Posts Tagged ‘Ciclismo’

Stijn Devolder vence Volta ao Algarve

Fevereiro 24, 2008

Miguel Pereira

O ciclista belga Stijn Devolder, da equipa Quickstep, foi o vencedor da 34ª Volta ao Algarve em bicicleta, embora a última etapa tivesse sido ganha pelo austríaco Bernhard Eisel, da High Road.

A vitória no contra-relógio acabou por dar a vitória ao belga, que fez o tempo total 19:42.59 horas na prova algarvia, seguido pelo francês Sylvain Chavanel.

1183307942.jpg

Geral individual:
1.º Stijn Devolder, Bel (QuickStep) 19:42.59 horas
2.º Sylvain Chavanel, Fra (Cofidis) a 22 segundos
3.º Tomas Vaitkus, Lit (Astana) a 32
4.º Hector Guerra, Esp (Liberty) a 33
5.º Martin Garrido, Arg (P. Tavira) a 01.03 minutos
6.º Jurgen Roelandts, Bel (Silence Lotto) a 01.05
7.º Pedro Romero, Esp (LA MSS) a 01.06
8.º Andreas Kloden, Ale (Astana) a 01.07
9.º Ruben Plaza, Esp (Benfica) a 01.13
10.º Markus Fothen, Ale (Gerolsteiner) a 01.18

Geral por equipas:
1.º Astana, 59:12.54 horas
2.º Palmeiras Resort Tavira, a 18 segundos
3.º Cofidis, a 01.03 minutos
4.º Quick Step, a 01.14
5.º Liberty, a 01.51

Pontos:
1.º Robert Forster, Ale (Gerolsteiner) 70 pontos
2.º Tomas Vaitkus, Lit (Astana) 45
3.º Bernhard Eisel, Aut (High Road) 33

Montanha:
1.º Krasimir Vasilev, Bul (Palmeiras Resort Tavira) 26 pontos
2.º António Cosme, Esp (Boavista) 19
3.º Celestino Pinho, Por (Barbot) 11

Combinado:
1.º Staf Scheirlinckx, Bel (Cofidis) 45 pontos
2.º Constantino Zaballa, Esp (LA MSS) 50
3.º Celestino Pinho, Por (Barbot) 54

Fonte: A Bola

Anúncios

Caso Bosman no Ciclismo?

Novembro 11, 2007

João Fragata

Jean-Marc Bosman foi na década passada, uma pessoa muito importante para o futebol europeu. Não por ser um grande futebolista (era praticamente desconhecido), mas porque contestou na justiça civil as regras de transferências no futebol, o que originou uma tremenda revolução na circulação livre de futebolistas estrangeiros na UE.

edtt-vinosits.jpg

Ora, essa revolução foi permitida graças à mestria de Luc Misson, o advogado que agora pretende revolucionar a regulação de anti-dopagem no ciclismo. Como? Misson foi contratado pelo ciclista Andrei Kashechkin, acusado de dopagem, e que quer agora mostrar que as regras antidopagem violam os direitos humanos, estando disponível ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

No passado dia 1 de Agosto, o russo foi submetido a um controlo extra-competição pela União Cicilista Internacional (UCI), quando se encontrava na Turquia. Nessa análise foi reconhecida uma transfusão de sangue com dador compatível, uma técnica que dias antes tinha sido apanhada no líder da equipa de Kashechkin, o cazaque Alexandre Vinokurov. Podendo apanhar 2 anos de suspensão, eis que o russo, através do seu advogado, pretende lutar pelos direitos humanos, dizendo que a sua defesa se baseia na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, em especial nos artigos sexto e oitavo e contestando a legitimidade da UCI, como organismo privado, para realizar controlos antidoping, achando que apenas organismos públicos deverão ser capazes desses controlos, o que não é o caso dos médicos das brigadas antidoping da UCI, e que os testes devem ser “livremente aceites por quem é visado”.

Misson parece também mais interessado no protagonismo causado com este caso, de modo a conseguir atingir uma escala europeia ou mesmo mundial. Segundo o jornal Público, Misson deixa claro que “se perdermos, iremos para o tribunal de apelo, depois para o tribunal supremo e depois para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. E aí estaremos numa posição muito boa, pois a decisão terá efeitos europeus e talvez mundiais.”

Esta revolução poderá, tal como no futebol, ter graves consequências, sendo que o fim dos controlos extracompetição acabará com a forma mais fácil de apanhar quem se dopa, porque antes de os haver, a táctica era dopar os ciclistas nos treinos, sendo que esses treinos seriam feitos de modo a dissipar quaisquer vestígios das substâncias ilegais.

Estaremos então perante o novo Bosman?

Fontes: Públco e Infordesporto

Bruyneel, Paulinho e Contador na Astana

Outubro 14, 2007

Francisco Reis

Acabou por se confirmar aquilo que já se previa: Johan Bruyneel vai ser o director-desportivo e director-geral da equipa Astana. O ex-corredor belga esteve oito anos consecutivos na liderança da Discovery Channel (antiga US Postal) e foi um dos grandes artífices das sete vitórias consecutivas de Lance Armstrong na Volta à França.

cic6.jpg

A formação norte-americana deverá mesmo acabar e estão também confirmadas as mudanças da Discovery para a equipa cazaque de Benjámin Noval, Janez Brakovic, Tomas Vaitkus, Sérgio Paulinho (que também já correu na Astana antes de se juntar à Discovery Channel), Alberto Contador (vencedor do Tour deste ano) e Levi Leipheimer.

Mathias Kessler, Eddy Mazzoleni, Alexandre Vinokourov e Andrey Kashechkin, todos eles envolvidos em escândalos de dopping, estão definitivamente afastados da equipa.

Fonte: Record, A Bola, Ciclismo Digital
Foto: A Bola

Campeonatos Mundiais de Ciclismo: Bettini revalida título

Outubro 6, 2007

Francisco Reis

paolo_bettini.jpg

Este ano, os Mundiais de Ciclismo tiveram Estugarda como cenário. A cidade alemã já havia acolhido a competição em 199. Dezasseis anos depois, voltaram a receber a maior prova de ciclismo de um só dia. Resultado: Paolo Bettini foi novamente coroado campeão mundial de ciclismo de estrada.

Antes da prova em linha, disputou-se o contra-relógio individual. Depois das três vitórias consecutivas de Michael Rogers em 2003, 2004 e 2005, o jovem suíço Fabian Cancellara – vice-campeão em 2005 – venceu o contra-relógio do ano passado. Provando que o triunfo de 2006 não foi apenas sorte, o ciclista da Team CSC voltou a ganhar. Deixou toda a concorrência para trás, incluindo o húngaro Lazlo Bodrogi e o holandês Stef Clement, segundo e terceiro classificados respectivamente. Os alemães Bert Grabsch e Sebastian Lang ficaram em 4º e 5º. Nota para Vladimir Gusev, 6º; José Gutierrez, 7º; David Zabriskie, 12º; David Millar, 18º; e o único português em prova, Ricardo Martins, que ficou no 57º posto.

Na prova-rainha, a prova em linha dos seniores masculinos, a má prestação portuguesa começou a efectuar-se ainda antes da partida com a desclassificação de José Rodrigues, do Vitória-ASC, que acusou demasiado hematrócito num controlo feito pela UCI. Espera-se que parte desta substância saia do corpo do ciclista português de modo a ser absolvido. A contra-análise será feita 15 dias após o primeiro teste.

Numa prova vencida pelo italiano Bettini, apenas Nuno Ribeiro – dos portugueses – foi capaz de terminar a prova. Hernâni Brôco desistiu na última volta; Hugo Sabido na penúltima; Bruno Neves e Ricardo Martins desistiram logo à 6ª volta. De resto, mais de metade dos ciclistas que partiram não terminaram a longa prova, de 267.4km (só 72 cortaram a meta).

Na primeira fuga do dia estavam presentes, além do português Hugo Sabido, Damiano Cunego (Itália), Jens Voigt (Alemanha), Juan António Flecha e Carlos Sastre (Espanha), Stijn Devolder (Bélgica), George Hincapie (EUA), Sylvain Chavanel (França), Thor Hushovd (Noruega) e Robert Gesink (Holanda). Contudo, o forte ritmo impresso pela Holanda e posteriormente pela Itália só poderiam condenar esta fuga ao insucesso. Depois de alcançados os fugitivos, o pelotão continuou a seguir a uma velocidade infernal, deixando muitas unidades para trás. Dos portugueses, apenas Hernâni Brôco e Nuno Ribeiro resistiam.

Na penúltima volta, David Rebellin e Alexandr Kolobnev tentaram a sua sorte. Contudo, a sua tentativa foi também anulada. Filippo Pozzato (Itália), Samuel Sánchez (Espanha), Cadel Evans (Austrália), Frank Schleck (Luxemburgo), Stefan Schumacher e Fabian Wegmann (Alemanha), Philippe Gilbert e Björn Leukemans (Bélgica), Michael Boogerd, Thomas Dekker e Karsten Kroon (Holanda), Martin Elminger (Suíça) e Paolo Bettini (Itália) alcançaram o duo.

O campeão mundial atacou, Schumacher e Schleck responderam. Juntaram-se-lhes, depois, Evans e Kolobnev. Este quinteto nunca mais foi desfeito e o título mundial acabou por ser discutido nos metros finais, ao sprint. Paolo Bettini foi o mais forte; Kolobnev conseguiu um inesperado segundo lugar; Schumacher, um dos favoritos por correr em casa, completou o pódio. Schleck e Evans, dois dos melhores ciclistas do mundo, foram 4º e 5º respectivamente. Davide Rebellin ficou em 6º a 6 segundos. Nuno Ribeiro ficou em 37º.

O ciclista italiano Paolo Bettini é considerado por muitos o melhor ciclista da actualidade. Nunca ganhou uma grande volta, logicamente, porque é um homem para correr em provas de um dia. Todas as grandes competições de um único dia já foram ganhas por Paolo Bettini, incluindo, claro, Mundiais e Jogos Olímpicos. As suas qualidades de sprinter são também conhecidas e foi graças a essa capacidade de se superiorizar nos últimos metros que venceu várias provas na sua carreira. Já é o segundo ciclista mais bem pago do mundo e poderia ser o melhor a partir do próximo ano se não tivesse recusado uma oferta de renovação de contrato oferecida pela sua equipa, Quick Step. O ciclista transalpino já anunciou a sua retirada – será logo a seguir aos Jogos Olímpicos de Pequim, onde poderá revalidar o seu título olímpico. Um dos melhores corredores dos últimos anos, sem sombra de dúvida, dirá adeus a esta bonita modalidade em Agosto do próximo ano.

No contra-relógio individual sub-23, Lars Boom, da Holanda, foi o vencedor, seguido de Mikhail Ignatiev, da Rússia; e Jerome Coppel, da França. Rui Costa foi o melhor português ao terminar na 26ª posição. José Mendes ficou em 40º.

Na prova em linha sub-23, o eslovaco Peter Veltis foi o melhor; Wesley Sulzberger, austriaco, e Jonathan Bellis, britânico, fecharam o pódio. Rui Costa voltou a ser o melhor português, cortando a meta no 15º posto. Vítor Rodrigues, em 35º; Nelson Rocha, em 50º; César Fonte, em 77º; e José Mendes, em 100º, fecham o quadro de portugueses em competição.

A parte feminina não contou com uma comitiva portuguesa. Marta Bastianelli, da Itália, venceu a prova em linha, sendo que a alemã Hanka Kupfernagel foi a vencedora do contra-relógio.

Fonte: Ciclismo Digital
Foto: Wikipedia

Dennis Menchov “Vuelta” a Ganhar

Setembro 29, 2007

dennis.jpg

Vinte e umas etapas e quase oitenta e uma horas depois, está encontrado o vencedor da Vuelta 2007: Dennis Menchov, o russo da equipa holandesa Rabobank, conquistou pela segunda vez a corrida, depois de já a ter ganho há dois anos, em 2005. Na estrada, havia sido Roberto Heras a triunfar, todavia um controlo anti-dopping positivo registado ao espanhol acabou por fazer transitar a coroa de louros para Menchov. Note-se que, além do primeiro lugar na classificação geral, Menchov arrecadou a camisola verde (classificação da montanha) e laranja (classificação combinada). Carlos Sastre, da Caisse d’Epargne, ficou-se pelo brilhante segundo lugar a 3m31s da liderança, ao passo que o terceiro posto foi alcançado pelo asturiano Samuel Sánchez, da Euskatel Euskadi, que ficou a 3m46s de Menchov.

A Caisse d’Epargne foi a vencedora por equipas e Daniele Bennati, da Lampre, que já havia aparecido em bom plano no Tour, acabou por vencer a classificação por pontos, com uma curta vantagem sobre o imparável Dennis Menchov.

Menchov tinha mostrado algumas debilidades no Tour de France, deixando para Rasmussen o cargo de chefe de fila. Trabalhou para o dinamarquês, é certo, mas sem o vigor de Michael Boogerd ou Thomas Dekker, bem mais interventivos. No entanto, cedo se percebeu que a intenção do russo era atacar na terceira grande volta da temporada – a Vuelta. E assim foi.

Depois do seu companheiro, Óscar Freire, ter ganho três das seis primeiras etapas, Menchov agarrou a camisola dourada à 9ª etapa para nunca mais a largar. Venceu na 10ª etapa e conservou a liderança até ao final da prova. Há a destacar as duas vitórias em etapas de Alessandro Petacchi, as três de Daniele Bennati (incluindo a primeira e a última) e as três de Samuel Sánchez, um dos grandes animadores da prova, que acabou por terminar no pódio. Cadel Evans, excelente como no Tour, ficou de fora do pódio por uns escassos 10s, tendo terminado em 4º na geral.

De Vigo a Madrid, foram três semanas de emoções fortes e muito espectáculo nas estradas espanholas.

Francisco Reis