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Análise Bwin Liga: Dragão voa cada vez mais alto

Março 2, 2008

Miguel Pereira

À medida que as jornadas são disputadas parece cada vez mais certo que o título não escapará ao FC Porto. O cenário tem sido repetitivo: os dragões a vencerem e os rivais de Lisboa a escorregarem. A vantagem já é de 12 pontos!

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Jesualdo Ferreira optou por deixar Quaresma fora do jogo com o Paços de Ferreira. Assumiu um risco, mas a verdade é que a equipa não se ressentiu. Vitória concludente, por 3-0, mais uma vez com Lisandro em destaque, ao bisar na partida.

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Parece que há feitiço para os lados da Luz, que faz com que Benfica não conseguia vencer os jogos em casa para o campeonato. O adversário, o Sp. Braga, até era uma das equipas com melhor do plantel da Bwin Liga, que, porém, está a fazer um campeonato decepcionante. E os bracarenses até começaram melhor, com Zé Manuel a inaugurar o marcador, logo aos 5 minutos. Os “encarnados” foram obrigados a ir atrás do prejuízo e, a meio do primeiro tempo, Luisão corresponde da melhor a um livre de Rui Costa, empata a partida. Até final, os comandados de José António Camacho bem tentaram a vitória, sem sucesso, contudo.

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Em Setúbal, à terceira não foi de vez. Ou seja, no terceiro confronto com o Vitória de Setúbal esta época o Sporting não conseguiu novamente levar a melhor, muito devido a um lance infeliz do guarda-redes Rui Patrício. Aos 18 minutos, um remate aparentemente inofensivo de Bruno Ribeiro acabaria por entrar dentro da baliza leonina, com a colaboração de Rui Patrício, que é mal batido no lance. Os “leões” procuraram a vitória, no entanto os sadinos, que, com apenas 16 convocados, mostraram uma força de vontade impressionante e mereceram a vitória.

Quem aproveitou o deslize do Sporting foi o outro Vitória, o de Guimarães. Um golo bastou apenas bastou para os vimaranenses derrotarem a Naval, alcançando novamente o terceiro lugar e a morder os calcanhares ao Benfica.

Num jogo entre candidatos à UEFA, o Marítimo levou a melhor sobre o Belenenses, vencendo no Restelo por 3-1. Os “azuis” até começaram melhor, com um golo de Weldon aos 14 minutos, mas o minuto 26 acaba por mudar o rumo do jogo: Kanu cai na área, alegadamente tocado por Costinha, e o árbitro Rui Silva assinala para grande penalidade. Costinha é expulso e Bruno não desperdiçou esta oportunidade para empatar a partida. Com mais um homem, o Marítimo conseguiu controlar o jogo e acabou por marcar mais dois golos, por intermédio de Marcinho e Mossoró, e venceu a partida.

Num dos jogos mais frenéticos da ronda, o Estrela da Amadora venceu a cada vez mais condenada União de Leiria, por 4-2. No entanto, ao intervalo os tricolores perdiam, por 2-0. Graças a uma segunda fantástica, no qual os comandados de Daúto Faquirá souberam aproveitar o facto de estar a jogar com mais um jogador, o Estrela da Amadora virou o jogo a seu favor e acabaram por triunfar.

Mesmo sem Jokanovic no banco de suplentes, o Nacional levou a melhor sobre o Leixões. Num jogo muito equilibrado, os madeirenses acabaram por ser mais felizes, graças a um golo de Juliano perto do final da partida.

A jornada só terminou na segunda-feira, num confronto entre Académica e Boavista. Golos só na segunda parte. Os “estudantes” em vantagem aos 59 minutos com um golo de Kaká. Contudo, a vantagem da briosa só durou dois minutos, pois logo a seguir Mateus empataria a partida.

Fotos: Record

Análise Bwin Liga: Dragão firme e hirto

Fevereiro 24, 2008

Miguel Pereira

A jornada 19 da Bwin Liga não trouxe grandes novidades no topo de cima da tabela classificativa. Porto e Benfica venceram e, portanto, a vantagem do líder mantém-se igual. O Sporting também venceu e beneficiou da derrota do Vitória de Guimarães ante o Nacional para voltar ao terceiro lugar.

A jornada começou na sexta-feira, com o Marítimo, uma de fortes aspirações europeias, a receber o líder F.C. Porto. Depois de uma primeira parte dominada pelo verde-rubros, acabaria, porém, por ser a equipa de Jesualdo Ferreira a marcar, por intermédio de Lisandro. No segundo tempo, os bicampeões nacionais aproveitaram ao máximo a expulsão de Djalma para ampliar o resultado, com golos Tarik e, mais uma vez, Lisandro. Resultado final 3-0 favorável aos “dragões”, que assim se mantêm a vantagem de 10 ponto para o Benfica.

O segundo classificado, o Benfica, deslocou-se a Figueira da Foz, onde sentiu algumas dificuldades em derrotar o Naval 1º de Maio, por 2-0. Cristiano Rodríguez inaugurou o marcador no primeiro tempo e, já perto do final do jogo, Nuno Assis correspondeu da melhor a um passe de Sepsi e fechou a contagem.

O Sporting, por seu turno, não quis deixar os rivais se distanciarem ainda mais e venceu, também por 2-0, em Alvalade, o Estrela da Amadora. João Moutinho inaugurou o marcador aos 17 minutos. Na etapa complementar, os “leões”, que já jogavam com mais um jogador – Hélder Cabral foi expulso por acumulação de amarelos, aos 41 minutos – viram Nelson, antigo guarda-redes do Sporting, cometer penalty e ser expulso. No entanto, Polga falharia a grande penalidade. Quem não falhou acabou por ser Liedson que, perante tamanha oferta de Pedro Alves, fixou o resultado final.

Nesta ronda, destaque para o Nacional – Vitória de Guimarães, um jogo com diversas incidências. Em primeiro lugar, a maior parte do jogo acabaria por ser disputado no dia seguinte àquele que estava agendado, devido ao forte nevoeiro que se fazia sentir no Estádio da Madeira. Depois, e mais lamentável, foi que no final do jogo o técnico alvi-negro, Pedrag Jokanovic, foi tirar satisfações a Manuel Cajuda, treinador do Guimarães, sobre alegadas afirmações num jogo anterior entre as duas formações. Enfim, falemos apenas de futebol e no que o futebol diz respeito os madeirenses acabaram por vencer o jogo com um golo sem resposta.

Nos restantes jogos desta jornada, Leixões e Boavista empataram a dois golos, Paços de Ferreira empatou com a Académica a uma bola, o Setúbal foi vencer a Braga por 3-2 e, por fim, o Belenenses venceu em Leiria por 2-1.

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Resultados da jornada 19ª:
Marítimo-FC Porto, 0-3
(Lisandro 45’+2 e 83′, Tarik 71′)

Leixões-Boavista, 2-2
(Jorge Gonçalves, 74′, 80′; Obi 55′, Marcelão 88′)

Nacional-V. Guimarães, 1-0
(Fabiano 53′)

P. Ferreira-Académica, 1-1
(Wesley 90’+2; Lito 79′)

Sp. Braga-V. Setúbal, 2-3
(Linz 25′, Jaílson 90’+3; Robson 11′, Ricardo Chaves 41′, Elias 77′ )

Naval-Benfica, 0-2
(Rodríguez 18′, Nuno Assis 90’+3)

Sporting-E. Amadora, 2-0
(João Moutinho 17′, Liedson 77′)

U. Leiria-Belenenses, 1-2
(Harison 71′; Weldon 11′ e 69′)

Classificação:
1 – FC Porto 47
2 – Benfica 37
3 – Sporting 33
4 – V. Guimarães 31
5 – Belenenses 29
6 – V. Setúbal 28
7 – Marítimo 26
8 – Sp. Braga 25
9 – Nacional 25
10 – Boavista 23
11 – Leixões 20
12 – Académica 20
13 – Naval 19
14 – E. Amadora 18
15 – P. Ferreira 16
16 – U. Leiria 8

Foto: Record

Análise Bwin Liga: As trivelas também decidem clássicos

Dezembro 9, 2007

Miguel Pereira

Um lance de génio, concluído com uma trivela, foi suficiente para decidir o clássico entre Benfica e Futebol Clube do Porto. Num jogo dominado pelos “dragões”, Ricardo Quaresma decidiu o jogo. Com este resultados, os portistas aumentaram para sete pontos a vantagem que os distancia do Benfica.

Quem poderia aproveitar o resultado do clássico, era o Sporting, que, no entanto, não foi além de um empate a uma bola, em casa, ante o último classificado, União de Leiria. O Vitória de Guimarães, por seu turno, aproveitou o deslize dos leões para chegar ao terceiro, após uma vitória suada, por 2-1, ante a Académica.

Num jogo bem disputado entre candidatos à Europa, o Braga acabou por levar a melhor sobre o Marítimo, vencendo por 2-1, e ascendeu ao sexto lugar no campeonato.

Um destaque nesta jornada vai para a Naval. Os comandados de Ulisses Morais conseguiram, pela primeira vez na sua história, três vitórias consecutivas. Desta feita, a vítima foi o Paços de Ferreira, que não conseguiu a evitar a derrota por 2-1.

Nos restantes jogos, o Nacional e Estrela da Amadora receberam e venceram o Boavista e Leixões, respectivamente, com dois golos sem resposta e Setúbal e Belenenses empataram a uma bola.

Após uma paragem, devido a uma eliminatória da Taça, a próxima jornada reserva-nos alguns bons encontros: o Porto recebe o Vitória de Guimarães, que é terceiro classificados, o Sporting desloca-se à Madeira, para jogar com o Marítimo, e o Benfica tem uma pequena viagem até o Restelo, a fim de enfrentar o Belenenses.

Vídeo: Tv golo

Análise Bwin Liga: Recuperar fôlego antes do clássico

Dezembro 3, 2007

Miguel Pereira

Após dois jogos sem vencer, onde se chegou a especular um cenário de crise, os bicampeões nacionais voltaram aos triunfos, por 2-0, frente a um Vitória de Setúbal, que era das poucas equipas que ainda não havia perdido esta época.

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Assim, os azuis e brancos mantêm a vantagem de quatro pontos para o Benfica, que precisou de suar para vencer a Académica, por 3-1, sendo que os dois golos finais, apontados por Luisão e Adu, foram marcados nos minutos finais da partida.

A se distanciar dos lugares cimeiros do campeonato está o Sporting, que voltou a marcar passo, desta feita no reduto do Leixões. O desaire só não pior, porque Purovic empatou a partida perto do final da partida.

Um claro destaque da 11ª jornada vai para a primeira vitória do Boavista. Finalmente, os comandados de Jaime Pacheco conseguiram um triunfo nesta edição da Bwin Liga. A vítima da fúria axadrezada foi o Vitória de Guimarães, que, embora tenha recuperado de uma desvantagem de dois golos, perdeu por 3-2.

Nos restantes jogos, o Marítimo foi surpreendido pela Naval (0-1), o Braga e Leiria empataram a zero, bem como Belenenses e Estrela da Amadora e, por fim, o Paços de Ferreira venceu o Nacional com um golo sem resposta.

Para a próxima jornada, os dois primeiros classificados enfrentam-se no Estádio da Luz, num eterno clássico do futebol português. À espreita, estará o Sporting, que, ao receber o lanterna vermelha, União de Leiria, tentará ganhar pontos aos mais directos rivais. A lutar pela Europa, estarão Braga e Marítimo, que se encontrarão no Estádio Axa.

Foto: Futebol de Ataque

Análise Bwin Liga: Goleada encarnada permite aproximação aos dragões

Novembro 18, 2007

Miguel Pereira

Após oito vitórias consecutivas, o FC Porto parece começar a entrar numa estranha fase de declínio, sendo o Estrela da Amadora, desta feita, o carrasco dos campeões nacionais. Os dragões tiveram a vencer até o minuto 85, por 2-0, só que dois erros acabaram por ser fatais e permitiram à equipa tricolor conquistar um precioso ponto.

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Quem aproveitou mais este deslize dos “azuis e brancos” foi o Benfica, que esmagou o Boavista por 6-1 e está agora a quatro pontos da liderança. O Sporting, por seu lado, fez uma das piores exibições frente ao Sp. Braga, sendo cilindrado por um concludente 3-0.

Destaque, nesta jornada, para a excelente campanha do Vitória de Setúbal, que venceu a Académica por 3-1, e para a vitória do Marítimo no reduto do Nacional, por 2-0, no derby madeirense.

Nos restantes jogos, o Paços de Ferreira arrancou um precioso empate em Guimarães, a Naval venceu a U. Leira com um golo sem resposta – na estreia de Vítor Oliveira no comando dos leirienses – e o Belenenses empatou a um bola com o Leixões.

Na próxima jornada, após um interregno devido às selecções, o FC Porto recebe o Vitória de Setúbal, a equipa sensação da Liga, o Sporting desloca-se a Matosinhos, enquanto que o Benfica vai a Coimbra.

Foto: Futebol de Ataque

Análise Bwin Liga: O pequeno golpe no Dragão

Novembro 11, 2007

Miguel Pereira

Foram precisas nove jornadas para os bi-campeões nacionais perderem pontos. No entanto, esse cenário, que mais cedo ou mais tarde iria acontecer, desenrolou-se no local onde poucos esperariam que se desenrolasse: no Estádio do Dragão. Os protagonistas dessa “proeza” foram os jogadores do Belenenses, mais precisamente Zé Pedro, que, ao empatar o jogo a uma bola no início da segunda parte, gelou o Dragão.

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Quem aproveitou o deslize dos “azuis e brancos” foram os principais rivais. O Benfica teve algumas dificuldades em vencer na Mata Real, o Paços de Ferreira, por 2-1, enquanto que a Naval não se mostrou um adversário fácil em Alvalade, onde o Sporting acabou por vencer por 4-1. Os “encarnados” encontram-se agora a seis pontos do primeiro lugar, ao passo que os leões têm menos um ponto.

Num jogo que se esperava no Funchal, acabou por sê-lo, mas em agressividade e em alguns casos de arbitragem. No final o Vitória de Guimarães acabou por ser mais forte e venceu o Marítimo, por 1-0. Os vimaranenses alcançaram o Sporting no terceiro lugar.

Nos restantes jogos, destaque para os seis golos obtidos no Boavista – Setúbal e no Académica – Estrela da Amadora (ambos os encontros terminaram empatados a três), para o primeiro triunfo do Leixões ante o Braga, por concludentes 3-0, e para mais a vitória do Nacional em Leira, por 3-1, que ditou a saída de Paulo Duarte do comando da União.

Para a próxima jornada, os líderes desloca-se à Reboleira, o Benfica recebe o Boavista e o Sporting desloca-se a Braga. Outro jogo que prenderá a atenção dos amantes da bola é o derby madeirense, no Estádio da Madeira, entre Nacional e Marítimo.

Foto: Futebol de Ataque

Fim da linha para Jorge Costa

Novembro 5, 2007

Francisco Reis

Jorge Costa já não é treinador do Sporting de Braga. Segundo o comunicado apresentado, “a SAD do SC Braga prescindiu do técnico Jorge Costa. Após o jogo com a Naval, o presidente António Salvador reuniu-se com o técnico e, depois de uma pequena conversa, comunicou-lhe a decisão, imediatamente aceite e entendida pelo treinador.

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As exibições menos conseguidas e os resultados verificados, nada condizentes com os objectivos e pergaminhos do clube, estiveram na base desta decisão. No entanto, o clube não pode deixar de agradecer o brio profissional e a dedicação demonstrada por Jorge Costa durante o tempo em que serviu o Braga. O trabalho da equipa foi entregue provisoriamente aos técnicos-adjuntos”. Lê-se no mesmo documento um agradecimento pelo “brio profissional e a dedicação ao clube demonstrada por Jorge Costa durante o tempo em que serviu”.

O Braga ocupa um modesto 8º lugar e apenas 11 pontos alcançados. Além disso, o Vitória de Setúbal eliminou os arsenalistas na Carlsberg Cup. Mas nem tudo foi negativo, esta época. O Braga está na fase de grupos da Taça UEFA e foi a Inglaterra empatar com o Bolton. Depois de Fernando Santos (Benfica), Manuel Machado (Académica) e Francisco Chaló (Naval), foi a vez de o recente treinador Jorge Costa ser alvo de uma “chicotada psicológica”.

António Salvador agradeceu tudo o que Jorge Costa fez durante os meses em que esteve à frente da equipa – desde Fevereiro, diga-se. O dirigente recandidatou-se à presidência da SAD do clube e vai cumprir mais um mandato.

Entretanto, o Braga, ainda liderado por Aloísio, concedeu a primeira vitória do Leixões no campeonato. No Estádio do Mar, os matosinhenses venceram por 3-0.

Fontes: Jornal de Notícias, O Jogo, Mais Futebol
Foto: Infordesporto

E já lá vão oito!

Novembro 4, 2007

Miguel Pereira

Oito jogos, oito vitórias, oito pontos de avanço e oito golos para Lisandro, são estas as contas do campeão nacional nesta época 2007/2008. Desta feita a vítima foi o Leixões, que não conseguiu travar a fúria do campeão, sobretudo de Lisandro Lopez que bisou na partida.

O FC Porto agora é seguido pelo Benfica, que ao vencer o Marítimo, que se encontrava no terceiro lugar, por 2-1, no Estádio da Luz, subiu ao segundo lugar, devido ao empate do Sporting na Madeira, ante o Nacional.

A surpreender continuam os Vitórias. O de Setúbal venceu o Paços de Ferreira, por 3-1, sendo uma das poucas equipas na Europa que ainda não perdeu em nenhuma competição, enquanto que o de Guimarães suou para vencer a União de Leira por duas bola a uma. Vimaranenses e Sadinos ocupam 4ª e 6ªposição, respectivamente.

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Nos restantes jogos, as equipas nenhuma equipa se conseguiu superiorizar ao adversário, sendo que não houve golos no Belenenses – Académica e no Estrela da Amadora – Boavista, e no Naval – Braga houve um golo para cada lado.

Refira-se que nesta jornada, os casos de arbitragem voltaram a dominar a actualidade, nomeadamente nos jogos realizados em Guimarães, na Luz e no Dragão. Sublinhe-se ainda que o empate do Sp. Braga na Figueira da Foz custou o lugar ao treinador Jorge Costa, que rescindiu com o clube minhoto.

Para a próxima jornada, o líder recebe o Belenenses, ao passo que o Benfica desloca-se à Mata Real e o Sporting recebe a Naval. Outro jogo que deve prender a atenção dos amantes da bola é a recepção do Marítimo ao Vitória de Guimarães e a deslocação do Setúbal ao Bessa, para defrontar o Boavista.

Foto: Futebol de Ataque

E já vão sete!

Outubro 13, 2007

Miguel Pereira

Sete jogos, sete vitórias, sete pontos de avanço sobre os segundos classificados. É este o saldo do FC Porto à sétima jornada, que, depois de mais uma vitória, desta feita em Coimbra, por 1-0, é cada vez mais líder.

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O Sporting recebeu e, após uma brilhante segunda parte, venceu o Vitória de Guimarães por 3-0, beneficiando do empate a zero entre Marítimo e Vitória de Setúbal para ascender ao segundo lugar.

O Benfica, por sua vez, deslocou-se ao reduto do U. Leiria, onde, com dois golos de Nuno Gomes, venceu por 2-1, sendo agora o quarto classificado da Liga com 13 pontos.

Destaque para a categórica vitória do Belenenses no Bessa, que fez com que João Loureiro batesse com a porta, e para as primeiras vitórias da Naval e do Paços de Ferreira contra Leixões e Estrela da Amadora, respectivamente.

Por último, sublinhe-se a vitória do Braga frente ao Nacional, através de uma grande penalidade ao cair do pano, num jogo com muitos casos de arbitragem.

A Liga Bwin vai agora de férias, devido aos compromissos das Selecções Nacionais e à Taça da Liga, só regressando no fim-de-semana de 28 de Outubro. Na próxima jornada, o líder Porto recebe o Leixões, o Marítimo desloca-se à Luz, naquele que será o jogo quente da jornada, e o Sporting viaja até à Madeira para enfrentar o Nacional.

Fotos: Futebol de Ataque

Especial clássico da capital: Vontade que não se traduziu em golos

Outubro 6, 2007

Miguel Pereira

Foi, sem dúvida, o jogo mais quente da ronda seis da Liga Portuguesa. O Online não quis ficar indiferente ao derby de todas as emoções e montou um especial, com a opinião dos adeptos e uma apreciação à arbitragem de Pedro Henriques.

Com um campeonato aquém das expectativas, nomeadamente no lado dos encarnados, os velhos rivais de Lisboa entraram em campo com um só objectivo: vencer. Talvez por isso é que assistimos um jogo equilibrado, em que o resultado acabou por ser o mais justo.

Ambas as equipas tentaram com que o resultado fosse outro, porém os avançados das duas partes estiveram em dia não. As defensivas também estiveram em evidência, nomeadamente a leonina, que secou grande parte das jogadas de ataque da equipa da casa.

Os comandados de Camacho até foram aqueles que mais procuraram alterar os acontecimentos, mas, com nítida falta de esclarecimento, pouco incomodaram Stojkovic.

Em suma, num jogo em que ambas as equipas não podiam ceder pontos, digamos que quem saiu vencedor deste jogo acabou por ser o líder FC Porto, que vê os velhos rivais cada vez mais longe. A partilha de pontos acaba por penalizar mais os encarnados, devido ao desastrado começo de época, desta equipa que demora a encontrar-se.

Opinião do adepto benfiquista, por Fábio Canceiro

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48222 espectadores vestiram as bancadas do Estádio da Luz para assistir a mais um derby com os vizinhos da 2º circular. A alegria e a motivação patente no rosto dos adeptos, pareceu não contagiar os jogadores. Lá baixo no relvado as duas equipas jogavam sem alma. O Sporting e o Benfica partiam a 5 e a 6 pontos do FCP, respectivamente, e por isso exigia-se mais entrega e garra às duas equipas.

Nos primeiros 15 minutos ainda se vislumbrou algum futebol. A dupla Di Maria e Rui Costa pôs os reflexos de Stojkovic à prova. Uma entrada “avassaladora” do Benfica que não se manifestou em golos por ineficácia do último reduto encarnado. A partir da meia hora o Sporting ganhou o controle do jogo e terminou melhor de que o Benfica.

Na segunda parte assistimos a um jogo equilibrado com oportunidades para cada lado. A destacar o lance mais flagrante de golo em toda a partida, a perda incrível de Nuno Gomes (mais uma!) à boca da baliza. Começa a ser sistemática a displicência deste jogador na hora de atirar à baliza. Do lado do Sporting, Romagnoli e Anderson Polga foram as grandes figuras. O primeiro pela qualidade técnica que em vários momentos do jogo se tornou fulcral para causar desequilíbrios, o segundo pela solidez ofensiva que prestou à sua equipa . Do lado do Benfica destacaram-se Quim (para não variar), Di Maria (cada vez mais Di Magia), o Maestro e Cristian Rodriguez. No cômputo geral podemos dizer que o Benfica esteve mal do ponto de vista ofensivo, mas o sector defensivo, aparentemente o mais fragilizado com as lesões, esteve mais uma vez à altura dos acontecimentos.

A manchar o jogo esteve, mais uma vez, a arbitragem. Supostamente Pedro Henriques terá deixado 3 grandes penalidades por assinalar, contudo após a visualização das imagens, podemos perceber que o único penálty claro foi sobre o jogador do Benfica, Freddy Adu. Por conseguinte, não se percebe a revolta de Paulo Bento no final do jogo.

Em suma, assistimos a um dérbi pobre, cinzento como o próprio tempo. Um resultado que, a meu a ver, se ajusta, e que castiga as duas equipas. O grande vencedor da jornada, o Futebol Clube do Porto, esse sim segue isoladíssimo no 1º lugar.

Opinião do adepto sportinguista, por Sérgio Mendonça

A expectativa era grande. A tensão muita, para não fugir à regra. Um ponto separava os dois velhos e eternos rivais da capital, que já viam os homens do norte no topo, em mais uma fuga que a cada metro perdido vai deixando o título mais longe e difícil de alcançar. De qualquer forma, na luta pelo primeiro lugar ou pelo último, pela Liga dos Campeões ou pela Taça de Portugal, um dérbi é um dérbi e como o de Lisboa não há igual neste Portugal. Pode até já não haver troféu em disputa, mas a competição essa é interminável e há sempre um campeonato à parte para vencer… o da 2ª circular.

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Em pleno estádio da Luz, enquanto os jogadores aqueciam no relvado, conscientes do peso que carregavam aos ombros ao envergarem tão históricas camisolas, o ambiente era o do costume por estas ocasiões: escaldante, com as bancadas a fervilhar, o olhar dos adeptos a espelhar ansiedade, o habitual roer de unhas a não esconder o característico nervosismo, os cânticos ou gritos sem senso a ecoar de ambos os lados, barulho, confusão, cor, muita cor, com o vermelho a predominar, também em virtude dos muitos lugares que infelizmente ficaram por ocupar, mas o verde, tímido, também ia surgindo, aos poucos, e pintando mais uma noite que se esperava de grande festa para o futebol português… ou pelo menos para um dos seus principais emblemas.

No palco de todos os sonhos os intervenientes pareciam finalmente preparados: os mais de 48 mil adeptos estavam já quase todos sentados, as gargantas pareciam finalmente afinadas, as equipas estavam alinhadas e os nervos pareciam cada vez mais estar à flor da pele, à espera de um apito que abrisse as hostilidades e soltasse o stress interior. Os olhos de milhões de portugueses espalhados por esse mundo fora já estariam certamente colados ao ecrã. Em casa, no café ou até no trabalho, os próximos 90 minutos seriam merecedores de toda a atenção possível, como se fossem os momentos mais importantes de muitas vidas. Não o seriam certamente, apenas mais um tema de conversa, para a próxima semana quiçá as seguintes duas ou três. É esta a verdadeira magia e encanto do futebol.

O jogo começou. As oportunidades foram surgindo de parte a parte, sem que se pudesse afirmar categoricamente que uma das equipas era dona e senhora das operações. Do lado sportinguista, assistia-se com emoção a um pequeno grande artista argentino, que corria, saltava, caía, levantava-se e com as suas fintas estonteantes, que mais pareciam golpes de rins certeiros, ia fazendo a cabeça em água aos defesas benfiquistas. “El Pipi”, Romagnoli de seu nome, era o grande destaque nas operações ofensivas dos leões, comandando grande parte das iniciativas da formação de Alvalade e balanceando os seus companheiros para o ataque. A seu lado, na busca inconformada pelo golo, um sempre temível Liedson, que apesar de “levezinho”, não pode ter muito tempo a bola a seu bel-prazer sem causar estragos na baliza adversária. Os benfiquistas já o sabem de experiência própria (que o diga Luisão) e não lhe deram muito espaço, mas só a sua presença em campo já impõe respeito e ocupa grande parte do tempo e atenção dos mais directos adversários. Djaló era o companheiro na frente de ataque, correu muito, conseguiu desequilibrar com as suas constantes mudanças de velocidade, mas, como já vem sendo hábito, faltou-lhe o principal: eficácia na hora de finalizar. Vukcevic, o jovem e talentoso montenegrino que o Sporting contratou esta época, é dotado de recursos técnicos infindáveis e a qualquer momento, num lance de génio, poderia sentenciar a partida. Não teve muita margem para a manobra e só a espaços foi dando um ar da sua graça. As pérolas da “cantera” leonina, Moutinho e Veloso, iam segurando o meio-campo leonino contra as investidas dos encarnados, não tendo por isso muitas oportunidades para espalhar todo o perfume do seu futebol pelo tapete da Luz. As preocupações defensivas tomaram-lhes a maior parte dos 90 minutos do dérbi. Na defesa dos comandados de Paulo Bento, tudo sólido. Polga era o patrão, Tonel seguia-lhe os passos e Abel e Ronny não comprometiam.Stojkovic era o último obstáculo do muro de betão verde-e-branco e sempre que foi chamado a intervir não facilitou. Ao intervalo tudo a zeros.

Na segunda parte, mais do mesmo. Algumas oportunidades e lances prometedores de ambos os lados. Muita luta e garra em cada disputa de bola. Polémica aqui e ali. Palmas, assobios… Mas faltava o ingrediente principal: o golo. Os treinadores fizeram algumas mexidas nas equipas. Bento tirou Vukcevic e colocou o sueco Farnerud. Perdeu em vivacidade e imaginação, ganhou em tranquilidade e contenção.Mais perto do fim lançou Celsinho, talvez como tentativa de surpreender Camacho, que certamente não estaria à espera que o seu opositor lançasse às feras o mais recente reforço da turma de Alvalade e quem sabe se o criativo brasileiro não poderia ter um rasgo de inspiração e criasse algo de novo numa partida que continuava sem o principal condimento. Não aconteceu! Podia ter acontecido. Curiosamente, o técnico espanhol do Benfica, após a aposta em Cardozo e antes da entrada de Nuno Assis, pareceu querer imitar o seu homólogo e lançou o por muitos aclamado como prodígio norte-americano, Freddy Adu. Os golos não apareceram. O marcador ficou mesmo sem sabor.

Para a história ficou o 0-0 final. Para as conversas de café e manchetes de jornais ficaram as decisões polémicas da equipa de arbitragem. Pediram-se duas grandes penalidades para um lado, uma para o outro. Três lances discutíveis, que podiam ter decidido o jogo para um dos lados, mas que não foram assinalados e nada alteraram. Falta de Katsouranis sobre Romagnoli? Talvez, o grego falha a bola e não consegue evitar o contacto físico com o argentino, derrubando-o de forma clara. Mão na bola do mesmo Katsouranis? Admite-se que sim, como se poderá dizer que não. O médio benfiquista é apanhado um pouco de surpresa com o desenvolvimento do lance mas parece colocar o braço numa posição favorável às suas pretensões, de modo a que o esférico não seguísse para o adversário Farnerud, que já aguardava de perto pela sua chegada. Moutinho trava em falta Adu? Assim parece, pois o jovem sportinguista tenta atingir a bola, mas já chega tarde e toca no norte-americano, mesmo que sem intenção, admitia-se mais uma vez que fosse assinalado o castigo máximo, como o seria plausível nos outros lances. Mais grave, e menos badalada, foi a expulsão perdoada a Luisão, por uma entrada violenta pelas costas a um adversário, que Pedro Henriques resolveu com um simples amarelo. Também Rodriguez poderia ter visto uma cartolina encarnada, num lance igualmente perigoso sobre um jogador leonino. Da mesma maneira que foi perdoado um cartão amarelo ao “maestro” por entrada muito dura sobre Liedson, ou pelo lance em que teve um comportamento no mínimo estranho para com João Moutinho, quando no meio do burburinho causado pela suposta mão de Katsouranis, que o juiz auxiliar de pronto assinalou mas o árbitro principal ignorou a indicação, empurrou e gritou com o capitão leonino como se fosse ele o culpado de um erro que a sê-lo seria da equipa de arbitragem. Nessa mesma altura a falta de respeito de alguns atletas benfiquistas para com o juiz de linha (bocas e gestos despropositados e injuriosos) poderia e deveria ter sido sancionada com o respectivo cartão amarelo aos prevaricadores.

O resultado não pode ser considerado injusto, mas, ao analisar mais friamente as jogadas de perigo, a qualidade de jogo, a atitude e a disposição e comportamento em campo de cada uma das formações, parece transparecer que o Sporting foi a equipa mais esclarecida durante o encontro e demonstrou mais classe e consistência no seu futebol. Faltaram os golos… E no fim de contas, polémicas e rivalidades lisboetas à parte, o vencedor da noite acabou mesmo por ser… o FC Porto, pois claro.

Análise à arbitragem, por João Costa

Arbitrado pelo sempre consensual Pedro Henriques, o jogo grande da jornada, foi grande até nos casos. O “Major” fez uma arbitragem que provavelmente vai fazê-lo perder “adeptos” mas junto dos adeptos já que a actuação de Pedro Henriques no derby lisboeta foi considerada positiva pelo observador de serviço ao jogo.

Quanto ao jogo em si, teve três grandes casos em lances disputados dentro das respectivas áreas de grande penalidade e passíveis de castigo máximo:
– Aos 20′, Romagnoli cai na área benfiquista num lance com Katsouranis. Grande penalidade indiscutível que ficou por marcar. “Katso” tenta mas não consegue tocar na bola, derrubando o seu adversário com a perna direita.
Erro grave da equipa de arbitragem.

– Aos 70′ o caso do jogo. Um parêntesis inicial para os eventos que se seguiram ao lance em questão, que não deveriam constituir surpresa junto dos adeptos, dado que é uma situação normal numa equipa de arbitragem. O árbitro assistente viu o lance, interpretou-o e sinalizou ao árbitro a infracção. O árbitro decidiu não seguir a indicação do seu auxiliar como está no seu direito enquanto chefe de equipa. Situação normal de arbitragem num jogo de futebol extrapolada pela difícil (e sempre sujeita a julgamentos toldados pela cor) análise do lance em si.

Quanto ao lance, ficou uma grande penalidade por assinalar. Não sabendo o que passou pela cabeça do jogador grego, não posso julgar se ele junta o braço ao corpo para não tocar na bola ou para tocar na bola impunemente. Não podendo analisar isto, a análise seguinte será às consequências do acto. Com o referido toque, intencional ou não, faz com que a bola não chegue a Farnerud que ficaria não isolado mas em boa situação para criar perigo. Sendo assim o toque inviabilizou uma jogada de perigo do Sporting e com isso Katsouranis tirou vantagem de ter tocado, mais uma vez intencionalmente ou não, a bola com o braço.

Há que dar, no entanto, o benefício da dúvida à equipa de arbitragem pela dificuldade e subjectividade que a análise deste lance pode ser revestida.

– Aos 90’+2 é Adu que cai na área sportinguista numa disputa com Moutinho. Mais uma vez, ficou uma indiscutível grande penalidade por assinalar. Adu entra na área e já dentro desta é derrubado por João Moutinho que não chega a tocar na bola. Mais um erro grave da equipa de arbitragem.

Fotos: Futebol de Ataque/City Files

Análise Liga Bwin: O distanciar-se do Dragão

Outubro 6, 2007

Miguel Pereira

Continua a saga do Dragão. Em seis jogos disputados, o Porto soma outras tantas vitórias e Lisandro outros tantos golos. O Porto, que venceu o Boavista, já leva mais cinco pontos que o Marítimo, que conseguiu arrancar o empate a uma bola na Amadora e, assim, continuar isolado no segundo posto.

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Os verdadeiros rivais do Dragão, Benfica e Sporting, confrontaram-se esta jornada, naquele que foi o jogo mais apeticido desta ronda. Perderam pontos para os azuis e brancos, num resultado que acabou sem golos e com muitos casos.

No outro jogo grande da jornada, o derby do Minho, os da casa, o Vitória de Guimarães, levaram a melhor sobre o rival Sp. Braga, num jogo cujo único golo está envolto em polémica. Com esta vitória, os vimaranenses ascenderam ao terceiro posto.

Em grande continua o outro Vitória, o de Setúbal, que recebeu e venceu uma irreconhecível U. Leiria, com dois golos sem resposta. Os sadinos, sublinhe-se, ainda não perderam esta época.

Nos restantes jogos da jornada, o Nacional da Madeira conseguiu a sua primeira vitória, frente à Naval por 2-0, o Leixões somou mais um empate (seis empates, em outros tantos jogos!) e o Belenenses derrotou o Paços de Ferreira por uma bola a zero.

Na próxima semana, o destaque vai para as deslocações do líder Porto e do Benfica a Coimbra e a Leiria, respectivamente, para a recepção do Sporting ao Vitória de Guimarães, naquele que é o jogo quente da jornada, e à deslocação do Vitória de Setúbal à Madeira, para jogar com o Marítimo, num jogo que vai opor duas equipas que têm surpreendido neste início de campeonato.

Foto: Futebol de Ataque

Análise Liga Bwin: Porto invicto, Sporting e Benfica tropeçam

Setembro 29, 2007

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Completas que estão cinco jornadas da Liga Bwin, o Porto continua na liderança da Liga. Com mais uma vitória, com dois golos de Lisandro Lopez, desta feita no terreno do Paços de Ferreira, os dragões, sob a égide de Jesualdo Ferreira, registaram o melhor arranque da última década.

Nesta jornada, refira-se que das equipas que estiveram nas competições europeias – Porto, Sporting, Benfica, Braga, Belenenses, Paços de Ferreira e U. Leiria –, só o F.C. Porto conseguiu sair vitorioso. Aliás, sublinhe-se que as restantes formações “europeias” acusaram o cansaço dos jogos, nomeadamente Benfica e Sp. Braga que adormeceram grande parte dos espectadores no Estádio Axa, em Braga, naquele que, à partida, era o jogo grande da jornada.

No entanto, a surpresa da jornada aconteceu no relvado do Alvalade XXI (ou no que resta dele), onde o Sporting cedeu um empate frente a um aguerrido Vitória de Setúbal, que tem feito arranque de época promissor.

Outros destaques vão para Marítimo e Vitória de Guimarães. Os madeirenses, que até agora só escorregaram no Dragão, vencerem o Belenenses, por 2-0, no Funchal, e estão isolados na vice-liderança. Makukula e Kanu, uma dupla que já começa a fazer estragos nas defesas contrárias, apontaram os golos verde-rubros. Os vimaranenses, por outro lado, cilindraram a Naval, na Figueira da Foz, por concludentes 4-1. Fajardo marcou à sua antiga equipa, juntando-se a Makukula e Lisandro na lista dos melhores marcadores da Liga.

De resto, nada de novo. O Leixões é o rei dos empates (cinco jogos, outros tantos empates), Nacional e Leiria tardam a convencer, enquanto que o Boavistão se torna cada vez mais um Boavistinha.

A próxima jornada reserva-nos, para além do clássico da capital, os sempre apetecíveis derbies do Minho e da invicta.

Miguel Pereira