Archive for the ‘2ªedição’ Category

Falemos então de desporto: Recordando Barrigana

Outubro 7, 2007

É difícil dizer quem foi o melhor guarda-redes português de todos os tempos, pois há sempre um grande conflito de gerações, que apresenta sempre diferentes alegações. Na minha geração, Vítor Baía é quase unanimemente considerado o melhor; aqueles que vislumbraram futebol nos anos 70/80 dividem-se entre Damas e Bento; na década de 60 foi José Pereira quem mais se destacou.

O homem que falarei neste texto, no entanto, é provavelmente o melhor guarda-redes português da década de 40/50. Falo-vos de Frederico Barrigana, guardião que se destacou no FCPorto.

Quando era jovem, e porque a vida não estava fácil, trabalhou como corticeiro. Sonhava que o futebol o tirasse da miséria, e aos 18 anos é contratado pelo seu então clube do coração, o Sporting. No entanto, Szabo nunca lhe deu uma oportunidade, sendo que nesse mesmo ano o Porto, com crise de guarda-redes, pediu em Alvalade que lhe cedessem um dos guardiões em stock.

Partiu, então, para as Antas, onde se impôs, tornou-se adepto portista, e marcou uma época nas balizas azuis e brancas. Contudo, numa altura em que os grandes de Lisboa dominavam o futebol português, Barrigana não conquistou nenhum título de dragão ao peito.

Sempre que entrava em campo, tinha o seu cabelo penteado em brilhantina, um autêntico actor que Hollywood, que deixava em êxtase o público feminino. Eram bem conhecidas as suas noitadas, bem como o seu mau feitio, sendo frequente envolver-se em confusões.

O homem que é o segundo guarda-redes que mais vezes defendeu as balizas portistas no escalão maior do futebol, logo a seguir a Baía, faleceu domingo, em Aveiro, cidade onde residia, depois de durante muitos anos se sustentar com uma pequena pensão da segurança social e outra que era dada pelo FCPorto, que assim reconhecia tudo o que este “homem de mãos de ferro” fez pelo clube.

“De há quarenta anos para cá, com entusiasmo, fervor e admiração, vi jogar quase todos os guarda-redes portugueses, (…) e todavia, para meu desgosto e frustração, nunca assisti a nenhum jogo do meu verdadeiro ídolo, Frederico Barrigana, o Mãos de Ferro, keeper do Futebol Clube do Porto.”
António Lobo Antunes, in Livro de Crónicas

Miguel Pereira
Editor de Desporto

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Quatro ausências importantes na convocatória dos Sub-21

Outubro 6, 2007

Cláudia Bragança

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Foi anunciada na tarde desta sexta-feira a convocatória da selecção nacional de esperanças para os jogos com a Bulgária e com Montenegro, a realizar na próxima semana.

Obrigatoriamente privado de quatro das suas principais peças devido a lesões e promoções à selecção A, Rui Caçador chamou quatro caras novas para os trabalhos da selecção nacional de sub-21. São elas Nuno André Coelho, do Portimonense, Feliciano Condesso, do Villareal, Nuno Coelho do Penafiel e Celestino do Estoril, que entram para os lugares deixados vagos por Manuel Fernandes, Manuel da Costa e Ricardo Vaz Tê, lesionados, e ainda Miguel Veloso, promovido à Selecção A.

A lista completa dos 20 convocados é então a seguinte:

Guarda-redes
Mário Felgueiras (Portimonense) e Ricardo Batista (Fulham);

Defesas
Gonçalo Brandão (Belenenses), João Pedro (Penafiel), Mano (Belenenses), Nuno André Coelho (Portimonense), Vasco Fernandes (Salamanca) e Antunes (Roma);

Médios
Feliciano Condesso (Villarreal), João Coimbra (Nacional), Nuno Coelho (Penafiel), Paulo Machado (Leixões), Celestino (Estoril) e Pelé (Inter);

Avançados
Vieirinha (Leixões), Cícero (D. Moscovo), Hélder Barbosa (Académica), João Moreira (Nacional), Targino (V. Guimarães) e Yannick (Sporting)

Os jogos da selecção de esperanças realizam-se ambos fora de portas, o primeiro na Bulgária, dia 12 de Outubro, e o segundo em Montenegro, dia 16 de Outubro.

Fonte: Mais Futebol
Fotos: Federação Portuguesa de Futebol

Regressos para as “finais” no Azerbeijão e no Cazaquistão

Outubro 6, 2007

Francisco Reis

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Luiz Felipe Scolari, que não poderá sentar-se no banco nos próximos três jogos de Portugal, divulgou esta Sexta-Feira a convocatória para a jornada dupla fora de casa. Azerbeijão e Cazaquistão, embora fracos no plano teórico, são selecções que poderão causar alguns problemas à nossa Selecção Nacional dada a enorme pressão que está nos ombros dos 21 convocados para estes embates. A margem de erro é nula e restará a Portugal jogar com determinação e contar com a enorme qualidade individual e colectiva que já demonstrou possuir.

Para estes dois confrontos da máxima importância para o futebol português, Scolari convocou Tonel, que tem rubricado boas exibições pelo Sporting; Ricardo Carvalho, que regressa após lesão; Duda, que atravessa um bom momento no Sevilha e Miguel Veloso, que foi novamente convocado fruto da indisponibilidade de Petit (SL Benfica) para dar o seu contributo à selecção. De resto, mantém-se a aposta nos portistas Bruno Alves, Raul Meireles e Bosingwa; no médio leonino João Moutinho e em Hugo Almeida, que já assinou diversos golos ao serviço do Werder Bremen nesta temporada. Também merece destaque a ausência de Tiago (Juventus) da convocatória.

Guarda-Redes
Quim (SL Benfica) e Ricardo (Real Bétis).

Defesas
Tonel (Sporting CP), Bruno Alves (FC Porto), Fernando Meira (VFB Stuttgart),
Bosingwa (FC Porto), Miguel (Valência CF), Paulo Ferreira (Chelsea FC) e Ricardo Carvalho (Chelsea FC).

Médios
Deco (Barcelona), João Moutinho (Sporting CP), Miguel Veloso (Sporting CP), Maniche (Atlético Madrid), Raul Meireles (FC Porto) e Duda (Sevilha FC).

Avançados
Cristiano Ronaldo (Manchester United FC), Hugo Almdeia (SV Werder Bremen), Nani (Manchester United FC), Nuno Gomes (SL Benfica), Ricardo Quaresma (FC Porto) e Simão Sabrosa (Atlético Madrid).

Fonte: A Bola
Foto: Federação Portuguesa de Futebo

Suspensão de Scolari reduzida em um jogo

Outubro 6, 2007

Miguel Pereira

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A Uefa reconsiderou a sua decisão e Luiz Felipe Scolari terá apenas que cumprir três jogos, em vez dos quatro que tinham sido inicialmente propostos. Revertida que está a decisão do organismo máximo, o Seleccionador Nacional poderá assim sentar-se no banco no último de qualificação da equipa das quinas, contra a Finlândia.

Após uma audiência de cerca de duas horas e meia, a Uefa decidiu aplicar uma pena de três meses de suspensão, sendo que o terceiro mês fica suspenso por um período de dois anos. Ou seja, o castigo termina a 20 de Novembro, na véspera do último e decisivo jogo com a Finlândia.

Com esta nova decisão da Uefa, Scolari apenas não se poderá sentar no banco nos jogos com o Azerbeijão (13 de Outubro), Cazaquistão (17 de Outubro) e Arménia (17 de Novembro).

O Seleccionador Nacional estava acompanhado pelo advogado italiano Gianpaolo Monteneri, especialista em questões desportivas, que se apoiou nas imagens televisivas para advogar que o técnico apenas reagiu a ofensas verbais e físicas, e pelo treinador de guarda-redes da Selecção, Fernando Brassard, que foi testemunha abonatória no processo.

Fotos: Federação Portuguesa de Futebol
Fonte: A Bola

Taça UEFA

Outubro 6, 2007

Primeiros passos rumo a Manchester

Sérgio Mendonça

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A magia da segunda mais importante competição europeia de clubes voltou a invadir os mais diversos relvados por essa Europa fora. De Portugal à Rússia, passando pela Bélgica ou por Israel, eram 80 as equipas que sonhavam com o apuramento para a Fase de Grupos da edição 2007/08 da Taça UEFA, que esta época tem final marcada para o “City of Manchester Stadium”, mas metade teve de ficar pelo caminho.

Dos portugueses, como já se sabe, só se salvou o Sporting de Braga, que na 2ª mão desta 1ª eliminatória se conseguiu impor aos suecos do Hammarby com uns expressivos quatro golos sem resposta, vingando a surpreendente derrota por 2-1 com que a equipa ao comando de Jorge Costa havia sido presenteada na Suécia. Os restantes representantes lusitanos sucumbiram perante adversários de mais nomeada e com maior experiência internacional, mas em todos os casos se pode dizer que saíram de cabeça erguida, não envergonhando o futebol português, sendo de destacar a brilhante vitória da União de Leiria sobre o Bayer Leverkusen por 3-2, após infeliz derrota forasteira por 3-1. Paços de Ferreira e Belenenses também realizaram boas exibições, mas não conseguiram superiorizar-se perante os maiores e melhores argumentos dos seus adversários, o AZ Alkmaar, da Holanda, e os alemães do Bayern de Munique, respectivamente.

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Mas se em Portugal não ocorreram surpresas quanto a apurados para a ronda seguinte desta competição europeia, já de Espanha veio a notícia de uma inesperada eliminação do Real Saragoça perante um modesto Aris de Salónica, da Grécia, com os gregos a conseguirem facturar um importante golo no burgo dos espanhóis que, apesar da derrota na 2ª mão (2-1), garantiu o apuramento para a etapa que se segue, em virtude da vitória grega por 1-0 no primeiro jogo. Os restantes “nuestros hermanos” seguiram em frente na prova como seria de esperar, assistindo-se a um esmagador Atlético de Madrid frente a um inexperiente Kayseri Erciyesspor, da Turquia, com um somatório de 9-0 nas duas partidas. O Villareal também não deixou os seus créditos por mãos alheias e venceu inapelavelmente o BATE Borisov por 4-1 no seu estádio e por 2-0 na Bielorrúsia. Já o estreante Getafe sofreu mais para continuar em prova, conseguindo uma importante vitória por 1-0 em casa e arrancando uma derrota por 3-2 na Holanda contra um Twente bastante acostumado a estas andanças europeias.

Em “terras de sua majestade” a normalidade imperou… na maior parte das partidas: o Tottenham ultrapassou sem problemas o Anorthosis Famagusta, do Chipre, tendo conquistado uma confortável vantagem de 6-1 em Inglaterra e limitando-se a um suficiente empate a um golo em Larnaca; por sua vez, o Everton precisou de suar mais e, após um escandaloso empate a uma bola no seu terreno, foi à Ucrânia vencer o Metalist por 3-2; quanto ao Bolton também não teve tarefa fácil, empantando o jogo da 1ª mão 1-1, na Macedónia, e apenas garantindo o apuramento frente ao Rabotnicki em casa (1-0), com um golo decisivo do internacional francês Nicolas Anelka; mas a grande surpresa da noite europeia de quinta-feira aconteceu mesmo a um dos representantes ingleses, o Blackburn Rovers foi eliminado pelos gregos do Larissa, com um agregado de 2-3, os ingleses haviam perdido por 2-0 no recinto dos helénicos e não conseguiram mais do que uma vitória por 2-1 perante os seus adeptos.

fiorentina_groningen.jpgMas não se pense que foi só em Inglaterra que houve “festa da Taça” (neste caso europeia). Em Itália, é certo que muito em virtude dos vários escândalos que têm atingido o “calcio” e os seus maiores nomes, a ronda foi negra para os clubes transalpinos, só a Fiorentina se safou… e muito a custo. A equipa de Florença empatou ambos os jogos com o Groningen por igual resultado, 1-1, e precisou de recorrer ao desempate por grandes penalidades (4-3) para eliminar os holandeses e garantir o passaporte para a fase de grupos. Por seu turno, o Empoli, depois de ter vencido em casa por escassos 2-1, foi à Suiça sofrer uma goleada de 3-0 do FC Zurique, voltando para casa com o sabor amargo da eliminação. Já a Sampdória foi vítima da regra dos golos marcados fora e não conseguiu responder na Dinamarca ao empate a dois golos que tinha trazido de Itália, permitindo ao Aalborg segurar um empate a zero bolas e o consequente apuramento. Nesta 1ª eliminatória, a sorte também não sorriu ao Palermo, ficando afastado da competição na decisão por grandes penalidades (2-4), depois de ter trazido da República Checa um triunfo de 1-0 e ter permitido em Itália a vitória do desconhecido Mladá Boleslav por igual resultado.

Nos restantes jogos, destaque para a eliminação do Ajax pelo Dínamo de Zagreb, os holandeses saíram da Croácia com um animador golo de vantagem (0-1), mas deixaram-se surpreender pela formação dos balcãs na Holanda (2-3). Sorte diferente teve o Galatasaray que deixou pelo caminho a equipa dos ex-benfiquistas João Manuel Pinto, Carlitos e Beto e do ex-sportinguista Paíto, o Sion, com o marcador a registar um 3-2 favorável para os suiços no primeiro jogo e uma resposta cabal dos turcos na partida de Istambul, que acabou com um triunfo sem margem para dúvidas por 5-1. As duas equipas de Moscovo, Spartak e Lokomotiv, seguiram igualmente para a fase de grupos, depois de eliminar as formações nórdicas do Häcken, da Suécia, e do Midtjylland, da Dinamarca, respectivamente.

Os quarenta vencedores desta ronda da Taça UEFA 2007/08 irão integrar o sorteio que se realiza na terça-feira, na sede da UEFA em Nyon, na Suíça, às 11h00 de Portugal Continental.

 

Resultados no somatório das duas mãos:

Litex 1-4 Hamburg    
Lens 2-3 København (ap)    
Artmedia 1-5 Panathinaikos    
Sparta (4-3p) 0-0 OB    
Empoli 2-4 Zürich    
Sochaux 1-2 Panionios    
Anderlecht 2-1 Rapid Wien    
Paços de Ferreira 0-1 AZ    
Zenit 4-1 Standard    
Leverkusen 5-4 Leiria    
Villarreal 6-1 BATE    
Sion 4-7 Galatasaray    
Atlético 9-0 Erciyesspor    
Tampere 3-4 Bordeaux    
Getafe (gf) 3-3 Twente    
Groclin 0-2 Crvena Zvezda    
Midtjylland 1-5 Lokomotiv Moskva    
Groningen 2-2 Fiorentina (3-4p)    
Rabotnicki 1-2 Bolton    
AEK 3-1 Salzburg    
Nürnberg (gf) 2-2 Rapid Bucureşti    
Everton 4-3 Metalist    
Tottenham 7-2 Anorthosis    
Sarajevo 1-8 Basel    
Austria Wien 4-2 Vålerenga    
H. Tel-Aviv 1-0 AIK    
Aris (gf) 2-2 Zaragoza    
Dinamo Bucuresti 2-2 Elfsborg (gf)    
Loko Sofia 3-4 Rennes    
Brann (gf) 2-2 Club Brugge    
Bayern 3-0 Belenenses    
Aberdeen (gf) 1-1 Dnipro    
Heerenveen 6-8 Helsingborg    
Toulouse (gf) 1-1 CSKA Sofia    
Sampdoria 2-2 AaB (gf)    
Spartak Moskva 8-1 Häcken    
Hammarby 2-5 Braga    
Larissa 3-2 Blackburn    
Mladá Boleslav (4-2p) 1-1 Palermo    
Dinamo Zagreb (gf) 3-3 Ajax    

Legenda:

apJogo decidido após prolongamento

pJogo decidido após prolongamento e grandes penalidades

gfJogo decidido por golos marcados fora
Nota: Nomes dos clubes conforme aparecem no sítio ofical da UEFA.

Fonte: UEFA

Fotos: UEFA / Getty Images

 

Taça Uefa: Saldo negativo para as equipas portuguesas na Europa

Outubro 6, 2007

Cláudia Bragança

Não se saldou positivamente a participação das equipas portuguesas no apuramento para a fase de grupos da Taça UEFA.
Entre as quatro representantes lusas, apenas a equipa do SC Braga conseguiu o acesso à frase de grupos da competição europeia, tendo ficado pelo caminho o Paços de Ferreira, o Belenenses e a União de Leiria.

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A equipa minhota teve pela frente o Hammarby da Suécia, e se no sorteio tinha sido considerada a equipa com melhor sorte, a derrota no jogo da primeira-mão, por 2-1, fez tremer um pouco essa convicção.

No entanto, a equipa orientada por Jorge Costa não se deu por vencida e derrotou por uns esclarecedores 4-0 os seus opositores suecos, dando também um pontapé na crise que o clube atravessava, pelo facto de não vencer há cinco jogos consecutivos.

Nesta partida, deixou de lado a precipitação e a insegurança, e foi dono e senhor do encontro, passando justamente a eliminatória.

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Tarefa bem mais complicada tinha o Leiria que perdeu por 3-1 no primeiro jogo da eliminatória, e a jogar em casa, teria de marcar pelo menos mais dois e não sofrer nenhum para seguir em frente. E até esteve à vista o milagre em Leiria, uma vez que o jogo chegou a ter 2-1 no marcador, e mais um golo chegaria para levar a partida para prolongamento. A falta de pernas dos Leirienses não permitiu que assim fosse e, apesar da derrota, os portugueses mostraram um querer que quase foi suficiente para deixar pelo caminho o sempre temível Bayern Leverkusen.

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A equipa que à partida tinha a tarefa mais difícil pela frente era o Belenenses, já que o sorteio lhe colocou no caminho o todo poderoso Bayern de Munique. Frente ao colosso Europeu, que conta com grandes nomes do futebol mundial nas suas fileiras, o Belém nunca se intimidou e se o 1-0 da primeira mão traduzia a entrega ao jogo dos portugueses, o 2-0 em casa engana um pouco à primeira vista. Os homens de Jorge Jesus foram superiores em muitos períodos do jogo, nomeadamente na primeira parte, mas a segunda parte trouxe um Bayern a jogar mais próximo do seu real nível e o Belenenses não foi capaz de travar a qualidade e eficácia dos alemães. Caiem, no entanto, de pé os portugueses, que, à partida, apontados como os mais fáceis de bater pelo seu oponente, jogaram sempre de igual para igual com uma das maiores equipas da Europa.

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Quem também saiu honrado com a sua participação na Taça UEFA foi o Paços de Ferreira. Com a dificílima tarefa de enfrentar o AZ Alkmaar, os pacences fizeram dois grandes jogos, especialmente o primeiro, no Bessa, e não passaram por mero azar, já que sofreram um golo nos minutos finais do jogo da primeira-mão. Foi exactamente esse golo que decidiu a eliminatória, já que no segundo jogo, fora de casa, o Paços de Ferreira conseguiu manter a sua baliza inviolável e uma atitude extremamente combativa, jogando de igual para igual frente aos holandeses. Não teve a sorte do jogo do seu lado mas mostrou grande atitude e sai desta prova europeia de cabeça erguida.

Não foi, portanto, muito positiva a participação portuguesa nesta primeira fase da Taça UEFA, contando agora apenas com o Sporting de Braga na representação lusa na fase de grupos da prova.

Fotos: Futebol de Ataque

Liga dos Campeões: Jornada 2

Outubro 6, 2007

Francisco Reis

Grupo A

Liverpool 0-1 Marselha

O Marselha, depois do triunfo diante do Beşiktaş, voltou a registar um resultado positivo e mantém-se como líder isolado do grupo A. O Liverpool, actual vice-campeão europeu, ainda não conheceu o sabor da vitória nesta edição da Liga dos Campeões. Depois de um empate conseguido com muita sorte no Dragão, o Liverpool sofreu um golo em Anfield Road que bastou para dar os três pontos aos franceses. Valbuena foi o autor do golo solitário e vitorioso do Marselha – 0-1 no placard final.

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Beşiktaş 0-1 Porto

O Porto teve alguma sorte contra os turcos do Beşiktaş e venceu pela margem mínima e um golo já no período de compensação. Foi uma partida equilibrada, com uma ligeira supremacia do campeão português e o resultado favorável aos azuis e brancos acaba por ser mais espectacular do que a exibição. Quando já todos esperavam o nulo, eis que o “mágico” Ricardo Quaresma resolve com um golo envolto em atabalhoamento e confusão. O certo é que a vitória sorriu ao Porto e os três pontos garantem a segunda posição no grupo. O Beşiktaş continua sem pontuar.

Grupo B

Rosenborg 0-2 Schalke 04

O Rosenborg, após um brilhante empate em Stamford Bridge, caiu aos pés do Schalke 04. Na Noruega, os germânicos apenas chegaram ao golo na segunda metade – Jermaine Jones fez o primeiro aos 69 minutos e Kevin Kuranyi sentenciou a partida já ao cair do pano, aos 89 minutos.

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Valência 1-2 Chelsea

No Mestalla, o Valência não foi suficientemente forte para levar de vencida o Chelsea. David Villa marcou cedo, dando vantagem ao Valência, porém um auto-golo de Moretti ainda na primeira parte recolocou os ingleses na luta pela vitória. A cerca de vinte minutos do final da partida, Joe Cole assistiu Didier Drogba para um grande golo. Os blues de Avram Grant acabaram por reagir ao mau resultado contra o Rosenborg na jornada anterior.

Grupo C

Werder Bremen 1-3 Olympiakos

O Olympiakos foi à Alemanha e saiu de lá com uma vitória diante do Werder Bremen. Hugo Almeida, que tem estado imparável neste início de época, marcou aos 32 minutos de jogo dando fortes esperanças de uma vitória germânica. Porém, uma reviravolta inimaginável sucedeu já perto do final do jogo. O primeiro dos gregos foi marcado por Stoltidis aos 73 minutos; Patsatzoglou aos 82 e Kovacevic aos 87 completaram a cambalhota no marcador. 1-3 foi o resultado.

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Lázio 2-2 Real Madrid

O Lazio vs Real Madrid acabou por se tornar um Pandev vs Van Nistelrooy. O jogo terminou 2-2 com um bis de cada um dos jogadores. O holandês marcou primeiro para o Real Madrid, logo aos 8 minutos; o macedónio marcou para a Lázio aos 35. Na segunda parte, Ruud Van Nisteltrooy marcou o segundo golo aos 61 minutos e Goran Pandev empatou definitivamente aos 75. O domínio dos forasteiros acabou por não se traduzir no resultado.

Grupo D

Celtic 2-1 Milan

Contra todas as expectativas, o Celtic derrotou o AC Milan por 2-1. Em Glasgow, foram os da casa a adiantar-se com um golo de McManus já depois da hora de jogo. Kaká, o melhor dos italianos, empatou através da conversão de uma grande penalidade. Já ao cair do pano, em cima do minuto 90, Scott McDonald marcou o último golo do jogo, o golo que deu os primeiros três pontos à formação escocesa.

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Benfica 0-1 Shakhtar

O Benfica continua sem conseguir marcar pontos na Liga dos Campeões deste ano. Depois do pequeno massacre vivido em San Siro, os encarnados não conseguiram derrotar os líderes do campeonato ucraniano no seu próprio estádio. A Luz parece só se ver ao fundo do túnel e esta foi uma exibição apagada. Um único golo, marcado por Jadson, bastou aos pupilos de Lucescu para sair de Portugal com a vitória e consequente liderança no grupo D.

Grupo E

Lyon 0-3 Rangers

O Lyon está uns furos abaixo em relação ao que vinha a fazer nos anos transactos. As diferenças notam-se, não só internamente, como também na Europa. Já tinham ido perder a Espanha com Barcelona e desta vez foi o Rangers a vencê-los. Os escoceses fizeram o primeiro por McCulloch aos 23 minutos; Cousin e Beasley, aos 48 e 53 minutos respectivamente, encarregaram-se de dilatar a vantagem e a humilhação dos hexa-campeões franceses – derrota por 0-3 do Lyon, a jogar em casa e zero pontos na classificação do grupo E.

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Estugarda 2-0 Barcelona

O Barcelona é que parece apostado em fazer um brilharete europeu – ainda não sofreu golos. Depois da pesada derrota impingida ao Lyon na primeira jornada, os catalães foram a Estugarda vencer por 0-2. O capitão Puyol foi o primeiro a marcar – aos 53 minutos – e o fantástico Messi fez o segundo um quarto de hora depois. Um resultado justo, que demonstra a superioridade dos espanhóis.

Grupo F

Manchester United 1-0 Roma

O Manchester United ganhou, em casa, à Roma. Os italianos não sofreram o vexame da época passada, contudo o resultado acabou por ser negativo para a formação orientada por Spalletti. Com Nani e Cristiano Ronaldo a titulares, acabou por ser outra das estrelas – Wayne Rooney – a fazer o único golo do jogo já na segunda parte.

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Dínamo de Kiev 1-2 Sporting

Num jogo entre dois conjuntos com tendências ofensivas, acabaram por ser os centrais a decidir. Tonel marcou cedo, aos 14 minutos, e a partir daí o jogo foi um frenesim – extremamente aberto e com ocasiões constantes para ambos os lados. Os ucranianos, a jogar em casa, chegaram ao empate por Vaschuk, aos 28 minutos. O último golo do jogo foi marcado ainda na primeira parte e teve a assinatura de Anderson Polga que, finalmente, marcou com a camisola leonina. Esta foi uma vitória suada mas merecida para a formação portuguesa.

Grupo G

CSKA de Moscovo 2-2 Fenerbahçe

Em Moscovo, o CSKA local não foi além de um empate frente aos poderosos turcos do Fenerbahçe. Alex marcou primeiro, tinham decorrido apenas 9 minutos. Porém, Krasic e Vágner Love, aos 50 e 53, deram uma volta de 180º ao marcador. Foi Deivid, herói da vitória frente ao Inter, o autor do golo do empate, já perto final.

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Inter de Milão 2-0 PSV

No outro jogo do grupo, o Inter redimiu-se do mau resultado da jornada inaugural e levou de vencida o campeão holandês – PSV. Zlatan Ibrahimovic foi o autor dos dois golos dos nerazurri – o primeiro de penaltie aos 15 minutos; o segundo de bola corrida já depois da meia hora. Nem a expulsão de Chivu na segunda parte foi motivo para o Inter perder a partida. Talvez o PSV merecesse, pelo menos, um golo.

Grupo H

Steaua de Bucareste 0-1 Arsenal

Depois de um arranque fulgurante do Arsenal, nada mais do que a vitória se esperava. Os gunners não golearam mas arrecadaram os três pontos – aquilo que realmente interessa. Venceram pela margem mínima e o autor do golo inglês foi um holandês: Robbie Van Persie de seu nome. O golo foi apontado aos 76 minutos e foi suficiente para vencer o Steua de Bucareste na Roménia.

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Sevilha 4-2 Slávia de Praga

O Sevilha arrancou mal mas já se endireitou. A jogar no seu estádio, perante o seu público, os andaluzes derrotaram o Slávia de Praga por 4-2. Kanouté fez o primeiro aos 8 minutos e a resposta dos checos não tardou: Pudil marcou aos 19. Luís Fabiano, Escudé e Arouna Koné marcaram mais três golos e tiraram todas as hipóteses que o Slávia ainda possuía. Ainda assim, Kalivoda reduziu já nos descontos de tempo.

Fonte: Uefa
Fotos: Futebol de Ataque

Liga dos campeões: Sporting e Porto em grande, Benfica complica qualificação

Outubro 6, 2007

Miguel Pereira

O Sporting soube sofrer e teve em Polga e Stojkovic a chave para o triunfo. O FC Porto também conseguiu resistir à grande pressão turca, com o génio de Quaresma a resolver na última badalada do jogo. O Benfica, porém, não seguiu o exemplo dos rivais, perdendo em casa com os ucranianos dos Shaktar Donetsk.

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Quando Tonel inaugurou o marcador aos 14 minutos, os pupilos de Paulo Bento acreditaram que poderiam inverter a má sorte dos últimos quatro jogos. No entanto, poucos imaginavam que fosse preciso sofrer tanto para que a o vice-campeão nacional conseguisse a sua primeira vitória de sempre fora de casa, para a Liga dos Campeões.

Aos 18 minutos, porém, parecia que o Dínamo de Kiev dava um soco no estômago nas aspirações leoninas, quando Vaschuv aproveitou um erro infantil da defesa do Sporting para restabelecer a igualdade.

O Leão não se deixou, todavia, intimidar e Polga aproveita mais um erro do guardião adversário para marcar pela primeira vez com a camisola dos leões.

A segunda parte, imprópria para cardíacos, foi sofrer a bem sofrer. Stojkovic esteve irrepreensível, não permitindo que a vitória escapasse. Apesar do ascendente dos ucranianos, o Sporting, com Liedson e Djaló sempre activos no ataque, poderia ter resolvido a questão e evitado tanto sofrimento.

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Em Istambul, o Porto também soube aguentar a pressão e matar o jogo no momento exacto.

Numa primeira parte em que a equipa portuguesa não conseguiu impor o seu jogo, os turcos dominaram a belo prazer. Contudo, para felicidade portista, Helton esteve ao seu nível e evitou que o Besiktas chegasse ao intervalo em vantagem.

Na etapa complementar, os comandados de Jesualdo Ferreira entraram mais afoitos, com vontade de levar a vitória para o Dragão. No entanto, as melhores oportunidades continuaram a pertencer aos de casa, com Helton a segurar o nulo no marcador.

E quando todos esperavam que o resultado terminasse, Ricardo Quaresma (quem mais!) rasga a defesa turca e silencia o Estádio. Há que assumir que este golo acabou por ser um rude golpe para os jogadores do Besiktas. Mas, em boa verdade, refira-se que quem não marca sofre!

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Na Luz, estava criado um ambiente para uma noite memorável. Os adeptos compareceram em peso, mas a equipa acabou por não corresponder às expectativas.

Uma primeira parte pouco esclarecedora dos encarnados permitiu à armada brasileira do Shakhtar explorar rápidos contra-ataques e causar calafrios aos adeptos benfiquistas. Os calafrios passaram a dores de cabeça quando Nelson perde uma bola, que permite mais um contra-ataque ucraniano. Desta jogada, nasceu o único golo do jogo, com Jadson, assistido Fernandinho, a bater Quim sem muitas dificuldades.

Os pupilos da Camacho tentaram alterar o rumo dos acontecimentos no segundo tempo, faltou, porém, arte e engenho para que os encarnados chegassem pelo menos ao empate. Com duas derrotas, em outros tantos jogos, o Benfica pode ter hipotecado as hipóteses de estar nos oitavos-de-final.

Fotos: Futebol de Ataque

Recorde Mundial da Maratona batido em Berlim

Outubro 6, 2007

Francisco Reis

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Chama-se Haile Gebrselassie e nasceu na Etiópia. Falo do novo recordista da maratona. Em 2003, em Berlim, Paul Tergat fez a maratona mais rápida de sempre até então – 2h 04m 55s. Contudo, esse recorde foi quebrado no dia 30 de Setembro de 2007. Também na capital da Alemanha, Haile Gebrselassie registou uma marca impressionante – 2h 04m 26s –, menos 29s do que o seu amigo Tergat.

Gebrselassie foi campeão olímpico dos 10.000m em Atlanta (1996) e Sydney (2000) mas algumas lesões levaram-no a abrandar e decidiu retomar a competição na maratona. O atleta já detém o recorde dos 20km e dos 10 km de estrada e voltou a entrar na história da modalidade com este fantástico recorde mundial.

Note-se que no ano passado, na mesma cidade, Gebreselassie já havia conseguido a sétima melhor marca de sempre: 2h 05m 56s.

“Não me perguntem se estou orgulhoso, não existem palavras suficientes para exprimir o que sinto”, disse o novo recordista aos jornalistas à chegada e acrescentou: “É especial. Sonhei em obtê-lo durante muitos anos e sei que sempre há muitos espectadores em Berlim, mas hoje havia tantos que parecia o dobro do normal. Foi incrível.”

O antigo recordista, Paul Tergat, declarou-se feliz pelo seu amigo e disse que não havia pessoa melhor para quebrar o seu recorde.

Na competição feminina, Gete Wami foi a vencedora com 2h 23m 17s. Porém, o grande destaque vai para a portuguesa Leonor Carneiro, que alcançou os mínimos para os Jogos Olímpicos de Pequim ao fazer um brilhante 8º lugar com 2h 31m 41s.

Fonte: Diário de Notícias

Campeonatos Mundiais de Ciclismo: Bettini revalida título

Outubro 6, 2007

Francisco Reis

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Este ano, os Mundiais de Ciclismo tiveram Estugarda como cenário. A cidade alemã já havia acolhido a competição em 199. Dezasseis anos depois, voltaram a receber a maior prova de ciclismo de um só dia. Resultado: Paolo Bettini foi novamente coroado campeão mundial de ciclismo de estrada.

Antes da prova em linha, disputou-se o contra-relógio individual. Depois das três vitórias consecutivas de Michael Rogers em 2003, 2004 e 2005, o jovem suíço Fabian Cancellara – vice-campeão em 2005 – venceu o contra-relógio do ano passado. Provando que o triunfo de 2006 não foi apenas sorte, o ciclista da Team CSC voltou a ganhar. Deixou toda a concorrência para trás, incluindo o húngaro Lazlo Bodrogi e o holandês Stef Clement, segundo e terceiro classificados respectivamente. Os alemães Bert Grabsch e Sebastian Lang ficaram em 4º e 5º. Nota para Vladimir Gusev, 6º; José Gutierrez, 7º; David Zabriskie, 12º; David Millar, 18º; e o único português em prova, Ricardo Martins, que ficou no 57º posto.

Na prova-rainha, a prova em linha dos seniores masculinos, a má prestação portuguesa começou a efectuar-se ainda antes da partida com a desclassificação de José Rodrigues, do Vitória-ASC, que acusou demasiado hematrócito num controlo feito pela UCI. Espera-se que parte desta substância saia do corpo do ciclista português de modo a ser absolvido. A contra-análise será feita 15 dias após o primeiro teste.

Numa prova vencida pelo italiano Bettini, apenas Nuno Ribeiro – dos portugueses – foi capaz de terminar a prova. Hernâni Brôco desistiu na última volta; Hugo Sabido na penúltima; Bruno Neves e Ricardo Martins desistiram logo à 6ª volta. De resto, mais de metade dos ciclistas que partiram não terminaram a longa prova, de 267.4km (só 72 cortaram a meta).

Na primeira fuga do dia estavam presentes, além do português Hugo Sabido, Damiano Cunego (Itália), Jens Voigt (Alemanha), Juan António Flecha e Carlos Sastre (Espanha), Stijn Devolder (Bélgica), George Hincapie (EUA), Sylvain Chavanel (França), Thor Hushovd (Noruega) e Robert Gesink (Holanda). Contudo, o forte ritmo impresso pela Holanda e posteriormente pela Itália só poderiam condenar esta fuga ao insucesso. Depois de alcançados os fugitivos, o pelotão continuou a seguir a uma velocidade infernal, deixando muitas unidades para trás. Dos portugueses, apenas Hernâni Brôco e Nuno Ribeiro resistiam.

Na penúltima volta, David Rebellin e Alexandr Kolobnev tentaram a sua sorte. Contudo, a sua tentativa foi também anulada. Filippo Pozzato (Itália), Samuel Sánchez (Espanha), Cadel Evans (Austrália), Frank Schleck (Luxemburgo), Stefan Schumacher e Fabian Wegmann (Alemanha), Philippe Gilbert e Björn Leukemans (Bélgica), Michael Boogerd, Thomas Dekker e Karsten Kroon (Holanda), Martin Elminger (Suíça) e Paolo Bettini (Itália) alcançaram o duo.

O campeão mundial atacou, Schumacher e Schleck responderam. Juntaram-se-lhes, depois, Evans e Kolobnev. Este quinteto nunca mais foi desfeito e o título mundial acabou por ser discutido nos metros finais, ao sprint. Paolo Bettini foi o mais forte; Kolobnev conseguiu um inesperado segundo lugar; Schumacher, um dos favoritos por correr em casa, completou o pódio. Schleck e Evans, dois dos melhores ciclistas do mundo, foram 4º e 5º respectivamente. Davide Rebellin ficou em 6º a 6 segundos. Nuno Ribeiro ficou em 37º.

O ciclista italiano Paolo Bettini é considerado por muitos o melhor ciclista da actualidade. Nunca ganhou uma grande volta, logicamente, porque é um homem para correr em provas de um dia. Todas as grandes competições de um único dia já foram ganhas por Paolo Bettini, incluindo, claro, Mundiais e Jogos Olímpicos. As suas qualidades de sprinter são também conhecidas e foi graças a essa capacidade de se superiorizar nos últimos metros que venceu várias provas na sua carreira. Já é o segundo ciclista mais bem pago do mundo e poderia ser o melhor a partir do próximo ano se não tivesse recusado uma oferta de renovação de contrato oferecida pela sua equipa, Quick Step. O ciclista transalpino já anunciou a sua retirada – será logo a seguir aos Jogos Olímpicos de Pequim, onde poderá revalidar o seu título olímpico. Um dos melhores corredores dos últimos anos, sem sombra de dúvida, dirá adeus a esta bonita modalidade em Agosto do próximo ano.

No contra-relógio individual sub-23, Lars Boom, da Holanda, foi o vencedor, seguido de Mikhail Ignatiev, da Rússia; e Jerome Coppel, da França. Rui Costa foi o melhor português ao terminar na 26ª posição. José Mendes ficou em 40º.

Na prova em linha sub-23, o eslovaco Peter Veltis foi o melhor; Wesley Sulzberger, austriaco, e Jonathan Bellis, britânico, fecharam o pódio. Rui Costa voltou a ser o melhor português, cortando a meta no 15º posto. Vítor Rodrigues, em 35º; Nelson Rocha, em 50º; César Fonte, em 77º; e José Mendes, em 100º, fecham o quadro de portugueses em competição.

A parte feminina não contou com uma comitiva portuguesa. Marta Bastianelli, da Itália, venceu a prova em linha, sendo que a alemã Hanka Kupfernagel foi a vencedora do contra-relógio.

Fonte: Ciclismo Digital
Foto: Wikipedia

ABC sai de Israel motivado, apesar da derrota

Outubro 6, 2007

Cláudia Bragança

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Não se saldou numa vitória, como desejava a comitiva minhota, a viagem do ABC a Israel. Num jogo a contar para a Taça EHF, competição internacional onde se encontram agora,
depois do afastamento da Liga dos Campeões logo na primeira eliminatória frente ao Barcelona, os bracarenses deslocaram-se a Telavive, para defrontar o Macabi. Apesar de terem saído derrotados da partida, a desvantagem de apenas dois golos, bem como a sua superioridade técnica e táctica, transfere ao ABC total motivação e crença na reviravolta da eliminatória, no segundo jogo a realizar em Braga no próximo dia 7.

Devido ao pouco tempo de preparação a que teve direito para esta partida, o ABC foi surpreendido pela boa entrada em jogo dos israelitas e viu o seu sistema de jogo, mais defensivo, não resultar. Perto do intervalo, o 5:1 defensivo transformou-se então num 3:2:1 mais ofensivo e a equipa minhota começou a recolher os frutos da mudança táctica, mudando o marcador de 16-10 para 16-14. Antes de se conseguir aproximar do adversário, em número de golos, os minhotos evidenciaram algum nível de desconcentração e nervosismo que se mostrou através de um livre de sete metros falhado, um ataque isolado que também não deu em nada e um ataque de ponta falhado também.

Com o intervalo, a tranquilidade parece ter voltado ao seio da equipa portuguesa, e rapidamente o empate aconteceu (18-18), sendo agora claramente evidente a superioridade dos bicampeões nacionais.

Daí até final, o Macabi socorreu-se do maior conhecimento que tinha em relação aos portugueses e da ajuda preciosa da equipa de arbitragem e, embora não se superiorizando a nível técnico e táctico, conseguiu levar de vencida a equipa portuguesa, fixando o marcador em 33-31 a seu favor.

Num jogo que contou com a presença do cônsul português em Israel, Fernando Silva, e onde se ouviram os hinos nacionais dos dois países (facto que só costuma acontecer em jogos das selecções nacionais), o ABC acabou por ser considerado superior em todos os aspectos do jogo, e, consequentemente, a melhor equipa em campo. Quanto ao Macabi, apesar da vitória, os próprios adeptos reconhecem o valor da equipa portuguesa e acreditam pouco no triunfo da sua equipa em Portugal.

Apesar da derrota, o ABC não viu em nada beliscadas as suas expectativas de passar esta eliminatória da Taça EHF. A desvantagem de apenas dois golos em relação ao Macabi e o facto de jogar em casa a partida decisiva são argumentos fortíssimos para que os minhotos estejam extremamente motivados e confiantes na vitória e, consequente, passagem em frente na competição, já no próximo dia 7, em Braga.

“Estamos motivados e confiantes que vamos passar”

tigo-pereira.jpgTiago Pereira, um dos intervenientes do lado do ABC no jogo frente ao Macabi, em declarações exlcusivas ao Online, confessa que a equipa entrou mal na partida. “Entramos muito mal no jogo, com muitas falhas defensivas e com muitos remates falhados. Depois conseguimos recuperar e ao intervalo já só estávamos a perder por 2. Na segunda parte, estivemos melhor mas não chegou para vencer.”

O central da equipa portuguesa diz que a equipa está ciente que não esteve ao seu nível, mas realça que o resultado não foi assim tão mau: “Tivemos a consciência de que não fizemos um bom jogo, que podíamos ter feito melhor e que apesar de não ter sido um mau resultado, porque o jogo foi fora e só perdemos por 2, ficou a sensação que podíamos ter feito melhor.”
Em relação às expectativas para a segunda mão da eliminatória, a realizar no próximo domingo, dia 7, pelas 16 horas, no pavilhão Sá Leite, Tiago diz que a equipa está confiante e motivada, esperando fazer um melhor jogo do que aquele que fez em Israel e conseguir passar a eliminatória. “Estamos todos muito motivados e confiantes que a vamos passar”, realça o jogador do ABC.

Fonte: O Jogo
Fotos: Site oficial do ABC

Análise Liga Vitalis: Santa Clara cada vez mais líder

Outubro 6, 2007

Miguel Pereira

Concluída que está mais uma jornada da Liga Vitalis, o Santa Clara é cada vez mais líder. Naquele que era o jogo grande desta ronda seis, os açorianos venceram o Beira-Mar, em Aveiro, por 2-1, elevando para três os pontos de vantagem para o segundo classificado, que agora é o Trofense.

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Os homens da Trofa venceram com um golo sem resposta o Penafiel, que havia estado em bom plano na Taça da Liga, após eliminar o Nacional, e beneficiou da vitória do Olhanense no Estoril, por 2-1, noutro jogo quente da jornada, para ascender ao segundo lugar.

Noutro jogo interessante desta jornada, pois envolvia equipas que há não muito tempo estavam no escalão maior do nosso futebol, o Rio Ave venceu o D. Aves, por 2-1.

O tomba gigantes da última edição da Taça da Liga, o Fátima, deslocou-se ao Algarve, para defrontar o Portimonense, num jogo que não teve golos.

Nos restantes jogos da jornada, o Vizela foi a Santa Maria da Feira derrotar o Feirense por 2-1, Gondomar e Gil Vicente empataram a uma bola e, por fim, o Varzim derrotou o Freamunde com dois golos sem resposta.

Na próxima jornada, os jogos quentes são a recepção do Beira-Mar ao Estoril e a deslocação do Trofense ao reduto do Olhanense. O líder Santa Clara, por outro lado, recebe no Estádio São Miguel uma das equipas mais mediáticas dos últimos tempos: o Fátima.

Foto: Site Oficial do Santa Clara

Especial clássico da capital: Vontade que não se traduziu em golos

Outubro 6, 2007

Miguel Pereira

Foi, sem dúvida, o jogo mais quente da ronda seis da Liga Portuguesa. O Online não quis ficar indiferente ao derby de todas as emoções e montou um especial, com a opinião dos adeptos e uma apreciação à arbitragem de Pedro Henriques.

Com um campeonato aquém das expectativas, nomeadamente no lado dos encarnados, os velhos rivais de Lisboa entraram em campo com um só objectivo: vencer. Talvez por isso é que assistimos um jogo equilibrado, em que o resultado acabou por ser o mais justo.

Ambas as equipas tentaram com que o resultado fosse outro, porém os avançados das duas partes estiveram em dia não. As defensivas também estiveram em evidência, nomeadamente a leonina, que secou grande parte das jogadas de ataque da equipa da casa.

Os comandados de Camacho até foram aqueles que mais procuraram alterar os acontecimentos, mas, com nítida falta de esclarecimento, pouco incomodaram Stojkovic.

Em suma, num jogo em que ambas as equipas não podiam ceder pontos, digamos que quem saiu vencedor deste jogo acabou por ser o líder FC Porto, que vê os velhos rivais cada vez mais longe. A partilha de pontos acaba por penalizar mais os encarnados, devido ao desastrado começo de época, desta equipa que demora a encontrar-se.

Opinião do adepto benfiquista, por Fábio Canceiro

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48222 espectadores vestiram as bancadas do Estádio da Luz para assistir a mais um derby com os vizinhos da 2º circular. A alegria e a motivação patente no rosto dos adeptos, pareceu não contagiar os jogadores. Lá baixo no relvado as duas equipas jogavam sem alma. O Sporting e o Benfica partiam a 5 e a 6 pontos do FCP, respectivamente, e por isso exigia-se mais entrega e garra às duas equipas.

Nos primeiros 15 minutos ainda se vislumbrou algum futebol. A dupla Di Maria e Rui Costa pôs os reflexos de Stojkovic à prova. Uma entrada “avassaladora” do Benfica que não se manifestou em golos por ineficácia do último reduto encarnado. A partir da meia hora o Sporting ganhou o controle do jogo e terminou melhor de que o Benfica.

Na segunda parte assistimos a um jogo equilibrado com oportunidades para cada lado. A destacar o lance mais flagrante de golo em toda a partida, a perda incrível de Nuno Gomes (mais uma!) à boca da baliza. Começa a ser sistemática a displicência deste jogador na hora de atirar à baliza. Do lado do Sporting, Romagnoli e Anderson Polga foram as grandes figuras. O primeiro pela qualidade técnica que em vários momentos do jogo se tornou fulcral para causar desequilíbrios, o segundo pela solidez ofensiva que prestou à sua equipa . Do lado do Benfica destacaram-se Quim (para não variar), Di Maria (cada vez mais Di Magia), o Maestro e Cristian Rodriguez. No cômputo geral podemos dizer que o Benfica esteve mal do ponto de vista ofensivo, mas o sector defensivo, aparentemente o mais fragilizado com as lesões, esteve mais uma vez à altura dos acontecimentos.

A manchar o jogo esteve, mais uma vez, a arbitragem. Supostamente Pedro Henriques terá deixado 3 grandes penalidades por assinalar, contudo após a visualização das imagens, podemos perceber que o único penálty claro foi sobre o jogador do Benfica, Freddy Adu. Por conseguinte, não se percebe a revolta de Paulo Bento no final do jogo.

Em suma, assistimos a um dérbi pobre, cinzento como o próprio tempo. Um resultado que, a meu a ver, se ajusta, e que castiga as duas equipas. O grande vencedor da jornada, o Futebol Clube do Porto, esse sim segue isoladíssimo no 1º lugar.

Opinião do adepto sportinguista, por Sérgio Mendonça

A expectativa era grande. A tensão muita, para não fugir à regra. Um ponto separava os dois velhos e eternos rivais da capital, que já viam os homens do norte no topo, em mais uma fuga que a cada metro perdido vai deixando o título mais longe e difícil de alcançar. De qualquer forma, na luta pelo primeiro lugar ou pelo último, pela Liga dos Campeões ou pela Taça de Portugal, um dérbi é um dérbi e como o de Lisboa não há igual neste Portugal. Pode até já não haver troféu em disputa, mas a competição essa é interminável e há sempre um campeonato à parte para vencer… o da 2ª circular.

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Em pleno estádio da Luz, enquanto os jogadores aqueciam no relvado, conscientes do peso que carregavam aos ombros ao envergarem tão históricas camisolas, o ambiente era o do costume por estas ocasiões: escaldante, com as bancadas a fervilhar, o olhar dos adeptos a espelhar ansiedade, o habitual roer de unhas a não esconder o característico nervosismo, os cânticos ou gritos sem senso a ecoar de ambos os lados, barulho, confusão, cor, muita cor, com o vermelho a predominar, também em virtude dos muitos lugares que infelizmente ficaram por ocupar, mas o verde, tímido, também ia surgindo, aos poucos, e pintando mais uma noite que se esperava de grande festa para o futebol português… ou pelo menos para um dos seus principais emblemas.

No palco de todos os sonhos os intervenientes pareciam finalmente preparados: os mais de 48 mil adeptos estavam já quase todos sentados, as gargantas pareciam finalmente afinadas, as equipas estavam alinhadas e os nervos pareciam cada vez mais estar à flor da pele, à espera de um apito que abrisse as hostilidades e soltasse o stress interior. Os olhos de milhões de portugueses espalhados por esse mundo fora já estariam certamente colados ao ecrã. Em casa, no café ou até no trabalho, os próximos 90 minutos seriam merecedores de toda a atenção possível, como se fossem os momentos mais importantes de muitas vidas. Não o seriam certamente, apenas mais um tema de conversa, para a próxima semana quiçá as seguintes duas ou três. É esta a verdadeira magia e encanto do futebol.

O jogo começou. As oportunidades foram surgindo de parte a parte, sem que se pudesse afirmar categoricamente que uma das equipas era dona e senhora das operações. Do lado sportinguista, assistia-se com emoção a um pequeno grande artista argentino, que corria, saltava, caía, levantava-se e com as suas fintas estonteantes, que mais pareciam golpes de rins certeiros, ia fazendo a cabeça em água aos defesas benfiquistas. “El Pipi”, Romagnoli de seu nome, era o grande destaque nas operações ofensivas dos leões, comandando grande parte das iniciativas da formação de Alvalade e balanceando os seus companheiros para o ataque. A seu lado, na busca inconformada pelo golo, um sempre temível Liedson, que apesar de “levezinho”, não pode ter muito tempo a bola a seu bel-prazer sem causar estragos na baliza adversária. Os benfiquistas já o sabem de experiência própria (que o diga Luisão) e não lhe deram muito espaço, mas só a sua presença em campo já impõe respeito e ocupa grande parte do tempo e atenção dos mais directos adversários. Djaló era o companheiro na frente de ataque, correu muito, conseguiu desequilibrar com as suas constantes mudanças de velocidade, mas, como já vem sendo hábito, faltou-lhe o principal: eficácia na hora de finalizar. Vukcevic, o jovem e talentoso montenegrino que o Sporting contratou esta época, é dotado de recursos técnicos infindáveis e a qualquer momento, num lance de génio, poderia sentenciar a partida. Não teve muita margem para a manobra e só a espaços foi dando um ar da sua graça. As pérolas da “cantera” leonina, Moutinho e Veloso, iam segurando o meio-campo leonino contra as investidas dos encarnados, não tendo por isso muitas oportunidades para espalhar todo o perfume do seu futebol pelo tapete da Luz. As preocupações defensivas tomaram-lhes a maior parte dos 90 minutos do dérbi. Na defesa dos comandados de Paulo Bento, tudo sólido. Polga era o patrão, Tonel seguia-lhe os passos e Abel e Ronny não comprometiam.Stojkovic era o último obstáculo do muro de betão verde-e-branco e sempre que foi chamado a intervir não facilitou. Ao intervalo tudo a zeros.

Na segunda parte, mais do mesmo. Algumas oportunidades e lances prometedores de ambos os lados. Muita luta e garra em cada disputa de bola. Polémica aqui e ali. Palmas, assobios… Mas faltava o ingrediente principal: o golo. Os treinadores fizeram algumas mexidas nas equipas. Bento tirou Vukcevic e colocou o sueco Farnerud. Perdeu em vivacidade e imaginação, ganhou em tranquilidade e contenção.Mais perto do fim lançou Celsinho, talvez como tentativa de surpreender Camacho, que certamente não estaria à espera que o seu opositor lançasse às feras o mais recente reforço da turma de Alvalade e quem sabe se o criativo brasileiro não poderia ter um rasgo de inspiração e criasse algo de novo numa partida que continuava sem o principal condimento. Não aconteceu! Podia ter acontecido. Curiosamente, o técnico espanhol do Benfica, após a aposta em Cardozo e antes da entrada de Nuno Assis, pareceu querer imitar o seu homólogo e lançou o por muitos aclamado como prodígio norte-americano, Freddy Adu. Os golos não apareceram. O marcador ficou mesmo sem sabor.

Para a história ficou o 0-0 final. Para as conversas de café e manchetes de jornais ficaram as decisões polémicas da equipa de arbitragem. Pediram-se duas grandes penalidades para um lado, uma para o outro. Três lances discutíveis, que podiam ter decidido o jogo para um dos lados, mas que não foram assinalados e nada alteraram. Falta de Katsouranis sobre Romagnoli? Talvez, o grego falha a bola e não consegue evitar o contacto físico com o argentino, derrubando-o de forma clara. Mão na bola do mesmo Katsouranis? Admite-se que sim, como se poderá dizer que não. O médio benfiquista é apanhado um pouco de surpresa com o desenvolvimento do lance mas parece colocar o braço numa posição favorável às suas pretensões, de modo a que o esférico não seguísse para o adversário Farnerud, que já aguardava de perto pela sua chegada. Moutinho trava em falta Adu? Assim parece, pois o jovem sportinguista tenta atingir a bola, mas já chega tarde e toca no norte-americano, mesmo que sem intenção, admitia-se mais uma vez que fosse assinalado o castigo máximo, como o seria plausível nos outros lances. Mais grave, e menos badalada, foi a expulsão perdoada a Luisão, por uma entrada violenta pelas costas a um adversário, que Pedro Henriques resolveu com um simples amarelo. Também Rodriguez poderia ter visto uma cartolina encarnada, num lance igualmente perigoso sobre um jogador leonino. Da mesma maneira que foi perdoado um cartão amarelo ao “maestro” por entrada muito dura sobre Liedson, ou pelo lance em que teve um comportamento no mínimo estranho para com João Moutinho, quando no meio do burburinho causado pela suposta mão de Katsouranis, que o juiz auxiliar de pronto assinalou mas o árbitro principal ignorou a indicação, empurrou e gritou com o capitão leonino como se fosse ele o culpado de um erro que a sê-lo seria da equipa de arbitragem. Nessa mesma altura a falta de respeito de alguns atletas benfiquistas para com o juiz de linha (bocas e gestos despropositados e injuriosos) poderia e deveria ter sido sancionada com o respectivo cartão amarelo aos prevaricadores.

O resultado não pode ser considerado injusto, mas, ao analisar mais friamente as jogadas de perigo, a qualidade de jogo, a atitude e a disposição e comportamento em campo de cada uma das formações, parece transparecer que o Sporting foi a equipa mais esclarecida durante o encontro e demonstrou mais classe e consistência no seu futebol. Faltaram os golos… E no fim de contas, polémicas e rivalidades lisboetas à parte, o vencedor da noite acabou mesmo por ser… o FC Porto, pois claro.

Análise à arbitragem, por João Costa

Arbitrado pelo sempre consensual Pedro Henriques, o jogo grande da jornada, foi grande até nos casos. O “Major” fez uma arbitragem que provavelmente vai fazê-lo perder “adeptos” mas junto dos adeptos já que a actuação de Pedro Henriques no derby lisboeta foi considerada positiva pelo observador de serviço ao jogo.

Quanto ao jogo em si, teve três grandes casos em lances disputados dentro das respectivas áreas de grande penalidade e passíveis de castigo máximo:
– Aos 20′, Romagnoli cai na área benfiquista num lance com Katsouranis. Grande penalidade indiscutível que ficou por marcar. “Katso” tenta mas não consegue tocar na bola, derrubando o seu adversário com a perna direita.
Erro grave da equipa de arbitragem.

– Aos 70′ o caso do jogo. Um parêntesis inicial para os eventos que se seguiram ao lance em questão, que não deveriam constituir surpresa junto dos adeptos, dado que é uma situação normal numa equipa de arbitragem. O árbitro assistente viu o lance, interpretou-o e sinalizou ao árbitro a infracção. O árbitro decidiu não seguir a indicação do seu auxiliar como está no seu direito enquanto chefe de equipa. Situação normal de arbitragem num jogo de futebol extrapolada pela difícil (e sempre sujeita a julgamentos toldados pela cor) análise do lance em si.

Quanto ao lance, ficou uma grande penalidade por assinalar. Não sabendo o que passou pela cabeça do jogador grego, não posso julgar se ele junta o braço ao corpo para não tocar na bola ou para tocar na bola impunemente. Não podendo analisar isto, a análise seguinte será às consequências do acto. Com o referido toque, intencional ou não, faz com que a bola não chegue a Farnerud que ficaria não isolado mas em boa situação para criar perigo. Sendo assim o toque inviabilizou uma jogada de perigo do Sporting e com isso Katsouranis tirou vantagem de ter tocado, mais uma vez intencionalmente ou não, a bola com o braço.

Há que dar, no entanto, o benefício da dúvida à equipa de arbitragem pela dificuldade e subjectividade que a análise deste lance pode ser revestida.

– Aos 90’+2 é Adu que cai na área sportinguista numa disputa com Moutinho. Mais uma vez, ficou uma indiscutível grande penalidade por assinalar. Adu entra na área e já dentro desta é derrubado por João Moutinho que não chega a tocar na bola. Mais um erro grave da equipa de arbitragem.

Fotos: Futebol de Ataque/City Files

Análise Liga Bwin: O distanciar-se do Dragão

Outubro 6, 2007

Miguel Pereira

Continua a saga do Dragão. Em seis jogos disputados, o Porto soma outras tantas vitórias e Lisandro outros tantos golos. O Porto, que venceu o Boavista, já leva mais cinco pontos que o Marítimo, que conseguiu arrancar o empate a uma bola na Amadora e, assim, continuar isolado no segundo posto.

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Os verdadeiros rivais do Dragão, Benfica e Sporting, confrontaram-se esta jornada, naquele que foi o jogo mais apeticido desta ronda. Perderam pontos para os azuis e brancos, num resultado que acabou sem golos e com muitos casos.

No outro jogo grande da jornada, o derby do Minho, os da casa, o Vitória de Guimarães, levaram a melhor sobre o rival Sp. Braga, num jogo cujo único golo está envolto em polémica. Com esta vitória, os vimaranenses ascenderam ao terceiro posto.

Em grande continua o outro Vitória, o de Setúbal, que recebeu e venceu uma irreconhecível U. Leiria, com dois golos sem resposta. Os sadinos, sublinhe-se, ainda não perderam esta época.

Nos restantes jogos da jornada, o Nacional da Madeira conseguiu a sua primeira vitória, frente à Naval por 2-0, o Leixões somou mais um empate (seis empates, em outros tantos jogos!) e o Belenenses derrotou o Paços de Ferreira por uma bola a zero.

Na próxima semana, o destaque vai para as deslocações do líder Porto e do Benfica a Coimbra e a Leiria, respectivamente, para a recepção do Sporting ao Vitória de Guimarães, naquele que é o jogo quente da jornada, e à deslocação do Vitória de Setúbal à Madeira, para jogar com o Marítimo, num jogo que vai opor duas equipas que têm surpreendido neste início de campeonato.

Foto: Futebol de Ataque