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Falemos, então, de Desporto: Crónica de uma qualificação anunciada

Novembro 25, 2007

Miguel Pereira*

Portugal qualificou-se para o Euro’2008, que se vai realizar na Áustria e na Suiça. Uma qualificação esperada, diga-se de passagem. No entanto, para alguns esta fase de apuramento ficou aquém das expectativas, pois alguns exigiam o primeiro lugar no grupo e que não precisássemos de um mísero empate na última jornada.

Falou-se por aí que era um grupo acessível, o que não deixa de ser verdade. O facto de ser acessível, contudo, não quer dizer que seja fácil. Portugal encontrou neste grupo A duas equipas que haviam estado no último Mundial, Sérvia e Polónia, uma formação habituada a estar presente em fases finais, a Bélgica, e uma selecção que evolui de ano para ano, a Finlândia. Portanto, podemos concluir que o nosso grupo não era assim tão fácil como alguns supostos teóricos de futebol – que sabem muito de teoria e tão pouco de prática – apregoavam.

A juntar a um conjunto de jogos difíceis e deslocações longínquas, não nos podemos esquecer que o seleccionador nacional não pôde contar sempre com os seus melhores elementos: Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Jorge Andrade, Petit e Deco, devido a lesões, não puderam dar o seu contributo à nossa selecção em todos os jogos e a experiência destes jogadores fez muita falta na comitiva nacional.

Desde que chegou a Portugal, é moda – nunca percebi porquê – criticar Scolari no jornalismo português e atribuir os méritos da equipa das quinas a todos, menos ao sargento, que comanda as tropas. Tenho de confessar que muitas vezes não concordei com as opções de Luiz Felipe Scolari. Gostaria de ter visto Vítor Baía – a pessoa que eu mais idolatro no mundo do futebol – a defender a baliza nacional no Euro’2004, sou da opinião que Ricardo Quaresma e Tonel mereciam mais estar no Mundial’2006 do que Luís Boa Morte e Ricardo Costa. Mas o seleccionador é quem tem a decisão final e, como qualquer bom treinador, conta com os jogadores que lhe dão mais confiança. Ainda para mais – algo que devia calar todos –, este técnico brasileiro tem conseguido resultados históricos para o futebol português, nada mais que um segundo lugar no Campeonato da Europa (algo que nunca tinha sido atingido antes) e o melhor resultado num Mundial, em quarenta anos. Porém, nem estes excelentes resultados calam os (chatos) críticos.

Enfim, podemos concluir que a comitiva portuguesa, com uma excelente equipa técnica e uma série de jogadores com qualidade acima da média, é uma das favoritas à conquista do título europeu. Temos uma formação quase perfeita. Digo quase – nada é totalmente perfeito – pois ainda temos umas lacunas que têm de ser resolvidas até ao começo do Euro, nomeadamente a falta de um goleador e de um lateral esquerdo acima da média. Esperemos, por isso, que até Junho a sorte acompanhe os nossos ponta-de-lanças da e que aquele que, em minha opinião, é o melhor lateral esquerdo português da actualidade, Antunes, passe a jogar regularmente num qualquer clube, de modo a estar na convocatória final de Luiz Felipe Scolari.

*Editor de Desporto

Do Céu ao Inferno é um instante

Novembro 25, 2007

João Fragata

Acabou o Europeu de Futsal. A modalidade abandona assim a cidade de Gondomar que em cerca de uma semana recebeu a modalidade e encheu o pavilhão para os jogos. Portugal conseguiu a sua melhor marca mesmo tendo ficado fora do pódio. Conseguiu também mostrar potencial para ter um futuro auspicioso e apenas foi castigado pela inexperiencia da equipa em si, em fases do campeonato.

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Portugal até não começou mal o campeonato empatando a 0-0 no primeiro jogo contra a toda poderosa Itália. Foi um jogo onde os portugueses mostraram que foram para o Europeu com vontade de ser campeões. Seguiu-se a Rep. Checa, onde Portugal mostrou a sua raça. Estando a perder por duas vezes no jogo (por 1-0 e por 3-1) os pupilos de Orlando Duarte mostraram a sua qualidade e recuperaram o jogo ganhando por 5-3. Contudo ficou também visto que há algumas coisas a melhorar, e a defesa começa a ser uma delas. A falta de experiência para gerirem resultados também. Por fim, carimbaram a passagem às meias-finais com o jogo mais “à vontade” dos jogadores. Receberam a Roménia e ganharam por claros 3-0, e pela primeira vez conseguiam ir às meias-finais.

Contudo, a tal falta de calma e experiência mostrou-se no jogo das meias e no da atribuição de 3º e 4º lugares. Na primeira calhou na sorte que Portugal iria defrontar a campeã europeia e mundial, Espanha. O jogo até começou bem, muito bem mesmo para a nossa Selecção. Entraram com garra, com querer. Não foi de espantar então que Portugal conseguisse estar a ganhar por 2-0 até 4 minutos do final. Os golos foram marcados por Gonçalo e Ricardinho, este último provavelmente um dos melhores (se não o melhor) do torneio com o jogador do Benfica a corresponder de forma acrobática a um passe de Pedro Costa. Contudo, e embora tenham tentado organizar da melhor maneira o resultado, quando os espanhóis decidiram investir com mais um jogador, tirando o Guarda Redes por um jogador de campo, foi quando Portugal não aguentou a pressão. Sofreu o 2-1 aos 36’ por Daniel e aos 38’ Andreu lançou um balde de água fria aos adeptos e aos jogadores Portugueses. Quando foram para o desempate por Penalties, era muita a esperança, e seria justo pelo que a Selecção fez no campeonato. Contudo Joel e Leitão não conseguiram marcar as grandes penalidades e a Campeã europeia podia assim tentar defender o seu título.

Restava-nos o 3º lugar. Contudo nem isso os jogadores conseguiram, não por não tentarem, mas porque o azar também decidiu bater à porta. A Rússia tinha perdido com a Itália nas meias-finais, e como é sabido no futebol e futsal também o próximo é que paga a conta. E infelizmente foi o que se sucedeu. No jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, Portugal entrou como em todos jogos,com vontade e até começou a ganhar num jogo que logo de início mostrava maior domínio português e em especial Pedro Costa que em apenas 5 minutos teve duas oportunidades de marcar golo. A Rússia teve também a estrelinha com eles quando Israel primeiro e depois Arnaldo, remataram ao poste, quando já parecia golo certo. Contudo Portugal continuou a pressionar e a 5 minutos do fim da primeira parte conseguiu mesmo o 1-0 por Gonçalo que depois de uma atrapalhação de Zuev conseguiu marcar.

Contudo, até ao fim do 1º tempo a Rússia dava a volta ao resultado e marcou 2 golos em apenas 30 seg. Primeiro Cirilo aos 16’55’’ e depois Fukin aos 17’25’’ colocou os russos à frente. Portugal voltava a fazer o mesmo, com o jogo na mãoe deixava-se ir abaixo e perdia a concentração e a calma. A segunda parte foi cheia de emoção com oportunidades variadas para os dois lados. A Portugal faltava-lhe era calma e discernimento na hora H. Contudo aos 35’ Leitão mostrou como se fazia e numa jogada individual conseguiu empatar o jogo. Pensar-se-ia que era desta que dávamos a volta, mas não. Apenas 33 seg depois a Rússia ia fazer o resultado final com Shayakhmetov a colocar a Russia no pódio com a medalha de Bronze.
Portugal despediu-se então com o 4º lugar. Não obstante de ter sido a melhor classificação portuguesa de sempre em Europeus, os portugueses são mesmo assim e ficava-se a pedir um pouco mais. Portugal teve o apoio necessário, mostrou o potencial suficiente para pelo menos disputar a final e até vencer. Contudo, Orlando Duarte ainda tem trabalho pela frente, e com esforço e trabalho Portugal pode vir a ser uma das melhores selecções do mundo. Para nós portugueses, já o é. Curiosidade também para as palavras do seleccionador, que mostra que esta prova foi boa para divulgar a modalidade, e esperemos que tenha mudado a ideia das pessoas que desporto é só o futebol. Tal como Orlando Duarte também eu espero que “.. seja um incentivo para os nossos jovens jogadores e que o futsal se possa desenvolver no nosso país.” Esperemos que sim.

Espanha é bi-campeã europeia.

Enquanto Portugal ficava pelo 4º lugar a Espanha aproveitou para vencer e revalidar o seu título de campeã europeia e a ganhar o seu 3º título europeu. Curiosidade para este jogo ter sido a réplica da final do último Mundial de Futsal em 2004, que a Espanha também venceu mas por 2-1 .

Como em qualquer final, começou muito calmo, com as equipas a testarem-se e a tentarem ganhar espaços. Contudo a Espanha mostrou o porquê de ser a melhor do mundo e aos poucos foi fazendo o resultado final. Se pela Itália Foglia tentava marcar, pela Espanha Marcelo mostrava que era um adversário a respeitar. Não foi portanto de estranhar que o espanhol aos 9’ marcasse após grande jogada de Álvaro. A Itália tinha que ir atrás do prejuízo e foi isso que fez até ao final da 1ª parte. Contudo, nada quebrava a baliza de Amado. E já na segunda parte aos 22’ a missão ficou mais dura quando a Espanha, continuando a velocidade cruzeiro, marcou de novo por Daniel, onde Álvaro esteve outra vez na jogada, tendo rematado primeiro para depois um dos 3 melhores marcadores do torneio, ter feito o 2-0 e quase sentenciar o jogo. Tanto que a Espanha não demorou muito e aos 27’ voltou a marcar. Marcelo (sempre ele) a fazer uma grande jogada para Javi Rodriguez fazer o 3-0 e sentenciar o jogo. Contudo a Itália arriscou e mandou o guarda redes Feller avançar e fazer de jogador de campo. Tal medida foi frutífera e aos 30’ o italiano rematou forte e a bola, depois de um desvio foi para o fundo das redes, estabelecendo o resultado final. O 3-1 animou um pouco o jogo, mas a Espanha soube ter a calma suficiente (que falta fez isso a Portugal) e fez a festa, tendo então o título de bi-campeã europeia em título e o de campeã mundial.

Portanto, a classificação ficou Espanha em 1º, a Itália em 2º, os Russos em 3º e a nossa Selecção em 4º.

Quanto a melhores marcadores nota para o facto de haver 3 melhores marcadores com 5 golos, e para a surpresa Predrag Rajic, cujos golos foram todos marcados na fase de grupos pois a Sérvia nem passou dessa fase. Os outros dois foram Cirilo (que marcou o 5º contra Portugal) e Daniel, que até se estreeou a marcar em fases finais do Europeu e que consegui assim o prémio também. Quanto a portugueses, Ricardinho estava quase quase a conseguir também esta distinção, ficando com 4 golos marcados. Fica para 2009 na Hungria, quando a competição já tiver 12 equipas.

Fontes: Site oficial do Europeu Futsal, Infordesporto
Foto: Arquivo Online

Cinco caras novas na convocatória dos “Lobos”

Novembro 25, 2007

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Cláudia Bragança

Tomás Morais definiu a lista de convocados da Selecção Nacional de râguebi, para o jogo com a Roménia, com cinco novidades. António Duarte e Rodrigo Aguiar (Agronomia), Sebastião Cunha (Belenenses), António Sarmento (CDUP) e Adérito Esteves (Direito) são os novos atletas que irão fazer parte da equipa portuguesa de rugby, na partida contra a selecção romena. O jogo será relativo ao Torneio Europeu das Nações e realiza-se no próximo dia 1 de Dezembro, pelas 15 horas, no Estádio Nacional.
A lista completa dos 26 convocados é então a seguinte:

Direito (7) – Adérito Esteves, António Aguilar, Diogo Coutinho, Frederico Sousa, João Correia, Pedro Leal e Vasco Uva.
Agronomia (4) – António Duarte, Francisco Mira, Luís Pissarra e Rodrigo Aguiar.
Belenenses (3) – David Mateus, Diogo Mateus e Sebastião Cunha.
CDUL (3) – Duarte Figueiredo, Gonçalo Foro e Pedro Cabral.
CDUP (2) – António Sarmento e Gonçalo Malheiro.
Pozuelo Boadilla-Espanha (3) – Diogo Gama, José Pinto e Tiago Girão.
Livorno-Itália (1) – Juan Murré.
Reggio Emília-Itália (1) – Juan Severino.
Montpellier-França (1) – Gonçalo Uva.
Blagnac-França (1) – Cristian Spachuk

Fonte: A Bola
Foto: Arquivo Online

Quem vai estar no Euro’2008

Novembro 25, 2007

Filipa Lopes

Chegou ao fim a fase de apuramento para o Europeu de 2008, a realizar-se na Áustria e na Suiça. Na hora de todas as decisões houve lugar a surpresas, com a eliminação da Inglaterra a merecer nota de destaque.

GRUPO A

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Portugal chegou à última jornada do apuramento a um ponto de garantir a qualificação. Jogando em casa, contra a sua congénere finlandesa, com quem disputava o 2º lugar do grupo (além da Sérvia, dependente do resultado dos portugueses para ainda ter esperanças na qualificação), aos pupilos de Scolari bastava segurar o empate para carimbar o passaporte para o Europeu. Assim foi: num jogo muito sofrido, o 0-0 manteve-se como resultado final. Portugal faz, deste modo, companhia à Polónia, que participará num Campeonato da Europa pela 1ª vez.

GRUPO B

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Sem surpresas: Itália e França vão marcar presença no Europeu. Num grupo onde foi claro o domínio dos dois finalistas do Mundial de 2006, apenas a Escócia importunou as selecções de Roberto Donadoni e Raymond Domenech. Os escoceses terminaram a fase de qualificação a dois pontos dos franceses, ocupando por isso o 3º lugar do grupo.

GRUPO C

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A Grécia, campeã europeia em título, confirmou o seu favoritismo, ao vencer o seu grupo com claros 7 pontos de vantagem em relação ao segundo classificado. À entrada para a jornada decisiva, Turquia e Noruega disputavam o último lugar de acesso ao Europeu, mas foram os turcos os donos da sorte: venceram a Bósnia no último jogo e garantiram, com apenas mais um ponto que os noruegueses, a desejada qualificação.

GRUPO D

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Novo grupo sem surpresas: os adeptos da República Checa e da Alemanha vão poder ver as suas selecções actuar no Campeonato da Europa do próximo ano, após uma qualificação sem problemas. O 3º classificado, a República da Irlanda, conquistou menos 10 pontos que os alemães, que ocupo a 2ª posição do grupo, nunca ofereceu oposição.

GRUPO E

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Desgraça em terras de Sua Majestade: a Inglaterra, potência futebolística incontestável no panorama europeu, foi eliminada na sua própria casa, no Estádio de Wembley, pela Croácia, quando precisava apenas de um empate para seguir em frente. A derrota inglesa abriu assim alas à qualificação da Rússia, que se juntou aos já apurados croatas na caminhada para o Euro. A Federação Inglesa de Futebol confirmou já o afastamento de Steve Mclaren do comando da selecção.

GRUPO F

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Espanha e Suécia qualificaram-se, sem problemas de maior, para o Europeu a realizar-se na Áustria e na Suiça. «Nuestros hermanos» venceram o seu grupo com mais 3 pontos que os suecos, num grupo onde a Dinamarca e a Irlanda do Norte nada puderam fazer para contrariar o poderio das duas selecções qualificadas.

GRUPO G

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A Roménia, que à entrada para a fase de qualificação tinha certamente como objectivo disputar apenas a qualificação com a Bulgária, surpreendeu ao relegar a favorita Holanda para o 2º lugar, vencendo o seu grupo por uma margem de 3 pontos.

Fonte: Zero Zero
Fotos: Uefa

Euro’2008 aqui vamos nós

Novembro 25, 2007

Miguel Pereira

Missão cumprida, é a esta a principal ilação que se tira, não só do final do jogo, como também desta fase de apuramento. Portugal cumpriu os objectivos mínimos neste jogo, empatou, poderia ter ganho, é verdade, mas o mais importante é que garantiu a presença no Euro’2008.

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Scolari surpreendeu tudo e todos ao colocar Pepe a titular e Fernando Meira a trinco, relegando Simão Sabrosa. Penso que, tendo em conta que o empate até pode ser encarado como um bom resultado, o seleccionador nacional ganhou a aposta, pois a equipa portuguesa demonstrou uma grande segurança em termos defensivos e conseguir “secar” o jogo aéreo finlandês, um dos pontos fortes da formação nórdica.

Os jogadores nacionais foram sempre superiores, faltou-lhes, porém, aquela pontinha de sorte na finalização das boas jogadas. Os alas estiveram muito mais em jogo do que na partida anterior, sendo uma grande dor de cabeça para a defensiva contrária. O seleccionador da Finlândia, Roy Hodgsnon, nunca arriscou verdadeiramente e, portanto, não obstante algum sufoco para a nossa defesa na parte final do encontro, os finlandeses raramente criaram um lance organizado de perigo.

No final, os “heróis do mar” souberam gerir bem este resultado que lhes era favorável, acabando por festejar o já previsível, mas não menos sofrível apuramento.

Podemos dizer que não foi uma fase de qualificação de sonho. Mas, recorde-se, que em muitos jogos o seleccionador nacional não pôde contar com algumas peças importante, como Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit e Deco. Enfim, estamos qualificados, não estamos? O resto é conversa…

A 2 de Dezembro, lá vamos ver o que nos calha na rifa.

Foto: FPF

Empate compremetedor

Novembro 25, 2007

Miguel Pereira

Faltou qualidade e vontade às esperanças lusas para levar de vencida esta forte formação inglesa. Como tal, os pupilos de Rui Caçador comprometeram a qualificação para o Europeu de Sub-21.

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O jogo até começou de feição para a equipa portuguesa. Gardner a carregar Vierinha dentro de área e o húngaro Istvan Vad não teve dúvidas em assinalar para marca de grande penalidade. O mesmo jogador, que sofre a falta, marcou com sucesso o castigo máximo e colocou a formação lusa em vantagem.

Tudo parecia correr bem. Os ingleses, por seu turno, estavam nervosos e o guardião Hart até quis oferecer uma prenda aos portugueses, mas João Moutinho, algo surpreendido, não rematou com a força suficiente para aumentar a vantagem portuguesa.

Na segunda parte, os britânicos entraram mais determinados e num lance de grande apatia da defensiva portuguesa Adam Jonhson aproveitou para repor a igualdade no marcador.

Os jovens portugueses ficaram abalados com o golo sofrido e não tiveram nem arte nem engenho para chegar à vitória. Os comandados de Stuart Pearce, por outro lado, tinham chegado a um resultado razoável, limitando-se a geri-lo de forma inteligente e paciente.

O próximo compromisso dos Sub-21 nacionais é em casa, com a Bulgária, a 26 de Março. Para esse jogo, tendo em conta que não haverá compromissos da selecção A, Rui Caçador deverá contar com Manuel Fernandes, Nani e Miguel Veloso, para dar mais qualidade a esta jovem formação.

Foto: FPF

Basquetebol em Portugal: Ponto da Situação

Novembro 25, 2007

Francisco Reis

O basquetebol português está ao rubro! Desde a menos positiva participação da Ovarense na Taça ULEB até à participação da equipa feminina do CAB Madeira na Eurocup, passando por um sem-número de entradas e saídas de jogadores das maiores equipas europeias, tudo tem acontecido nos últimos tempos.

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Comecemos pelos bicampeões nacionais, a Ovarense. Se é verdade que a nível interno as coisas têm corrido de feição aos pupilos de Luís Magalhães, não é menos verdade que a participação do conjunto luso além fronteiras tem deixado algo a desejar. Depois de em 2004/05, a turma de Ovar ter perdido todos os dez jogos disputados na fase regular da Taça ULEB, em 2007/08 os factos não têm mudado tanto assim. É conhecida a fragilidade económica das equipas portuguesas e a fraca cultura basquetebolística no nosso país não nos permite sonhar muito alto. Porém, e apesar das reconhecidas dificuldades que existem e são inegáveis, nunca se poderá considerar positiva uma participação que se salda em três derrotas no mesmo número de jogos.

Depois de um resultado negativo diante do FMP (a única vitória desta equipa até agora) na Sérvia e da derrota caseira frente aos lituanos do BK Ventspils, a Ovarense voltou a sair vergada na sua própria casa, desta feita perante os franceses do Elan Chalon: 99-86 foi o resultado final.

Os vareiros entraram com o pé direito na partida e mantiveram-se em vantagem até ao final do 1º período quando o marcador mostrava 25-21. Porém, no 2º período, os gauleses conseguiram marcar 18 pontos sem que a Ovarense conseguisse marcar um único ponto, deixando, desde cedo, o resultado desnivelado.

John Ford (22 pontos e 5 ressaltos) e Joachim Ekanga (18 pontos e 7 ressaltos) foram os principais responsáveis pelo terceiro desaire consecutivo dos portugueses na competição. Do lado da Ovarense, Gregory Stempin esteve absolutamente fabuloso. Fez 34 pontos e empatou o recorde de triplos convertidos na Taça ULEB, isto já para não falar dos 8 ressaltos, 4 roubos de bola, 3 assistências e 2 desarmes de lançamento. Cordell Henry continua a exibir-se a um grande nível e rubricou mais uma exibição positiva, efectuando 14 pontos e 7 assistências. O melhor português foi mesmo Rui Mota, autor de 13 pontos. O Besiktas Cola Turka, da Turquia, é até agora a melhor equipa do grupo B e lidera-o com 3 vitórias em 3 jogos. O adversário é complicado de bater mas a Ovarense terá que ir a Istanbul com o pensamento na vitória.

Continuando a falar das competições europeias, merecem menção os jogos que a equipa feminina do CAB Madeira disputou até agora.
O primeiro jogo foi diante das francesas do Tarbes Gespe Bigorre por 78-80, num jogo equilibrado e de marcado pela falta de sorte das madeirenses. Seguiu-se a recepção às belgas do Namur e o azar voltou a bater à porta das portuguesas: novamente um jogo disputado até à última, novamente uma derrota por uma margem escassíssima, 74-75. A primeira derrota incontestável surgiu na passada Quinta-Feira quando o CAB Madeira se deslocou à Rússia para defrontar o Nadezhda: 77-48 foi o resultado final, favorável ao conjunto de Leste.

Para terminar, há que destacar algumas transferências ocorridas no basquetebol português.

O ingresso de David Vik no Lusitânia é uma das novidades. O norte-americano naturalizado português estava a treinar num clube francês após realizar a pré-temporada na Suiça mas já está nos Açores a fim de reforçar o conjunto açoriano. Também Omari Peterkin, poste da Universidade de Boston, poderá tornar-se um membro dos quadros da equipa. Está à experiência, todavia Manuel Povea, treinador, parece preferi-lo ao dispensável Steve Allen.

Do outro arquipélago, o da Madeira, veio Nate Daniel, que trocou o CAB pelo Ginásio Figueirense. Sérgio Salvador livrou-se do extremo Demario Eddins e do poste Justin Burns para ir buscar o já referido Nate Daniel, ex-CAB, e o poste Brandon Voorhess, jovem de 24 anos, que, com 2,01m, procurará a sua sorte ao sair da liga uruguaia.

Fontes: Infordesporto, LCB, O Jogo, FIBA, ULEBCUP.com
Foto: Infordesporto

O melhor para o fim

Novembro 25, 2007

João Fragata

Sabia-se que a temporada ATP 2007 acabaria em Xangai. Sabia-se também que acontecesse o que acontecesse Roger Federer seria o nº1 do Ranking ATP pelo 4º ano consecutivo. Contudo, no mais respeitado dos torneios a expectativa era muita para saber se seria assim tão fácil para o suiço.

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Mas a verdade é que não foi muito complicado. Os tenistas foram divididos em dois grupos, o grupo Vermelho (Red) e o Dourado (Gold). Logo de início parecia que era certo que Federer não teria dificuldades em passar a fase dos grupos quando foi calhado no grupo Red juntamente com Davydenko, Gonzalez e Roddick enquanto que o grupo Dourado tinha como cabeça de série o nº2 Rafael Nadal acompanhado por Djokovic, Ferrer e Gasquet.

Contudo, mesmo parecendo fácil para os nº1 e 2 do ranking houve tempo na mesma para surpresas, até para apimentar o apetite das pessoas. Logo na fase de grupos, surpresa para a derrota do suiço com o nº7 Fernando González por parciais de 6-3,6-7, e 5-7. O chileno conseguiu assim a vingança depois de em Janeiro ter perdido na final do Open da Austrália para o suiço. No grupo dourado, destaque para David Ferrer que conseguiu o pleno ganhando todos os jogos e destaque negativo para Djokovic que nem um único set conseguiu ganhar nos tres jogos. Embora não fosse um candidato assumido pelos especialistas, esperava-se que o jovem nº3 mostrasse mais o porquê de ter sido a grande afirmação do ano 2007.

Estas surpresas fizeram com que se tivesse um duelo de gigantes nas meias finais.Nadal contra Federer, enquanto que o outsider Ferrer se debatia contra o americano Andy Roddick. Nem o suíço nem Ferrer tiveram grandes dificuldades em conseguirem prosseguir para a final. O nº1 ganhou a Nadal por parciais de 6-4, e 6-1; enquanto o espanhol ganhou por 6-1 e 6-3.

Na final Federer mostrou o porquê de ser a referência do ténis mundial ao ter vencido o 2º espanhol seguido desta vez por 6-2, 6-3 e 6-2.

Com esta vitoria Federer ganhou então o seu 4º Masters de Xangai, prova que participa desde 2002, e continua a evidenciar a sua supremacia no Ténis Mundial acabando pelo 4º ano consecutivo em 1º Lugar do Ranking ATP. Temos campeão.

Knowles e Nestor Campeões em pares

Se em singulares o nº1 apareceu e mostrou quem mandava, nos pares os nº 2 Knowles e Nestor aproveitar a lesão de um dos irmãos Bryan, os nº1 de pares. Os recordistas de pares tiveram uma temporada excelente que esperavam culminar com a vitória na última prova da época.

Contudo, tiveram que ser substituídos pela equipa Elrich e Ram que não se mostraram dignos de tal substituição nem passando da fase de grupos. Os campeões aproveitaram então e venceram o masters em pares. Curiosidade de nas meias-finais se terem defrontado os primeiros 4 primeiros cabeças de serie. Na final encontraram-se as equipas dos 2º e 3º lugar do ranking, e aí Knowles e Nestor venceram a equipa composta por Aspelin e Knowle por claros 6-2 e 6-3. A época terminou…

Fontee foto: Masters-cup.com

20 minutos de desconcentração foram fatais para o ABC

Novembro 25, 2007

Cláudia Bragança

Em mais uma eliminatória da Taça EHF, desta vez com os oitavos-de-final da competição em disputa, o ABC escorregou perante o RK Cimos, perdendo um jogo que chegou a aparentar estar controlado.

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Os minutos iniciais pertenceram mesmo aos portugueses, que apesar de verem as suas oportunidades de golo sucessivamente negadas pelo guarda-redes do Cimos, os dois golos de vantagem que haviam conseguido e uma estrutura defensiva (5:1) bem montada, transmitiam aos homens do ABC uma aparente tranquilidade e competência para controlar os acontecimentos.

Mesmo sem um distribuidor de jogo com a preponderância que tem Carlos Matos e com a tarefa de controlar as rápidas reposições de bola do RK Cimos, na primeira parte o ABC conseguiu dar conta do recado mas a segunda metade do encontro trouxe grandes dificuldades e o descalabro total da equipa portuguesa.

Com Tiago Pereira desqualificado aos 50 minutos, o ABC não encontrou forças para travar a superioridade física do adversário que valendo-se também da superioridade numérica, caiu em cima dos portugueses, subiu constantemente no terreno e fez crescer a vantagem que já tinha conseguido conquistar.

O resultado final fixou-se num 34-25 a favor da equipa da casa e resta agora ao ABC a esperança de no jogo em Braga conseguir recuperar de 9 golos de diferença, para assim cumprir o objectivo de estar presente nos oitavos-de-final da Taça EHF.

Fonte: O Jogo
Foto: Arquivo Online

Porto vence e convence na Taça das Taças

Novembro 24, 2007

Cláudia Bragança

A jogar em sua casa e frente aos seus adeptos (cerca de 1200 marcaram presença nesta partida), o FC Porto ofereceu-lhes um excelente espectáculo de andebol e uma esclarecedora vitória por 30-23 frente aos franceses do Paris Handball.

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Uma excelente exibição marcada pelo grande momento de forma do guarda-redes portista Hugo Laurentino, por uma linha defensiva quase perfeita e por um ataque eficaz, variado, e que conseguiu concretizar variadíssimas jogadas muito bonitas em golo.

O Paris Handball conseguiu apenas por uma vez estar à frente no marcador, aos 6-5, mas não mais conseguiu controlar um Porto extremamente concentrado e sereno, sem pressas de chegar a mais largas diferenças de golos que acabaram por surgir naturalmente.

Nos minutos iniciais da segunda parte, o Porto chegou aos sete pontos de vantagem, conseguindo manter com classe os parisienses controlados. Nos minutos finais, já com a defesa muito à frente no terreno, os franceses conseguiram recuperar três bolas, facto que não chegou para preocupar os portugueses que rapidamente voltaram ao rumo certo.

Fonte: O Jogo
Foto: Site Oficial do Futebol Clube do Porto