Lisandro na lista dos melhores marcadores da Liga.

De resto, nada de novo. O Leixões é o rei dos empates (cinco jogos, outros tantos empates), Nacional e Leiria tardam a convencer, enquanto que o Boavistão se torna cada vez mais um Boavistinha.

A próxima jornada reserva-nos, para além do clássico da capital, os sempre apetecíveis derbies do Minho e da invicta.

Miguel Pereira